XIX Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação

 

Nos dias 22 a 26 de outubro de 2018,  professores do Departamento de Informação e Cultura (CBD) vão participar do XIX Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (XIX ENANCIB), que acontece na Universidade Estadual de Londrina.

O ENANCIB, em sua décima nona edição, apresenta como tema norteador o "Sujeito Informacional e as perspectivas atuais na Ciência da Informação". A partir de inovações tecnológicas, formas de organização, disponibilização e acesso as informações, seráo discutidas questões que acompanham o ser humano na atualidade, as relações que estabelece nos mais diversos cenários, considerando-o partícipe de uma sociedade permeada por informação.

 

Mais informações em: XIX ENANCIB

 

 

CONFIRA OS TRABALHOS:
 

  • Cibele Araújo C.M. dos Santos | Vânia Mara Alves Lima | Artur Simões Rozestraten

Título do Trabalho:  ARQUIGRAFIA: AMBIENTE COLABORATIVO WEB DE IMAGENS DE ARQUITETURA

Resumo: Apresenta o ARQUIGRAFIA, um ambiente colaborativo na web desenvolvido, modelado implementado e gerenciado por uma equipe multidisciplinar das áreas da Arquitetura, Ciência da Informação, Ciência da Computação e do Direito, com objetivo de preservar e dar acesso à memória iconográfica da Arquitetura Brasileira e seus espaços urbanos. Este ambiente colaborativo web possibilita o armazenamento e o compartilhamento de imagens digitalizadas e nato digitais, provenientes tanto de coleções institucionais quanto de coleções pessoais de arquitetos, fotográfos, pesquisadores, professores, estudantes ou interessados na área. O ARQUIGRAFIA é também um laboratório para criação, aplicação de ferramentas e pesquisas que promovem a participação ativa e colaborativa dos seus usuários, que podem criar uma conta e compartilhar suas coleções iconográficas digitalizadas (fotografias, desenhos, diapositivos e negativos) através do upload de arquivos, bem como proceder a indexação, o georreferenciamento e autorizar o uso de suas imagens, atribuindo as mesmas uma licença Creative Commons. O ARQUIGRAFIA está disponibilizado no endereço www.arquigrafia.org.br  e na Play Store do Google com um aplicativo para smartphones Android. Da higienização à digitalização da coleção institucional ao desenvolvimento de um software beta perpétuo próprio apresenta os procedimentos metodológicos para o estabelecimento dos metadados e da normalização terminológica para a representação e recuperação da informação iconográfica, assim como os resultados obtidos até o momento pelo projeto.

 

  • Francisco Carlos Paletta

Título do Trabalho: CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E HUMANIDADES DIGITAIS - UMA REFLEXÃO

Resumo: Apresenta reflexões sobre o resultado de pesquisa conduzido no Observatório do Mercado de Trabalho em Informação e Documentação – CNPq, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo acerca da Ciência da Informação e Humanidades Digitais. Discute Humanidades Digitais e competência informacional. Destaca a evolução da Web, a biblioteca digital e as conexões com Humanidades Digitais. Reflete sobre os desafios de ordem teórica a transdisciplinaridade e conexões com a Ciência da Informação. Não tem caráter experimental, mas exploratório, em razão principalmente da atualidade e emergência do tema e à incipiente bibliografia existente tanto no país como no exterior.

 

 

  • Marivalde Moacir Francelin | Veronica Ribeiro da Silva Cordovil

Título do Trabalho: Organização e representações: uso de mapa mental e mapa conceitual

Resumo: Os mapas mentais e conceituais são ferramentas que possibilitam representações da organização do pensamento, de forma livre ou mais elaborada, através de relações entre conceitos, hierarquicamente organizados. O presente trabalho tem como objetivo analisar questões relacionadas à possibilidade de utilizar os mapas mentais e conceituais como ferramenta no campo da Organização e Representação do Conhecimento. O estudo aborda questões teórico-conceituais relativas a este campo da Ciência da Informação, bem como sua relação com os mapas mentais e conceituais para auxiliar nas estratégias de cognição, organização e representação do conhecimento pelos sujeitos informacionais. A metodologia caracterizou-se como descritiva e exploratória, com delineamento de pesquisa bibliográfica e de trabalho de campo. A revisão bibliográfica baseou-se em artigos selecionados nas bases de dados da Ciência da Informação que apresentam esta temática, bem como nas ideias e preceitos de Tony Buzan (2005), Joseph Donald Novak (1998) para compreender as teorias, a elaboração e aplicação dos mapas mentais e conceituais. Considera-se que os mapas podem ser utilizados como ferramentas nos processos para a organizar e representar o conhecimento e as informações, dentro do campo da Organização e Representação do Conhecimento dadas as semelhanças entre o processo de construção desses mapas, o tratamento da informação (identifica, processa e disponibiliza) e de seus produtos. 

 

  • Rogério Mugnaini | Anderson de Santana | Luís Fernando Maia Lima

Título do Trabalho: PRODUÇÃO E CONSUMO NAS GEOCIÊNCIAS: estudo de dispersão em diferentes níveis de agregação

Resumo: Tomando-se a Lei de Bradford (1934) como abordagem metodológica com vistas a identificar os periódicos mais citados (consumidos) pelos pesquisadores e, assim, analisar se tais periódicos são aqueles utilizados para publicação (produção), foi empreendida uma análise diversificando os níveis de agregação dos dados (micro e meso). O método consistiu de levantamento bibliográfico da produção científica em periódicos de uma amostra de docentes do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IGc/USP) divididos em dois Departamentos (GMG-Mineralogia e Geotectônica e GSA-Geologia Sedimentar e Ambiental) no banco de dados de produção científica da USP – Dedalus e Web of Science (para a obtenção das referências bibliográficas) entre os anos de 2001 a 2016. Verificou-se que os docentes do GMG possuem maior internacionalização da sua produção em relação ao GSA. Considerando os periódicos utilizados, os departamentos atingem apenas de 10% de intersecção, tanto em produção quanto em consumo. A análise revelou a diversidade de perfis de publicação que se desenham na medida em que os níveis de agregação de dados são alterados. Permitiu observar ainda que a distribuição do fluxo de informação se dá não apenas em periódicos diversificados, mas por meios diversos, que são a produção e o consumo dos pesquisadores. Em paralelo, a escuta dos pesquisadores, por entrevista, permitiu compreender que a pesquisa em Geociências tem um viés local e aplicado, cujas publicações necessariamente se direcionam a periódicos domésticos. E como os dados apontaram, em alguns casos apresentaram impacto significativo em citações, sugerindo que estudos futuros repliquem a metodologia em nível macro, oferecendo assim a possibilidade de diversificação dos critérios de avaliação de periódicos do Qualis da área.