Exposição organizada por professor do CRP critica proibição do corpo na arte

Hugo Fortes, professor do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), está entre os organizadores da exposição Só se for no fundo do mar, junto com o professor de artes plásticas Yiftah Peled e com o artista Marcos Martins. A exposição estará disponível até o dia 27 de abril, na Galeria de Arte e Pesquisa, da Universidade Federal do Espírito Santo.

O professor afirma que os organizadores foram inspirados por “uma série de eventos relacionados a essa ideia da proibição do corpo nas exposições de arte contemporânea”, que teve início com a exposição Queermuseu, cancelada por pressão do Movimento Brasil Libre (MBL). Também houve os casos da exposição do artista Wagner Schwartz no Museu de Arte Moderna (MAM), a qual foi alvo de críticas por ter um modelo nu sendo tocado por uma criança acompanhada da mãe, além do projeto de lei do deputado Euclério Sampaio que propunha a proibição de nudez em exposições de arte.

“A gente está fazendo essa exposição para discutir essa questão do corpo”, afirma Hugo Fortes. O nome da mostra, conta o docente, foi inspirado na frase negativa do prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella, quando o diretor do Museu de Arte do Rio (MAR) ofereceu o museu para receber o Queermuseu: “saiu no jornal que vai ser no MAR. Só se for no fundo do mar.”

O professor Hugo Fortes também terá obras expostas, junto com alunos de doutorado da ECA, Marcos Martins e Viviane Vallades.


Obra de Marcos Martins. Foto: Divulgação

Exposição Só se for no fundo do mar
Período de visitação: de 20 de março a 27 de abril
Horário: segunda a sexta-feira, 8h às 19h
Local: Galeria de Arte e Pesquisa do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo
Endereço: Av. Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário de Goiabeiras, Vitória, Espírito Santo
Entrada gratuita