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O programa de rádio Universidade 93.7, produzido pelo Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE) e que integra a programação da Rádio USP, é finalista do prêmio Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia, na área de eventos. O prêmio é promovido pela Câmara Municipal de São Paulo. O troféu tem o intuito de incentivar a mídia especializada a divulgar a gastronomia paulistana. 


Na foto, os integrantes do programa Universidade 93.7, que concorre ao Troféu São Paulo. Foto: Acervo pessoal

O grupo escolheu abordar o universo gastronômico a partir de uma cobertura especial do Festival de Inverno: Jazz e Fondue, que aconteceu em julho no Armazém da Cidade, espaço de economia criativa da cidade de São Paulo. Os estudantes do curso de jornalismo concorrem na categoria Reportagem Difundida por Emissora de Rádio, sendo que há outras categorias nas áreas de mídia, jornalismo e trabalhos acadêmicos.

A equipe composta por Letícia Fuentes, Mariana Mallet Pires, Fernanda Giacomassi, Vinícius Sayã, Nara Siqueira e Vinícius Bernardes fizeram a cobertura do evento e entrevistaram uma das sócias do Armazém, além de conversarem com vendedores de queijo, vinhos, geléias e pães sobre gastronomia. Ouça aqui o programa na íntegra. 

No ano passado, o Universidade 93.7 venceu na mesma categoria, com especial sobre imigrantes e refugiados donos de restaurantes na cidade paulista. Além disso, a aluna Patrícia Batista Figueiredo venceu na categoria Trabalho Acadêmico com o trabalho de conclusão de curso Guia SP em Bocados, orientada pelo professor Eugenio Bucci, do Departamento de Informação e Cultura (CBD).

O resultado do 21º Troféu São Paulo: Capital Mundial da Gastronomia será apresentado em sessão solene, no dia 26 de novembro, às 19h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo. Os prêmios serão uma Salva de Prata, em reconhecimento público e Menções Honrosas, pela comissão julgadora. 

 

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Estão abertas as inscrições para as eleições de representante dos ex-alunos e dos servidores técnico-administrativos junto à Congregação da ECA. Em ambos os casos, as inscrições seguem abertas até o dia 4 de dezembro, às 17h. As eleições acontecem no dia 13 de dezembro, das 10h às 19h.

A Portaria ECA nº 46, de 9 de novembro, dispõe sobre a eleição de um representante dos ex-alunos da ECA e seu respectivo suplente. Poderão votar e ser votados todos os ex-alunos de graduação da ECA, sendo inelegíveis os ex-alunos pertencentes ao quadro de servidores da unidade, docentes ou servidores técnico-administrativos. A votação será presencial e acontecerá na sala 129 do Prédio Central da ECA.

Portaria ECA nº 47, também de 9 de novembro, dispõe sobre as eleições de dois representantes titulares e dois suplentes entre os servidores técnico-administrativos da unidade para mandato de 21 de dezembro de 2018 a 20 de dezembro de 2019. O servidor deverá protocolar pedido de inscrição individual, mediante requerimento assinado pelo diretor da ECA, professor Eduardo Monteiro, na sala 129 da Assistência Acadêmica.  A votação acontece por meio de sistema eletrônico de votação. Nos casos de e-mail desatualizado, não recebimento da senha de votação via e-mail ou dificuldade de acesso à internet, a votação será por sistema convencional.

Os resultados serão divulgados no site da ECA no dia 14 de dezembro, a partir das 15h.

Mais informações na página da Assistência Acadêmica.

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Quando se fala em Brasil e Argentina, um clima de rivalidade pode surgir, principalmente quando o assunto é futebol, paixão comum entre essas nações. Mas transcendendo os campos, Fernanda Sales Rocha Santos notou algo semelhante entre essas duas culturas: a tendência de filmes guiados pelo amedrontamento. E foi assim que ela escolheu o tema de sua dissertação de mestrado, intitulada Atmosferas do medo: filmes brasileiros e argentinos do início do século XXI. A pesquisa, orientada pela professora Cecília Mello, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), foi apresentada para a ECA e faz parte do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA).

Com o objetivo de conhecer a produção cinematográfica desses dois países, entre os anos de 2000 e 2016, a pesquisadora analisou narrativas permeadas pelo medo, que podem estar tanto no enredo, quanto na forma dos próprios filmes, explorando, assim, a questão da atmosfera. “Sequestraram do gênero horror alguns elementos para transmitir uma sensação de insegurança que dialogam com a temática de tais filmes”, conta a pesquisadora.

Tendo em comum a questão do medo principalmente nas classes média e alta, Fernanda abordou a cinematografia brasileira e argentina a partir da análise sobre como era trabalhada essa questão de elementos de horror em filmes que possuíam, predominantemente, estéticas realistas. Em sua análise, a pesquisadora percebeu que desde os anos 2000 ocorre uma progressão do adensamento do horror na cinematografia de alguns cineastas de seu recorte. Filmes que antes tinham o terror implícito em suas narrativas, hoje em dia, seus criadores têm investido em enredos que dialogam diretamente com esse fator.

Ao longo do estudo, foram analisados vários filmes, mas Fernanda Sales optou por demarcar essa atmosfera de medo em dois longas-metragens: O som ao redor (Kleber Mendonça Filho, 2013) e Bem perto de Buenos Aires (Historia del Miedo, Benjamín Naishtat, 2014). De acordo com ela, o fato desses dois filmes serem semelhantes foi crucial para uma análise mais didática: “Tanto a estrutura narrativa, quanto a estética e os elementos formais têm muitas coisas parecidas e o modo que eles trabalham realismo e horror é muito semelhante”.

Os filmes analisados pela pesquisadora se aproximam do drama, mas dialogam com tendências do cinema moderno. Ela conta que os longas, na verdade, são de caráter autoral e independente que brincam com muitos elementos de gênero, porém não de uma forma clássica, por não serem filmes que se encaixam em gêneros fechados, como o próprio drama.

O gótico enquanto estilo nas artes e nas narrativas acrescentou muito na pesquisa: “O gótico não é um gênero fechado, porém é muito atmosférico, trabalha com ambiências, clima, meteorologia e elementos visuais”. Para a pesquisadora, esses fatores corroboram para a noção atmosférica dos filmes. Além disso, uma parte do estudo esteve muito ligada à questão da atmosfera nas obras de arte. Quanto a essa temática, a pesquisadora lembra que ainda há muito que se pesquisar, pois a “atmosfera” no cinema é algo extremamente amplo.

 

Texto originalmente publicado pela Agência Universitária de Notícias (AUN), de autoria do repórter Jonas Santana, estudante do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE).

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Três trabalhos desenvolvidos pela ECA estão entre os finalistas do 32° Prêmio Design MCB, do Museu da Casa Brasileira (MCB). O evento de premiação acontece no próximo dia 10 de novembro e todas as obras selecionadas serão expostas. Dentre os trabalhos da ECA indicados, está a tese de doutorado de Flavia Igliori Gonsales, A cor no branding, a dissertação de mestrado A infografia na divulgação científica, de Susana Narimatsu, e o livro do professor do Departamento de Artes Cênicas (CAC), Para documentar a história da moda, Fausto Viana.

O MCB foi fundado no ano de 1970 e é administrado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O espaço dedica-se, principalmente, a questões da morada brasileira pelo viés da arquitetura e do design. Atualmente, o museu é referência nacional e internacional por promover programas como o Prêmio Design MCB, que resgata e preserva a memória sobre a diversidade da arquitetura e design do Brasil.

Os trabalhos selecionados

Defendida junto ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Comunicação (PPGCOM), a tese de doutorado A cor no branding, de Flavia Igliori Gonsales, investiga a relação simbólica entre as cores e as marcas. O estudo aborda o uso estratégico de cores por determinadas marcas e suas motivações em aderir tais escalas cromáticas. Também faz parte da pesquisa os potenciais impactos que o uso de cor tem sobre o público consumidor.

A dissertação de mestrado A infografia na divulgação científica, de Susana Narimatsu, se volta a analisar “O processo de comunicação entre instituições de pesquisa e a comunidade não científica atentando para o papel mediador do design”. O objetivo do estudo foi analisar como a infografia ー gênero jornalístico que utiliza recursos gráfico e visuais para apresentação sucinta e atraente de determinadas informações ー pode estabelecer a comunicação e entendimento entre o público e a notícia científica.

Outro trabalho selecionado para o prêmio foi o livro do professor do CAC, Fausto Viana. A obra, Para documentar a história da moda: de James Lavis às blogueiras fashion, narra a evolução da moda através dos tempos e apresenta possibilidades para o futuro. Entre as questões fundamentais analisadas pelo autor, estão as razões para se estudar a história da moda e a caracterização dela como manifestação cultural de um povo.

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Está disponível o volume 8, número 1 da Revista Aspas, uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas (PPGAC). Neste número, estão sendo discutidos cultura, gênero e raça.

No editorial, Flaviana Benjamin e Matheus Cosmo, mestranda e mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC, afirmam, no editorial, que há três contribuições-chave nesta edição: o artigo de Nina Caetano, professora da Universidade Federal de Ouro Preto, em que reflete a partir da ação performativa Espaço do Silêncio sobre como essas ações podem ajudar a “construir possibilidade de rexistência de nós mulheres”.

Outra contribuição destacada está no trabalho Transgêneros teatrais: práticas de liberdade na cena brasileira de Manoel Silvestre Friques, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Flaviana Benjamin e Matheus Cosmo, o autor dá pistas de tentativa de novos olhares para a teoria teatral ao usar a perspectiva da teoria queer.

E, na terceira peça-chave, Dodi Leal, professora da Universidade Federal do Sul da Bahia, reflete sobre o potencial performativo da luz cênica como forma de “expressão das visualidades de desobediências de gênero”. Ela parte da crítica da transexualidade, que reduz a transgeneridade à modificação corporal.

Capa do volume 8, número 1 da Revista Aspas

Minha vida em cor de rosa, [Des]velhecer, uma reflexão sensório-cênica sobre a mulher e o envelhecimento, O corpo materno como provocação entre o público e o privado, Quando os anormais vão para a escola e Carta para Judith Butler são alguns dos outros trabalhos que ganharam espaço na revista.