Concerto do Núcleo de Performance do CMU

17/08/2017 12:00
17/08/2017 13:00

Concerto do Núcleo de Performance do CMU

Apresentação musical dos professores e alunos do Dep. de Música da ECA/USP.

Local: Sala de Música da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Rua da Biblioteca, s/nº, Cidade Universitária, São Paulo, SP

Entrada gratuita.

 

PROGRAMA:

Olivier Messiaen (1908-1922)  -   Quatuor pour la fin du Temps

Grupo QuartaD
Clarineta: Luís Afonso Montanha
Violino: Luiz Amato
Violoncelo: Raiff Dantas Barreto
Piano: Paulo Braga

 

O Quarteto Para o Fim dos Tempos é considerada uma das peças de câmara mais importantes do século  XX. Olivier  Messiaen (1908 - 1992) a compôs entre 1940 e 1941, no que provavelmente poderia ser o apocalipse para ele: em um campo de concentração na Silésia, Polônia. A peça foi dedicada aos seus companheiros  de penúria - não por acaso, os músicos disponíveis no local naquele momento. O Quarteto foi primeiro executado no próprio campo e, segundo as próprias palavras de Messiaen "nunca escutado com tanta atenção e entendimento". A obra contém exemplos  de  todas as suas técnicas e procedimentos composicionais.

O fundamental para Messiaen, um cristão fervoroso, está  presente: a preocupação com a presença do eterno no transitório. Esse eterno, essa ausência do tempo, é figurado  em sua música através de formas  repetitivas  circulando o mesmo  evento, "modos  de transposições  limitadas", processos de enorme duração e tempos extremamente lentos. O Quarteto Para  o Fim dos Tempos é provavelmente a peça mais executada de Olivier Messiaen.  

O grupo de música erudita contemporânea Quarta D,  formado por Luiz Amato (violino),  Luiz  Afonso  Montanha  (clarinete  e  clarone),  Raiff  Dantas  Barreto (violoncelo) e Paulo Braga (piano), surgiu em 2002, durante as apresentações da ópera de Arrigo Barnabé e Tim Rescala  intitulada "22 Antes e Depois". A formação  instrumental de violino, violoncelo, piano e clarineta, que acrescidas de  percussão  e  guitarra  formavam  a  base  instrumental  da  ópera, passou  a constituir o grupo Quarta D.

A formação  do  grupo coincide  com a instrumentação da peça Quarteto Para o Fim dos Tempos, de Olivier Messiaen. A ideia de aproveitar o ensejo e executar esta obra foi inevitável, uma vez que naquele ano celebrava-se 10 anos da morte do compositor. Desde então o grupo vem  se  apresentando nas  principais cidades do país.