XVIII ENANCIB 2017

Nos dias 23 a 27 de outubro de 2017,  professores do CBD vão participar da oitava edição do ENANCIB, que acontecerá em Marília, no interior do estado de SP.

 

"Em sua décima oitava edição o ENANCIB 2017 evidencia a sustentabilidade do debate científico no âmbito da comunidade de Ciência da Informação, propiciando o compartilhamento de conhecimento entre os participantes e o avanço da área em suas múltiplas dimensões.

Visa promover o intercâmbio científico entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais da área de Ciência da Informação, no intuito de consolidar a pesquisa científica em Ciência da Informação. O XVIII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (XVIII ENANCIB) reforça os conhecimentos dos participantes em relação ao estado da arte da área."

Texto retirado do site oficial do Enancib: http://enancib.marilia.unesp.br/index.php/xviiienancib/ENANCIB.

 

CONFIRA AQUI OS PROJETOS:

 

Francisco Carlos Paletta

Título do Trabalho:  A COMPLEXIDADE DA ERA DIGITAL DESAFIA A ÉTICA

Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar resultados de projeto de pesquisa conduzido na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Reflete de forma teórica sobre a complexidade da evolução tecnológica e a explosão do universo digital na sociedade em rede. A metodologia adotada é exploratório-bibliográfica. Foca no ambiente de busca, acesso, apropriação e uso da informação, impactado pelo fenômeno do Big Data, e nas demandas por novas habilidades, competências e abordagens no que se refere aos desafios éticos na era digital.

 

Marcos Mucheroni

Tìtulo do Trabalho: PLATAFORMA INFORMACIONAL DO ECOSSISTEMA PAULISTA DE INOVAÇÃO: MODELO COMPUTACIONAL E SEMÂNTICO DE APOIO À INOVAÇÃO

Resumo: A inovação como processo é atualmente um dos grandes pilares para que organizações e países possam manter sua sustentabilidade num cenário globalizado de acirrada competição. Uma organização pode desfrutar do resultado de uma inovação por anos, talvez até décadas, considerando que as inovações são capazes de gerar vantagens competitivas, a médio e longo prazo.

No Brasil, o poder público ainda é o principal incentivador e financiador de ações de inovação nas organizações, porém, além do governo existe um conjunto de atores que atuam nesse processo, em que se destacam os ambientes de inovação, as universidades, as empresas e as entidades de apoio e fomento. No Estado de São Paulo, o cenário de inovação tem como base o Sistema Paulista de Ambientes de Inovação que institui e regulamenta os Ambientes Formais de Inovação que apoiam as iniciativas de inovação nas organizações. Com o objetivo de ampliar a articulação e apoiar os processos de construção  coletiva e colaborativa entre os principais atores de inovação do Estado de São Paulo, esta pesquisa propõe uma plataforma Informacional do Ecossistema Paulista de Inovação que, a partir de fontes informacionais disponibilizadas pelos atores de inovação e por meio de tecnologias informacionais, semânticas e computacionais, agregue e disponibilize serviços de informação para os atores de inovação.

 

Lucia Maciel Barbosa de Oliveira

Título do Trabalho: Mediação, Circulação e Apropriação da Informação

OBSERVATÓRIOS CULTURAIS NO BRASIL: FORMAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

Participantes: Selma Cristina da Silva (Mestre pelo PPGCI da ECA/USP); Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira (Profª Drª do PPGCI da ECA/USP)

 

Resumo: O observatório cultural é um dispositivo de informação, típico da sociedade contemporânea, que se apropria de metodologias e teorias interdisciplinares para acompanhar e compreender o campo cultural. Os observatórios culturais surgem, no Brasil, no final da década de 1980 e se desenvolvem especialmente a partir da segunda metade da década 1990, atingindo o maior número de instituições nos anos 2000. A partir da pesquisa dos conteúdos dos sites de 15 observatórios brasileiros, são analisados os contextos, as motivações e as circunstâncias de criação, assim como as formas de atuação, práticas e atividades desses órgãos. Em geral,predomina a produção de conteúdos analíticos; a edição de livros, revistas, artigos, textos, publicações digitais e audiovisuais; a coleta de informações em “bancos de dados” e a promoção de atividades de difusão: palestras, oficinas, cursos rápidos, encontros. Entre os pontos de vulnerabilidade na atuação, devido aos recursos de que dispõem, encontram-se: o trabalho em rede, a comunicação com os diferentes públicos, a produção de indicadores culturais e o compartilhamento de conteúdos e metodologias. A contribuição principal dos observatórios se identifica, sobretudo, pela criação de uma "cultura" das práticas de pesquisa e observação e pelo reconhecimento de sua importância para a ação política. No caso brasileiro, a apropriação desse tipo de dispositivo de informação por setores da sociedade civil e pelos movimentos sociais significa um propósito novo ou uma ampliação da ação política dos grupos.

 

Título do Trabalho: Bibliotecas públicas e políticas culturais: a divisão de bibliotecas do departamento de cultura e recreação da prefeitura de São Paulo (1935)

Participantes: Leonardo da Silva de Assis (Mestre pelo PPGCI-ECA- USP, pesquisador do Laboratório de Cultura, Informação e Público da ECA-USP); Profa. Dra. Lúcia Maciel Barbosa de Oliveira (Pesquisadora e Docente no Dep. Informação e Cultura e no PPGCI da ECA-USP)

Resumo: Este trabalho é resultado da dissertação intitulada “Bibliotecas Públicas e Políticas Culturais: a Divisão de Bibliotecas do Departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo (1935)”, desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, da Universidade de São Paulo. Traz a criação da Divisão de Bibliotecas do departamento de Cultura e Recreação da Prefeitura de São Paulo (1935).  Apresenta, discute e analisa a política cultural colocada em prática, bem como as ações que foram realizadas pela Biblioteca Infantil, Biblioteca Municipal, Biblioteca Circulante e Biblioteca Popular no período de 1935 até 1938. Por meio da pesquisa qualitativa e busca de documentos em arquivos, apresenta as discussões políticas, documentos de época e as atividades na Divisão de Bibliotecas para período. Discute a relação do Estado frente a projetos que envolvam a informação, a cultura e a sociedade, na perspectiva compreensiva no campo das políticas culturais. Identifica os pontos de articulação que as bibliotecas públicas da Divisão de Bibliotecas realizaram com o Estado à luz das políticas culturais. Conclui que o Departamento de Cultura e a criação da Divisão de Bibliotecas estabeleceu um novo padrão de intervenção do Estado na área da cultura, bem como nas atividades realizadas pelas bibliotecas públicas em sociedade.

 

Marilda Lopes Ginez de Lara

Título: O OBJETO DOCUMENTAL, UM TESTEMUNHO DA NOSSA EXISTÊNCIA

Participantes: Andréa de Britto, Marilda Lopes Ginez Lara

Resumo: Os objetos podem ser documentos capazes de atestar nossa vida. Dentre as muitas observações sobre os artefatos do dia a dia, uma é a do testemunho, quando o objeto é tomado como referência das culturas das quais se originou.  Via conservação e descrição das peças o objeto torna-se um ícone de representação, um sistema de signos que pode indicar, dentre outros aspectos, o estilo de vida, a posição social de seu proprietário e a época em que foi construído e utilizado. Para alcançar esse estado e antes de ser objeto de conservação, deve-se decidir sobre sua escolha e sobre como e porque, deve ele ser preservado. Enquanto objetos etnográficos, após serem recortados do seu local de origem, são ressignificados no museu, passando por processamento e análises específicas, que os tornam também veículos de informação. As peças desse modo, continuam a fazer história, agregando informações que constituem seu referencial biográfico. Os procedimentos de organização e representação da informação e a pesquisa de seus referenciais, constituem assim os mecanismos que garantem por meio da descrição e da representação a transformação dos objetos em testemunhos do nosso percurso e que, de certa forma, respondem pela representação, para o futuro, da vida que vivemos e das produções que realizamos.