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Em seu 21º ano de existência, o Projeto Redigir abre no dia 1º de fevereiro as inscrições para o curso gratuito de Comunicação e Cidadania com ferramentas da Língua Portuguesa. As aulas, ministradas na ECA, têm enfoque nos conceitos de gramática e redação, baseando-se na discussão de temas atuais. O objetivo é promover uma comunicação cotidiana mais eficiente. 

Os encontros serão realizados durante o primeiro semestre e têm duração média de três horas. Há turmas durante a semana e também aos sábados. O curso é voltado para jovens e adultos que tenham concluído o Ensino Fundamental e não tenham estudado em universidades públicas. A idade mínima para inscrição é 16 anos e não há idade limite. 

Para se inscrever, é necessário comparecer à ECA em algum dos dias de atendimento e preencher uma ficha de inscrição. Além disso, é necessário trazer cópia de RG, cópia de comprovante de renda de todos que contribuem na renda da casa e cópia de comprovante de escolaridade do último nível cursado. 

Os candidatos serão selecionados com base em critérios socioeconômicos. O resultado será divulgado na penúltima semana de fevereiro, logo antes do início das aulas.   

Fonte: Facebook/Projeto Redigir

Serviço:

Inscrições para curso de Comunicação e Cidadania do Projeto Redigir
Data: 01, 06, 08, 13, 15 e 20 de fevereiro
Horário: das 9h às 14h e das 18 às 21h, às quintas, e das 9h às 14h, aos sábados
Local: Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) - Prédio 2

 

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Livros organizados por professor de Audiovisual apresentam produções pouco conhecidas do cineasta

Glauber Rocha é um dos cineastas brasileiros de maior referência mundial. Seus filmes são até hoje fonte de inspiração e pesquisa. E no universo glauberiano ainda há muito a ser explorado. Prova disso são os textos não publicados em suas antologias críticas e o roteiro de um filme que nunca foi realizado. Agora, é possível ter acesso a esse material, que foi organizado pelo professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), Mateus Araújo, em dois livros: Glauber Rocha: Crítica Esparsa (1957-1965) e Glauber Rocha: O Nascimento dos Deuses

O primeiro livro reúne 30 artigos de Rocha não publicados nas antologias Revisão Crítica do Cinema Brasileiro, Revolução do Cinema Novo e O Século do Cinema. Há também um grande apanhado bibliográfico, resultante da pesquisa de mais de mil publicações do cineasta. “Neste conjunto, encontramos textos de natureza, propósitos e tamanhos variadíssimos, num arco que vai de notinhas ou declarações breves a ensaios longos”, diz o professor do CTR.

O segundo livro é a tradução do roteiro do filme homônimo. A produção foi escrita em italiano e publicada pela Editora RAI, na Itália, em 1981, pouco antes da morte do cineasta. O roteiro foi traduzido pelo professor Jacyntho Lins Brandão, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e esta é sua primeira publicação no Brasil. 

Rocha escreveu o roteiro para O Nascimento dos Deuses enquanto estava no exílio, inspirado na estética de filmes ambientados na Antiguidade, então em voga na Itália. Ele baseou-se na Ciropédia e na Anábase, duas obras do historiador e soldado grego Xenofonte. O longa-metragem, porém, nunca foi filmado. 

A publicação dos livros teve apoio da Fundação Clóvis Salgado. As obras podem ser baixadas gratuitamente no site

Com informações do Jornal da USP

 

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Na última edição da revista, artigo discute produções audiovisuais que quebram o estereótipo do jovem em conflito com a lei

Os discursos não são apenas reflexos de um mundo externo. Eles são responsáveis pela construção da realidade social. Estabelecem enquadramentos, divisões e hierarquias. Esse é o princípio em que se baseia Caio Túlio Padula Lamas no artigo “Fronteiras dos discursos audiovisuais sobre o jovem em conflito com a lei”, para a revista Rumores.

O pesquisador analisou duas produções audiovisuais: o longa-metragem De Menor (2013) e o documentário O Filho dos Outros (2017). A escolha se baseou no fato de ambas fazerem um retrato do jovem infrator a partir de uma perspectiva não-estigmatizada. 

Isso quer dizer que, no filme e no documentário, os discursos se distanciam daqueles veiculados na televisão e em outras mídias que, segundo o pesquisador, “são em sua maioria unívocos em circunscrever o jovem autor de ato infracional sob a condição do adolescente de identidade de gênero masculino, negro, pobre, violento e impune.”

“Em ambos, encontramos uma crítica à Justiça e às instituições que rodeiam esses adolescentes, seja pela promiscuidade entre interesses públicos e privados (De Menor) ou pela precariedade de um sistema que, imerso em uma cultura de encarceramento, reduz parcela da juventude negra e periférica a um estigma de fortes raízes sociais”, diz Lamas. 

No artigo, o pesquisador analisa o significado do termo “menor” ao longo das décadas, passando pelo Código Penal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. O texto também põe em jogo a discussão sobre a maioridade penal, tão inflamada no Congresso brasileiro.

Em seguida, é feita uma análise do filme de 2013, que apresenta um jovem branco e loiro em conflito com a lei, contrariando o estereótipo de que apenas pobres e negros cometem infrações. A produção também mostra as diferenças no tratamento, que se reflete diariamente na mídia: um jovem negro é criminoso e merece punição; um jovem branco está confuso e recebe auxílio psicológico. 

O documentário de 2017 propõe uma quebra nas representações midiáticas ao mostrar como a retenção dos menores em centros como a Fundação CASA afeta as famílias. Afinal, aqueles adolescentes também são “filhos, namorados, amigos, seres humanos com suas angústias, sonhos e uma cultura que lhes é peculiar”. 


Revista RuMoRes, v13, n.26 (2019)

RuMoRes é uma publicação de divulgação científica do grupo de pesquisa MidiAto, liderado pelas professoras Mayra Rodrigues Gomes e Rosana de Lima Soares, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE). A publicação tem o apoio do Programa de Pós-Graduação em  Meios  e  Processos  Audiovisuais (PPGMPA),  do  Programa  de  Pós-Graduação  em  Ciências  da  Comunicação (PPGCOM) e do Sistema Integrado de Bibliotecas (SiBi) por meio de seu Programa de Apoio a Periódicos Científicos.

A revista está disponível para download gratuito no Portal de Revistas da USP

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Reportagem multimídia feita por estudantes do CJE é republicada em portal de notícias guarulhense

Uma aldeia indígena multiétnica lutando pelo direito de sua terra. Conflitos com o governo local. Promessas feitas e promessas quebradas. Esse poderia ser facilmente um cenário encontrado no Norte do país. Mas foi em Guarulhos que os alunos de jornalismo Beatriz Gomes, Camila Mazzotto, Giovanna Jarandilha, Jonas Santana, Larissa Vitória e Matheus de Oliveira se depararam com essa situação. 

O contato com a aldeia Filhos Desta Terra, localizada no segundo maior município de São Paulo, começou pelas redes sociais. O líder Awa Kuaray Wera, de nome civil Gilberto Silva dos Santos, foi contatado por Camila, que surgiu com a proposta de fazer uma reportagem sobre as condições de vida na região. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, Guarulhos é uma das vinte piores cidades do país em coleta e tratamento de esgoto.

Os seis alunos mergulharam em um ambiente onde seis etnias indígenas diferentes e uma parte não-indígena convivem todos os dias. Os problemas com saneamento básico, saúde e a própria demarcação foram retratados em uma reportagem multimídia produzida pelo grupo para a disciplina de Jornalismo Digital. Além do texto propriamente dito, a produção teve foto, vídeo e até um podcast em tom mais informal, que relata os bastidores da apuração.

Apuração esta que “deu um trabalhão”, segundo Jonas, um dos integrantes do grupo. Foram duas visitas à aldeia, que se encontra em uma parte mais remota de Guarulhos, com difícil acesso. A experiência também rendeu uma quebra de expectativas, como relata Camila no podcast: “Eu achei que ia encontrar uma aldeia bem homogênea em termos de etnia. Foi legal porque os moradores também contaram para a gente sobre as dificuldades de funcionamento de uma aldeia multiétnica”.

A reportagem dá um panorama completo dos habitantes da Filhos Desta Terra, uma vez que os alunos tiveram várias fontes diferentes. Concluído o trabalho, o grupo achou que o material tinha potencial para ser explorado além da disciplina. 

Foi dessa necessidade de expandir o alcance da matéria que surgiu a ideia de republicá-la em um veículo guarulhense. O escolhido foi o Click Guarulhos, portal de notícias digital que está republicando a grande reportagem dos alunos do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) em partes. 

Para conferir a matéria completa e o podcast, acesse o link

 

Alunos do CJE produziram a reportagem para a disciplina de Jornalismo Digital. Foto: Arquivo pessoal/Beatriz Gomes. 

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Evento tem apoio do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT) e pretende discutir as múltiplas dimensões do mundo do trabalho em contextos digitais

 

O I DigiLabour: Simpósio Brasileiro de Trabalho Digital está com chamada de trabalhos aberta até dia 3 de fevereiro. Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), o evento interdisciplinar ocorrerá nos dias 15 e 16 de abril no campus Porto Alegre. 

Um dos principais apoiadores do simpósio é o Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT), que reúne pesquisadores da ECA e de outras instituições e é coordenado pela professora Roseli Figaro, do Departamento de Comunicações e Artes.  O DigiLabour também conta com apoio de outros grupos de pesquisa e instituições de ensino superior, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Fazem parte do comitê científico do evento diversos pesquisadores do país, incluindo os seguintes integrantes do CPCT: Roseli Figaro (ECA-USP), Cláudia Nonato, Claudia Rebechi (Universidade Tecnológica Federal do Paraná/UTFPR) e Janaina Visibeli (Universidade do Estado de Minas Gerais/UEMG).

A programação contará com sessões de apresentação de trabalhos e painéis com representantes de trabalhadores de plataformas digitais, com a presença confirmada do professor Niels van Doorn (Universiteit van Amsterdam/ Platform Labor Project), além de representantes do poder público e de entidades de classe.

Os interessados em participar do evento devem enviar resumo para o e-mail digilabour@gmail.com. As submissões podem ser feitas em português, espanhol e inglês e devem conter entre 200 e 300 palavras. A divulgação do resultado sai no dia 17 de fevereiro e os materiais selecionados irão compor as sessões de apresentação de trabalhos.

Para saber mais informações sobre o I DigiLabour: Simpósio Brasileiro de Trabalho Digital, inclusive a respeito das temáticas sugeridas, clique aqui.