Em entrevista, professora Brasilina Passarelli reflete sobre os desafios para a educação conectada

Docente comenta as perspectivas pedagógicas em um mundo cada vez mais mediado por tecnologias

 

Quais são os desafios para a educação hoje e no futuro? A professora Brasilina Passarelli, do Departamento de Informação e Cultura (CBD) responde estas e outras questões em entrevista recentemente concedida ao canal Smart City do Youtube. A partir de um apanhado das principais inovações tecnológicas e comunicacionais desde a invenção do microcomputador pessoal, na década de 80, a docente reflete sobre o impacto destas transformações nos processos educacionais. 

“Estamos hoje no contemporâneo hiperconectado”. Segundo a docente, o incessante fluxo de informações digitais – caracterizado pela tríade internet das coisas, big data e inteligência artificial – exige uma verdadeira “reformatação” do “conceito de humano: um novo direito, uma nova medicina e uma nova educação.” Isso significa que, para além da adoção das tecnologias, é necessário repensar profundamente, no caso da educação, as próprias diretrizes pedagógicas. 

E por quê? Citando Zygmunt Bauman e o conceito de modernidade líquida, Brasilina afirma que esse ambiente hiperconectado e informacional promove uma sensação de incerteza, em que os indivíduos precisam estar preparados para lidar constantemente com grandes mudanças. O problema é que “a escola atual prepara para a certeza, não para a dúvida.” Assim, é necessário reformular o papel que a educação desempenha, buscando a formação de pessoas mais flexíveis e criativas. 

Na entrevista, a professora comenta também o impacto que a pandemia teve na adoção de tecnologias nas escolas, ressaltando a importância da conectividade para a mitigação dos impactos negativos do isolamento social e a quebra da resistência antes existente entre muitos educadores quanto ao uso de tecnologias e a adesão a novas abordagens de ensino. 

Confira a entrevista completa: