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Na última semana, Massimo di Felice, docente do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), apresentou um manifesto de cidadania digital em evento na Itália. O manifesto é resultado de uma pesquisa realizada pelo docente, em 2016, por meio do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e tem a participação de pesquisadores e centros de pesquisa de quatro países – Brasil, Portugal, Itália e França.

Entre os objetivos do manifesto está a capacidade de demonstrar os novos tipos de interações sociais  e conectivas existentes naquele período, além de “identificar a ecologia das interações dos movimentos sociais nas redes no ano de 2016”, explica o docente.

Ainda segundo o professor, o manifesto será publicado no Brasil em um próximo evento que o docente participar, no entanto, ele já está disponível para leitura na internet. O manifesto é dividido em quatro documentos: Da sociedade para as redes conectivas; Dos parlamentos às plataformas digitais; Do sujeito político à pessoa digital e Educando para a cidadania digital.


Docente do CRP, Massimo di Felice publica manifesto de cidadania digital em parceria com pesquisadores e centros de pesquisas de quatro países. Foto: Mara Mércia/LabFoto

A primeira parte do documento afirma que o social não é somente constituído por humanos, mas também por algoritmos, data base, florestas, entre outros, que começam a participar e a influenciar as ações humanas. O texto pontua que, como seres, não vivemos apenas em nações, países ou cidades, mas por meio de diferentes modos de conexão, toda a biosfera.

A segunda parte cita que “dentro das ecologias transorgânicas, agir sozinho é impossível”, citando que todas as escolhas resultam de interações de maior complexidade, trocando informações e dados entre “entidades de natureza diferentes”. Exemplifica que a forma da democracia ocidental, organizada em parlamentos humanos, é rodeada por plataformas e redes que expandem de forma colaborativa e conectiva o potencial das ações dos indivíduos devido ao acesso de dados e participação colaborativa nas redes. Afirma também que a democracia política limita a participação dos cidadãos a somente escolher os seus representantes em determinados períodos de tempo, no entanto, a cidadania digital tem a capacidade de modificar a participação desses, através de um processo compartilhado, baseado na troca frequente de informações.

A terceira parte diz que a cidadania digital substitui o sujeito político aristotélico para o infoviduo, “rede inteligente complexa, nem sujeito nem objeto, mas forma conectiva, aberta e mutante”. Por fim, a quarta parte versa sobre o fato do conhecimento estar se tornando inseparável das redes, deixando claro a necessidade de conhecer os direitos, privilégios, regulamentos e obrigações existentes nas interações de redes. O texto afima ainda que é um dever da sociedade e de instituições educacionais públicas e privadas educar para a cidadania digital pois, segundo Felice, é de extrema importância “formar o cidadão e provocar a reflexão sobre a forma de democracia atual”, conclui.

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A Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom) e o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) recebem, até o dia 10 de julho, artigos acadêmicos para a apresentação no II Congresso Internacional de Comunicação e Educação que acontece conjuntamente com o VIII Encontro Brasileiro de Educomunicação entre os dias 12 a 14 de novembro na ECA.

O interessado deve inscrever aqui o resumo do trabalho, que deverá conter, no máximo, 2.800 caracteres, com a seguinte estrutura: introdução e objetivos; método; resultados; conclusões; e palavras-chave: até 3 palavras. Os trabalhos podem ser redigidos em português ou espanhol; não é necessário apresentar referências bibliográficas na inscrição dos resumos, também não podendo usar artifícios gráficos (negritos, maiúsculas, itálico etc.). Além disso, não é possível a troca de arquivos após o “envio final” do resumo do trabalho. Podem ser submetidos até dois trabalhos por autor principal.

É necessário que os trabalhos estejam relacionados com a temática principal do evento, podendo ser sobre: trajetória – caminhos da educomunicação e/ou educação midiática e as políticas públicas; transformação social educomunicação e/ou mídia-educação no contexto de políticas de diversidade, inclusão e equidade; formação a formação de profissionais de educomunicação em mídia-educação; meio ambiente avanços da relação entre comunicação/educação no contexto da educação ambiental e o desenvolvimento sustentável; protagonismo juvenil a participação de crianças e jovens enquanto protagonistas dos processos de mídia-educação e educomunicação; e pesquisa o estado da arte em pesquisas científicas voltadas para a relação entre comunicação e educação.

O congresso é coordenado por Ismar de Oliveira Soares, professor sênior do Departamento de Comunicações e Artes, e Claudemir Edson Viana, também docente do CCA.


Em novembro, a ECA será sede da segunda edição do Congresso Internacional de Comunicação e Educação

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A Pró-Reitoria de Graduação (PRG) da USP possui programas que visam estimular o ensino de graduação e o desenvolvimento de carreiras dos alunos. No primeiro semestre de 2018, foram concedidas 450 bolsas para o Programa de Estímulo ao Ensino de Graduação (PEEG), no valor de R$ 400,00, a alunos de graduação com excelente desempenho acadêmico que desejassem ser monitores em alguma disciplina que já foi cursada.

O Escritório de Desenvolvimento de Carreiras (ECar) foi ampliado neste ano. O projeto da PRG oferece a todos os alunos da USP aconselhamento, oficinas e palestras sobre carreira e mercado de trabalho. O último encontro do ECar foi com Ivan Costa, fundador da Chiaroscuro Studios, maior empresa de gerenciamento de quadrinistas, e criador da CCXP Comic Con Experience, famoso evento de cultura pop. No evento, Ivan Costa falou sobre a profissionalização de seu hobby.

Além disso, a PRG também organiza o Congresso de Graduação, que acontece todo ano. Em 2018, será nos dias 3, 4 e 5 de julho no Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP. O evento tem como objetivo integrar professores, pós-graduandos e pós-doutores para compartilhar as experiências em sala de aula e inovações pedagógicas da graduação e debater melhorias na qualidade de ensino.

com informações do Jornal da USP

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Neste mês de abril, a Biblioteca da ECA preparou uma pequena exposição para conscientizar os alunos e os demais usuários da biblioteca a respeito da conservação dos livros, além de duas sessões de bate-papo com a equipe da Oficina de Conservação.

Samanta Lessa, bibliotecária e supervisora da oficina, explica o motivo de promover esse debate: “o pessoal do balcão de atendimento da Biblioteca se depara com muitos casos que dá para gente conversar com o público para ver se diminui, por exemplo, livros riscados e livros que sofrem acidentes com líquidos.”

De acordo com a bibliotecária, algumas pessoas comentam que não se incomodam com as anotações nas margens dos livros; entretanto, além das anotações e sublinhados direcionarem a leitura dos usuários, marca-textos, canetas e lápis danificam o papel.

As anotações a lápis oferecem menor risco ao livro a longo prazo e podem ser apagadas. Porém, ao apagar, há o perigo de rasgar a folha e de ficar algum resquício de borracha no material. Esse resquício é perigoso porque a acidez da borracha pode interferir no papel. Por isso, a oficina de conservação precisa realizar um trabalho criterioso. “Tudo isso leva tempo e, com a equipe reduzida que a gente tem, não temos tempo para apagar os livros”, comenta Samanta.

Além das anotações, acidentes com líquidos também são frequentes. A bibliotecária conta que, nesses casos, o ideal é que os livros sejam levados até a Biblioteca rapidamente. “O pessoal não precisa ficar desesperado, é só vir aqui conversar com a gente”, diz, “na pior das hipóteses, se o livro, CD ou DVD não tiver jeito de recuperar, a gente conversa com quem estava com o material para fazer a reposição dessa obra. Não tem punição.”

A Oficina de Conservação da Biblioteca da ECA também é responsável pela preservação dos outros materiais (CDs, DVDs, VHS, discos de vinil e teses). No próximo bate-papo, eles darão dicas de como é possível cuidar melhor do acervo da Biblioteca e do próprio acervo pessoal. Será no dia 18 de abril, às 14h, na Biblioteca da ECA.


Livro na exposição da biblioteca da ECA. Foto: Mirella Coelho

Serviço:
Cuidados com os livros: bate papo com o pessoal da oficina
Data: 18 de abril
Horário: 14h
Local: Biblioteca da ECA - Prédio Central (Prédio 1)

 

 

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Ana Mae Barbosa, professora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da ECA, recebeu seu segundo título Honoris Causa, na manhã desta sexta (dia 13), pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Ana Mae Barbosa foi a primeira doutora em arte-educação no Brasil. “Pedi uma bolsa à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) de mestrado e a resposta foi que o ensino da arte não é uma área de pesquisa.” A professora conta que deu aula nos Estados Unidos para pagar o seu mestrado e, mais tarde, conseguiu que a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) pagasse a anuidade do seu doutorado na Universidade de Boston.

“Receber esse prêmio significa o reconhecimento da luta pela visibilidade e pela certificação da arte-educação como uma área do saber. Arte-educação não é mais só uma área prática, é uma área de pesquisa”, esclarece Ana Mae.

A educadora acrescenta que o ensino da arte é um dos mais antigos no Brasil, mas também é muito instável. “Cada mudança de governo, cada mudança econômica no país, se faz sentir diretamente no ensino da arte: corta-se a arte do currículo. E é contra isso que eu venho lutando.”

Ana Mae iniciou a linha de pesquisa em arte-educação da ECA, que formou os primeiros doutores em ensino da arte do país, os quais, posteriormente, criaram a mesma linha de pesquisa em universidades federais. Seu primeiro título Honoris Causa foi recebido em 2016 pela Universidade Federal da Paraíba.


Ana Mae Barbosa recebe título Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens