CBD promove café acadêmico com o tema “Cultura & Informação na Sociedade”

No último dia 3 de outubro, o Departamento de Informação e Cultura (CBD) promoveu seu  primeiro café acadêmico, com a presença dos professores sêniors Dinah Población, Edmir Perrotti e Luiz Milanesi. Eles falaram ao público sobre os mais variados assuntos, desde a criação do curso de Biblioteconomia da ECA e do então Departamento de Biblioteconomia e Documentação, passando pela trajetória acadêmica dos docentes e os projetos que eles desenvolvem atualmente.

Martin Grossmann, chefe do departamento, explicou que a iniciativa do evento partiu do conselho departamental, a fim de criar uma nova interface e “alimentar uma melhor comunicação” do CBD com a sociedade. Para Grossmann, eventos como este serão importantes para “entender as bases do departamento e iniciar um projeto de futuro”.


“Se formos pensar a biblioteca como um espaço de comunicação, temos que efetivamente deslocar o olhar para outros eixos, não somente o da conservação da coleção, mas da relação dessa coleção com a sociedade”, explicou Edmir Perroti.

Sob a influência do curso da Escola de Sociologia e Política, incorporado à Escola na década de 1940, o curso de biblioteconomia foi criado junto com a própria ECA, em 1966, então chamada Escola de Comunicações Culturais (ECC). “A biblioteconomia veio para a ECC, naquele momento inicial, e esse dado me parece fundamental na medida que a Biblioteconomia que se constitui aqui na ECA é uma biblioteconomia modernista”, contou Edmir Perroti.

Dinah Población lembrou a importância, para a criação do curso, da atuação da professora Maria Luiza Monteiro da Cunha, que hoje dá nome à Biblioteca da ECA. Para a docente, Maria Luiza foi “uma das grandes líderes da nossa área” e quem trouxe, de fato, “o curso de biblioteconomia para a ECA”, disse. Graduada em Biblioteconomia pela Escola de Sociologia e Política, Dinah ingressou na ECA em 1971, onde realizou seus estudos de mestrado e doutorado.


Dinah Población ressaltou a importância da participação dos estudantes em grupos de pesquisa da área:  “o nosso grupo está aberto e gostaria de contar com a colaboração de todos”.

Luiz Milanesi ingressou na ECA em 1967, na segunda turma de Biblioteconomia. Ele contou que sempre teve mais afinidade com a Biblioteconomia, à época, um curso separado da Documentação. “A mim, a Documentação sempre pareceu um curso excessivamente distante da nossa vida comum”. Com poucos alunos, os dois cursos acabaram sendo agrupados. Para Perroti, o curso de Biblioteconomia da ECA foi criado sob paradigma distinto daquele defendido pela Biblioteca Nacional, ligada à conservação de acervos. Isso porque o curso da ECA “pensa a biblioteca como um lugar de comunicação e não só como um lugar de preservação e organização de documentos”, explicou. “A biblioteca é muito mais do que um espaço de informação: é um local de convivência, de relação com os escritos e a memória”, concluiu.

O evento integrou as atividades da Semana de Biblioteconomia, que se encerra no dia 6 de outubro. Assista o café acadêmico na íntegra:

Texto: Verônica Cristo
Fotos: Divulgação/CBD