Docentes da ECA falam sobre a importância de Marielle Franco para as lutas sociais

No dia 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco e o motorista dela, Anderson Gomes, foram mortos a tiros dentro de um carro na região central do Rio de Janeiro.  Após um ano, o crime segue sem respostas. Houve avanços nas investigações na última terça-feira, dia 12, quando foram presos o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, apontados como suspeitos do atentado. O mandante do crime, porém, ainda é desconhecido.

Uma série de atos e homenagens irão relembrar a data, o que mostra a força e a representatividade de Marielle Franco, que se definia nas redes sociais como "mulher negra, cria da Maré e defensora dos Direitos Humanos".

Clotilde Perez, especialista em semiótica e professora do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) e Dennis Oliveira, professor do Departamento de Jornalismo e Editoração  (CJE) e dedicado aos estudos sobre movimentos sociais e comunicação comunitária e popular, analisam a figura emblemática de Marielle Franco e a sua importância para a luta contra o racismo e a violência no país.

Confira na íntegra:

“A Marielle representa todas essas lutas por igualdade, de uma perspectiva social, étnica, de gênero (...). Ela abalava estruturas demais. Mexia com características e com valores muito arraigados que não querem mudar. E ela era a potência e o símbolo da mudança”.

 

"Homens negros e mulheres negras são corpos matáveis (...) Marielle foi vítima disso, por ser uma dolorosa defensora dos direitos das populações e por ser também uma mulher negra da periferia (...)".

 

Captação e edição de imagens: Edinaldo Rodrigues de Arruda