NuSom convida: Conversa com Patrícia Moran Encontros: Músicos e artistas visuais em performance

12/11/2018 14:00

NuSom convida:

Conversa com Patrícia Moran
Encontros: Músicos e artistas visuais em performance

Nesta segunda-feira, 12/11/2018, 14h
Sala 12 do Departamento de Música -  ECA/USP

Descrição:
“Performance audiovisual: a materialidade como imagem e representação” dá título a nossa pesquisa atual sobre as estratégias expressivas adotadas por artistas visuais que tem na materialidade, e em casos recorrentes no ruído visual, um caminho para estruturar sua poética. Em nossa conversa com o grupo de pesquisa NuSom faremos um panorama do ruído como recurso abraçado em experimentos das vanguardas cinematográficas dos anos 20 e 70, no Brasil e no exterior. Nos dedicaremos com mais vagar ao realizador Eder Santos, consagrado internacionalmente na década de noventa por sua criação em vídeo. Janaúba de Santos, estreou em 1992 como uma performance no terraço do Dia Beacon, em Nova Iorque, na instalação de Dan Graham Two-Way Mirror Cylinder Inside Cube and a Video Salon, como parte do projeto de Graham voltado a se criar “parques urbanos” em espaços insólitos. Após a performance, Santos monta em 1993 uma versão em vídeo de Janauba. Este projeto somente aconteceu pela motivação do músico Stephen Vitiello, à época assistente de Paik. Na carreira de Santos, suas performances decorrem de iniciativas de seus parceiros na música. Vitiello o parceiro americano, e no Brasil, Paulo Santos: percussionista integrante do grupo Uakti. As parcerias de Eder Santos com os músicos e seu ritmo musical, reconhecido pelos parceiros, serão levados ao grupo para debate.

Poster_NuSom_Conversa-com-Patrícia-Moran_7.jpg

 

Patrícia Moran é doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC de São Paulo. Professora da ECA/USP, no programa de pós-graduação em Meios e Processos Audiovisuais. Pesquisadora FAPESP com o projeto Performance audiovisual: a materialidade como imagem e representação. Como diretora do CINUSP, entre 2014 e 2018, coordenou e criou uma coleção para pensar autores e problemas sem material bibliográfico disponível, tendo publicado 11 livros, dos quais foi co-organizadora de dois: Machinima (2011) com Janaína Patrocínio e Harun Farocki. Programando o visível (2017) com Jane Almeida e Priscila Arantes, organizou ainda Cinemas Transversais (2015) editado pela Iluminuras além de Cinema apesar da imagem (2016), pela Intermeios, com Gabriel Menotti e Marcus Bastos. Diretora de curtas documentários e vídeos, com obras premiadas.