Ellen Pereira apresenta a transcendência da dança do ventre

Ellen Eliza Pereira é funcionária do setor de graduação da ECA. No entanto, quando não está resolvendo questões ligadas aos diplomas, colação de grau e atendimento aos alunos, exercita o corpo nas ondas da dança do ventre. E foi assim que ela se apresentou na Semana Interna de Prevenção do Acidente de Trabalho, a SIPAT. “Adorei, foi muito gratificante. É uma coisa diferente, porque me apresentei na frente de pessoas que convivem no dia a dia de trabalho comigo. Ficava imaginando ‘o que será que eles vão pensar?' Eu adorei mostrar esse meu hobby”, diz Ellen entre uma e outra risada.

                                        
 Ellen Pereira durante apresentação de dança do ventre na SIPAT/ECA

Com descendência árabe – bisavós (por parte de pai) do Líbano e da Síria - Ellen, oriunda da cidade de Nova Europa, localizada no interior do Estado de São Paulo, define-se como uma apaixonada pela cultura e culinária árabes. “Minha avó sempre cozinhava bala de café, esfihas, tabules… Eram boas tardes em Nova Europa”, relembra com um sorriso saudosista.

Ellen veio para São Paulo e se formou em história na FFLCH, no ano de 2003. Depois, fez mestrado em dança. Hoje dá aulas na Academia Samadhi, localizada no Bonfiglioli. Ela se orgulha de como a dança do ventre abre novos horizontes para as pessoas. “Minhas alunas começam dançando, depois vão correr, praticar yoga… A dança é a porta de entrada para aflorar outros interesses e para uma vida bem vivida”.

Aos 17, e para sempre, a dança

Na infância, Ellen praticava balé e jazz. Mas foi aos 17 anos que ela realmente encontrou seu maior gosto. “Comecei a dança do ventre aos 17 anos. Desde a primeira vez achei incrível, me sentia plena. Falei ‘quero fazer isso para sempre’”. Apreciadora de um bom vinho e de cerveja com os amigos, Ellen enumera os benefícios do que mais gosta de fazer.  “A dança mexe muito com a emoção das pessoas. Ela ultrapassa, transcende e liberta as coisas do interior. Tem dias que a gente sai e fala ‘poderia morrer hoje, tamanha a plenitude de espírito'”.

                   

                   A dança e sua transcendência, motes guiadores na vida de Ellen

 

Texto: Felipe Ruiz
Fotos: Maria de Lourdes Bianchi Avila e Eduardo Peñuela