Scielo - Teses e dissertações: prós e contras dos formatos tradicional e alternativo

29/08/2016

O editorial da edição da Nature de 7 de julho de 20161 traz um dado peculiar: “de acordo com estatísticas frequentemente citadas que deveriam ser verdadeiras, mas provavelmente não são, o número médio de pessoas que leem uma tese de doutorado do início ao fim é 1,6, e isso inclui o autor”. O texto prossegue questionando qual seria o número de teses que o pesquisador típico – e leitor da Nature – teria lido por inteiro. Segundo o editorial, possivelmente não chegaria à marca de 1,6. O volume de teses, entretanto, vai continuar a aumentar, uma vez que milhares de candidatos a títulos de mestre e doutor em todo o mundo enfrentarão este rito de passagem que é a porta de entrada para o mundo acadêmico ou o mercado profissional. O Banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão do Ministério da Educação, registra 901.096 documentos desde 1987 até agosto de 2016.

Tendo em vista este cenário, todos têm a ganhar se as teses e dissertações forem concisas e objetivas. Informação da maior base de dados de teses de doutorado, ProQuest, situada em Ann Arbor, Michigan, EUA, indica que o número médio de páginas de uma tese aumentou de cerca de 100 nos anos 1950 para ao redor de 200 atualmente, fato mencionado no artigo de Julie Gold na Nature2. Evidentemente, o número de páginas não é proporcional à qualidade ou originalidade do trabalho, mas, a despeito disso, é difícil conscientizar os estudantes a reduzir o volume das teses, o que as tornaria mais fáceis de escrever, ler e avaliar.

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