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O grupo de pesquisa MidiAto lança o número 24, volume 12, da revista RuMoRes - Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias, apresentando trabalhos referentes ao segundo semestre de 2018. RuMoRes é uma revista destinada a divulgação científica de artigos e resenhas sobre comunicação, linguagem e mídias, e como estes tópicos se conectam.

Nesta edição, o dossiê tem o tema Fronteiras intermidiáticas do cinema, organizado por Samuel Paiva, Suzana Reck Miranda e Flávia Cesarino Costa, integrantes do grupo de pesquisa Cinemídia – Grupo de Estudos sobre História e Teoria das Mídias Audiovisuais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Segundo Rosana Soares e Andrea Limberto, integrantes do MidiAto, o dossiê trata “do contraste entre o ficcional e a realidade brasileira, ampliam a discussão para a tradição latino-americana, questionam os critérios definidores do documental, desafiam as possibilidades criativas das tecnologias da imagem, passando por uma forma visual do amador e também por um desafio ético, estético e social nas mídias sonoras.” São exemplos os artigos Passagens, por Lúcia Nagib, e A hora dos amadores, de Rodrigo Carreiro.

No caminho que dialoga com as produções contemporâneas, os outros artigos analisam os produtos audiovisuais de maneira crítica. Arthur Autran desenvolve o artigo Namorando o Brasil: o caso do filme Romance no Rio a partir do filme Caminito de gloria, enquanto Viktor Chagas e Fernanda Freire criticam o tópico Quando o jornalismo político é uma piada: análise  do conteúdo político do Sensacionalista e sua repercussão em mídias sociais.

A revista é disponibilizada no Portal de Revistas da USP.

O grupo de pesquisa MidiAto lança nova edição da revista RuMoRes

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Está disponível o volume 7, número 2, da revista Novos Olhares, editada pelo professor Eduardo Vicente, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR). Segundo o docente, neste número, os estudos vinculados às visualidades ganharam maior destaque.

O artigo John Dewey no cinema: os princípios educativos no filme Além da sala de aula, de Fernanda Amorim Accorsi e Teresa Kazuko Teruya, ambas da Universidade Estadual de Maringá (UEM), problematiza o filme do título e tem como base os princípios educativos discutidos no livro Vida e educação, de John Dewey. Outros artigos como Do apelo comercial ao pano de fundo da ação: as primeiras funções da cor no cinema e “A indústria é cultural”: contribuições de Jhon T. Caldwell para a pesquisa em comunicação também abordaram a comunicação visual.

O papel do Twitter no agendamento jornalístico em mídia regional no Paraná, de Sérgio Luiz Gadini, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), e de Vanessa Cristina A. T. Hrenechen, mestranda da UEPG, revela que 71% das notícias do portal Gazeta do Povo, de Curitiba, foram pautadas por postagens divulgadas no Twitter, no período de junho e julho de 2017. O resultado permitiu tensionar a concepção inicial da teoria do agendamento.

Dani Gurgel, mestre em Ciências da Comunicação pela ECA, estuda o espaço da música brasileira no Japão, em especial a música de nicho e trabalhos que não têm espaço no mercado nacional, no artigo Música brasileira no Japão: Novos Compositores em colaborações

Outros trabalhos desta edição da Novos Olhares são Partidas: luto, ritos e memória, A seleção de fontes via WhatsApp no BandNews Rio, 1ª edição, e os conceitos de participação, interação e acesso, Seriam os dados sublimes? Uma visita crítica à exibição The Glass Room, O processo de fruição do modificador-player no modelo de design audiovisual: um estudo de caso e País(es) que habito: conflitos e resiliências para um público atento.

Capa da nova edição da revista Novos Olhares

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A nova edição da revista Comunicação & Educação está disponível no Portal de Revistas da USP. Segundo Roseli Fígaro, que assina o editorial do volume 23, número 2, os artigos desta edição “trazem temas mais do que urgentes a serem tratados e retrabalhados em nosso campo de conhecimento”.

Cláudia Nonato, doutora em Ciências da Comunicação pela ECA, entrevista Delia Crovi, professora na Universidade Nacional Autônoma do México. Na conversa, Delia Crovi, reconhecida como grande pesquisadora latino-americana na temática juventude e usos das tecnologias digitais, fala sobre a contribuição dos estudos latino-americanos para a área de comunicação e educação, sobre a relação da juventude com a internet e o papel da universidade em relação aos desafios da comunicação na atualidade.


Delia Crovi faz parte do Conselho Consultivo da Associação Latino-Americana de Investigadores em Comunicação (Alaic). Foto: Reprodução/YouTube

No artigo Reforma do ensino médio: déficit de comunicação e intercorrências políticas, o professor Adilson Odair Citelli, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), afirma que há fragilidades na reforma. E sugere que o acionamento da comunicação “traria ganhos para o desenvolvimento de um projeto educacional mudancista em condições de atender aos anseios da cidadania”.

A revista ainda conta com artigos internacionais, resenhas e as seções Poesia, que apresenta Hilda Hilst, Experiência e Atividades em Sala de Aula.

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Em 2015, na 27ª edição do Troféu HQ Mix, considerado o Oscar dos quadrinhos brasileiros, havia cerca de 82% de pré-indicações masculinas (121 obras feitas exclusivamente por homens) e 13% de pré-indicações femininas (19 obras feitas exclusivamente por mulheres) – o restante eram obras feitas a partir de parcerias entre homens e mulheres ou coletâneas nas quais não foi possível identificar todos os autores envolvidos. A discrepância no reconhecimento entre os gêneros e outras frustrações relacionadas ao machismo nesse campo influenciaram Carolina Ito Messias, ou simplesmente Carol Ito, na escolha do tema de seu mestrado. Denominada Um panorama da produção feminina de quadrinhos publicados na internet no Brasil, a dissertação foi apresentada para a ECA e faz parte do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação.


Tirabomba, de Carol Ito. Quadrinho critica campanha de divulgação do HQ Mix 2015, que lançou mensagens impregnadas de machismo e preconceitos

Carol é produtora de histórias em quadrinhos e autora do blog de webcomics Salsicha em Conserva, espaço on-line no qual ela e outras ilustradoras cooperam entre si. Em sua pesquisa, ela concluiu que, enquanto no mercado editorial o número de publicações femininas é constantemente baixo, a internet veio a se tornar um espaço alternativo para que elas pudessem publicar suas produções. Porém, as artistas dependem de uma validação de seu trabalho que só acontece com reconhecimento conquistado em participações em eventos e no recebimento de prêmios. “Estar na internet não garante que você vai ter um alcance, ainda mais com os algoritmos das redes sociais”, lamenta a pesquisadora.

Para sua análise, ela selecionou produções de duas plataformas que dão espaço para publicações de quadrinhos de autoria feminina: o site Lady’s Comics e o grupo Zine XXX, do Facebook. Ao todo foram listadas oito webcomics. São elas: Bianca Pinheiro (Bear); Brendda Costa Lima (Manual de sobrevivência à vida adulta); Cátia Ana (O diário de Virgínia); Cris Peter (Quimera); Fernanda Ferreira (Como eu realmente…); Gabriela Masson (Garota Siririca); Germana Viana (Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço) e Lita Hayata (Bete vive). O critério de seleção escolhido por Carol foi o de HQs que possuíam enredos contínuos, sendo descartados charges, cartuns e tirinhas.

Após observar o que as publicações tinham em comum, a pesquisadora encontrou nove temas principais tratados nessas narrativas, e para sua surpresa, a abordagem do feminismo e gênero não foi tão presente. Em uma ordem de frequência, o tema amizade é o que mais apareceu nas histórias, seguido de vida adulta (trabalho e estudos), autoestima e ansiedade e amigo imaginário. Só depois aparece a temática que aborda feminismo e gênero, sendo seguida de relacionamento amoroso, sexo e drogas. Para ela, essa constatação pode ser vista de forma positiva por quebrar estereótipos.

A pesquisadora lembra que as mulheres sempre atuaram na produção de quadrinhos, mas eventualmente omitiam seu primeiro nome para não serem reconhecidas como mulheres. Quando não era assim, elas nunca eram direcionadas a uma função de criação, mas, sim, de colorização e arte final, tarefas que não eram ligadas ao roteiro.

Carol Ito é também criadora e coordenadora do projeto Políticas nas redes sociais que tem como objetivo publicar quadrinhos políticos produzidos por mulheres. Já desiludida com a grande mídia por não dar espaço para mulheres nesta área, o projeto visa ser uma plataforma que abriga ilustrações, colaborando, até, com o surgimento de novas artistas.


Eleições, de Carol Ito. Quadrinho publicado um dia antes do primeiro turno do pleito de 2018 traz Jair Bolsonaro como referência 

 

Texto originalmente publicado pela Agência Universitária de Notícias (AUN), de autoria do repórter Jonas Santana, estudante do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE).

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A Direção da ECA reabre hoje, dia 15 de janeiro, as inscrições de chapas para a eleição de presidente e vice-presidente do Programa de Integração da América Latina (PROLAM). As chapas podem ser compostas por docentes pertencentes às unidades participantes do programa e credenciados ao PROLAM.  A chapa eleita terá mandato de 20 de fevereiro de 2019 a 19 de fevereiro de 2021.

As inscrições foram novamente abertas, conforme o artigo 7º da Portaria ECA nº 51/2018, tendo em vista que não foram registradas chapas no período anterior de inscrições. Ainda de acordo com o comunicado, as inscrições seguem até o próximo dia 24 de janeiro.

As chapas inscritas serão divulgadas no dia 28 de janeiro, no site da ECA. A eleição acontece no dia 30 de janeiro, das 10h às 17h, por meio de sistema eletrônico de votação.

Para mais informações, consulte a página da Assistência Acadêmica.