QUINTETOS PARA CLARINETA E CORDAS

28/11/2014 16:30

CONCERTO “Quintetos para Clarineta e Cordas”

Luis Afonso Montanha, clarinete e clarone  -  Betina Stegmann, violino  
Nelson Rios, violino  - Marcelo Jaffé, viola  -  Robert Suetholz, violoncelo

Data: 28 de novembro de 2014 sexta-feira às  16h30

Local: Auditório Olivier Toni - Depto de Música da ECA-USP

Rua da Reitoria. 215 – Prédio 6 – Cidade Universitária - Entrada Franca

 

Programa:

Johannes Brahms

Quinteto de Clarinete

 

Luca Raele

Chuva e Depois

 

Aylton Escobar

Apenas um momento lírico

 

Projeto inspirado pela música e circunstâncias ao redor da composição do Quinteto para Clarinete e Cordas, Opus 115, do compositor alemão Johannes Brahms, uma das peças seminais do repertório mundial de música de câmara.  Brahms escreveu esta peça inspirado pelo clarinetista Richard Mühlfeld, a quem muito admirava, destacando a importância da relação criativa entre interprete e compositor no fazer da música de câmara.

Inspirado pela competência técnica e qualidade interpretativa de Mühfeld, Brahms explorou todo o alcance de cada instrumento do quinteto,  criando uma complexidade rítmica que só mesmo os músicos mais competentes conseguem interpretar na íntegra. Consequentemente, a peça parece cumprir o total das maravilhas poéticas e técnicas inspiradas por esta formação camerística e continua, ao longo dos anos, a ser grandemente apreciada.

Numa tentativa de explorar mais de perto esta relação entre interprete e compositor na criação da música de câmara, Aylton Escobar e Luca Raele, dois renomados compositores brasileiros da atualidade, aceitaram o desafio de trabalhar suas novas composições de modo a acentuar a competência técnica e interpretativa dos músicos envolvidos, assim como as novas oportunidades e desafios da composição contemporânea para o quinteto de clarinete e cordas, a partir do resgate de objetos musicais do Quinteto de Brahms.

Num ambiente composicional eletroacústico, o premiado Aylton Escobar utiliza os amplos recursos técnicos da formação tradicional (com duplicidade instrumental), somada à expressividade “teatral” dos intérpretes (texto verbal, poesia etc) e ao ineditismo, na literatura musical brasileira, da inclusão dos instigamentos da eletroacústica em peças para esta formação.

Luca Raele, um dos mais eruditos músicos da cena popular brasileira, transforma fortemente os materiais da obra romântica, que é lembrada a partir de traços muito genéricos, induzindo a associações dispersas e conduzindo o discurso musical para caminhos inesperados de indeterminação rítmica.

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