Alunos de Publicidade e Propaganda criam logo para o programa USP Cidades Globais

No fim de agosto, o programa USP Cidades Globais, do Instituto de Estudos Avançados (IEA), definiu sua identidade visual e logotipo, após os responsáveis assistirem às apresentações das propostas de nove grupos de alunos do terceiro ano do curso de Publicidade e Propaganda. O projeto escolhido foi o da agência Tomada, composta pelos estudantes Beatriz Moura, Caroline Oliveira, Laura Hanek, Maria Cecília Martins, Matheus Araújo e Júlia Tetsuya.

A criação da identidade visual do programa é um projeto da disciplina Programação Visual, ministrada pelo professor Dorinho Bastos, do Departamento de Relações Públicas, Publicidade e Turismo (CRP), na qual, há muitos anos, os alunos matriculados são divididos em grupos e devem simular o funcionamento de agências de publicidade, sempre trabalhando para clientes reais.

De acordo com o docente, todo ano uma série de clientes convida os alunos da disciplina a realizar seus planos publicitários, já que a produção da disciplina é bastante conhecida. Dorinho, contudo, escolhe dois projetos a serem desenvolvidos no primeiro semestre, quando os alunos se focam na “produção de conceitos, ideias e comportamentos para marcas institucionais”, e dois para o segundo semestre, na disciplina Arte Publicitária, que se volta principalmente para campanhas.

Em 2017, além do logo para o programa USP Cidades Globais, os alunos também trabalharam com um projeto da Superintendência de Gestão Ambiental da USP e, atualmente, desenvolvem uma campanha de segurança no trânsito e, pelo vigésimo ano, a campanha de Recepção aos Calouros. Em anos anteriores, ainda, as disciplinas de Bastos já trabalharam com a Comissão de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo, o Hemocentro, a Rádio USP e alunos do curso de Veterinária, entre outros clientes.

De acordo com Júlia Tetsuya, o logo criado pela Tomada foi pensado a partir do conceito Um novo sentido de pensar a cidade, unindo ideias e pessoas em um só sistema de convergência. “Depois disso, surgiram várias ideias de logos, planos, circulares, com formas convergindo, se unindo, então fomos mesclando essas ideias e lapidando os símbolos que surgiam” explica.

Deste modo, a criação apresenta um círculo incompleto composto de traços crescentes, que, segundo Júlia, “é aberto a novos projetos e oportunidades e formado por várias formas que se unem e crescem em conjunto num fluxo constante e circular; assim como o USP Cidades Globais, as pessoas e os projetos de pesquisa que participam dele”.

Marcos Buckeridge, coordenador do USP Cidades Globais, comenta que os pesquisadores do programa ficaram muito satisfeitos com o resultado apresentado. Segundo Dorinho, houve dúvida na escolha, já que muitos projetos foram satisfatórios, contudo, Marcos afirma que “a representação circular, com os pontos alongando gradualmente, mostra como o conhecimento sobre cidades pode ser integrado de maneira interdisciplinar.”

Júlia comenta que, apesar das dificuldades, como a briga contra o tempo, já que, segundo ela, o grupo “demorou muito para definir o conceito”, “entender algo novo a ponto de criar um símbolo que o traduzisse e servisse de cartão de visita”, especialmente por serem estudantes, foi muito significativo. “Significa bastante saber que conseguimos entender a proposta do USP Cidades Globais e participar um pouquinho da história do projeto,” revela.

“Esta é uma possibilidade de aplicação de uma série de conceitos da publicidade que eles estão vendo em outras disciplinas e é uma prática muito próxima daquilo que eles vão encontrar no mercado,” explica Dorinho Bastos. Júlia completa: “Colocar em prática partes de carreiras que podemos seguir é muito gratificante e sentir na pele o ônus e o bônus de se fazer um trabalho criativo, sem necessariamente estar estagiando, é um ótimo jeito de descobrir com que área nos identificamos e gostamos mais,” afirma.

Texto: Victória Martins
Imagens: Acervo pessoal do grupo