Celso Frederico e Fábio Cintra são homenageados na Congregação da ECA

Na última quarta-feira, dia 12 de dezembro, os professores Celso Frederico, do Departamento de Comunicação e Artes (CCA), e Fábio Cintra, do Departamento de Artes Cênicas (CAC), foram homenageados com menção honrosa na Congregação da ECA, por ocasião de suas aposentadorias.

Graduado em Ciências Sociais em 1970, Celso Frederico realizou seus estudos de mestrado (1975) e doutorado (1979) na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Na ECA desde 1988, fez sua livre-docência e chegou à posição de professor titular do CCA, onde ministrou aulas na graduação; junto ao Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação, orientou estudos de mestrado e doutorado.

Durante a cerimônia, Adilson Citelli, também professor do CCA, falou sobre a formação e trajetória acadêmica do docente, destacando dois de seus livros: Vanguarda operária, “muito citado por quem faz pesquisas nesta área”, e A esquerda e o movimento operário, composto por “três volumes e mais de mil páginas com uma vastíssima documentação de toda a imprensa operária”, além mencionar os mais de 30 capítulos de livros e 40 artigos publicados em periódicos do Brasil e do exterior pelo pesquisador.

Mais recentemente, Celso Frederico tem se dedicado a reflexão sobre o lugar da cultura no alto capitalismo. “Eu o vejo como uma figura que deseja construir o bem comum”, disse Adilson sobre o colega, com “determinação para enfrentar os mais diversos embates colocados nas diferentes etapas da sua vida” e de “profunda honestidade intelectual, a solidariedade, sobretudo com os mais humildes”.


Celso Frederico (centro): “Eu passei os melhores anos da minha vida profissional aqui na ECA”. Na foto, com Adilson Citelli, do CCA, e a vice-diretora da ECA, Brasilina Passarelli

Fábio Cintra realizou toda a sua formação acadêmica na ECA: graduou-se em música, em 1979, fez mestrado em artes, em 1987, e doutorado em artes cênicas, em 2006. Seguiu carreira como regente, compositor, cantor, instrumentista e, finalmente, professor. Em passagem pela Universidade Federal de São Carlos, criou o grupo musical Madrigal; mais tarde, passou a se dedicar à criação musical e sonora para as artes cênicas. “Ele se encantou pelo teatro e trabalhou em espetáculos superimportantes”, atuando em produções como Macbeth, de Ulysses Cruz, e O arquiteto e o imperador da Assíria, do Rubens Correia, contou Eduardo Coutinho, professor do CAC.

Para o docente, Cintra “tem um papel importante porque agrega artistas que não querem ser acadêmicos, mas vem e participam dos grupos de pesquisa dele”. Atualmente, Fábio Cintra é professor sênior da ECA, atuando tanto no CAC como no Departamento de Música (CMU). Também é coordenador do Grupo de Estudos de Dramaturgia Sonora e do Laboratório de Estudo e Pesquisa sobre Ator e Musicalidade. 


Fábio Cintra (esq.): “Agradeço muito ao Departamento de Artes Cênicas, que foi minha casa por quase trinta anos”. Na foto, com Eduardo Coutinho, professor do CAC

“Desejo que vocês sejam muito exitosos na abertura deste novo ciclo”, disse Brasilina Passarelli, vice-diretora da ECA, ao final da homenagem. “Quero também agradecer por vocês terem estado conosco e terem ajudado a engrandecer esta Escola. Teremos muito prazer em continuar a tê-los conosco aqui”, concluiu.

 

Texto: Verônica Cristo
Fotos: Susana Sato