Pesquisa mapeia os tipos de violência digital; entre eles, golpes de WhatsApp relacionados à Covid-19

Desenvolvido por professora e bolsista de Educomunicação, o objetivo é entender violências na internet a partir da perspectiva da comunicação digital

 

Desde o início da internet, oportunistas se aproveitam de diferentes plataformas para enganar pessoas desinformadas. O WhatsApp, uma das principais redes utilizadas pelos brasileiros, é terreno fértil para mensagens duvidosas e, consequentemente, golpes digitais. E é justamente este  o tema da pesquisa desenvolvida pela professora Daniela Osvald e a bolsista PUB Marcelle Pedrozo: através de um formulário online, o projeto busca mapear as tipologias de violência digital.

"O principal objetivo é entender que tipos de violência acontecem na internet e que tem componentes muito visíveis de comunicação digital. Por exemplo, a blogueira que se matou por overflow [excesso] de comentários. É um tipo de violência relatada porque os haters foram lá e comentaram muito. Então, não é um crime tipificado como uma invasão de computador", explica a professora do Departamento de Comunicação e Artes (CCA). 

Através do Google Alertas, ferramenta que permite selecionar e identificar palavras-chave para acompanhar na internet, as responsáveis pelo projeto estão montando uma base de dados. Elas selecionaram palavras como "cyberbulling" e "golpe" para acompanhar. Em seguida, quando recebem um alerta do Google, inserem na planilha que tipo de violência foi relatada e onde foi relatada. Até agora, a tabela já conta com aproximadamente 300 entradas.

Agora, com a pandemia do novo coronavírus, os golpes são ainda mais frequentes, uma vez que o período é de muita incerteza. Com isso, Osvald e Pedrozo lançaram um formulário online com exemplos de mensagens enganosas comuns para saber como as pessoas interpretam e reagem à esse tipo de conteúdo. 

Ao entender quais são os tipos de violência digital, os caminhos para a prevenção e o enfrentamento do problema ficam mais claros. Por exemplo, promover um uso mais consciente da internet e a alfabetização midiática. 

Para responder e contribuir para a pesquisa, acesse o formulário.

Pessoa olha o celular, um dos principais aparelhos usados para mandar mensagens enganosasUso frequente do celular e das redes sociais aumenta a incidência de golpes digitais. Foto: Pexels.