Professora de Artes Visuais recebe tradicional prêmio brasileiro

A arte é uma das ferramentas mais efetivas para denunciar injustiças, abusos de autoridade e problemas latentes da sociedade. Por isso mesmo, é um dos campos que mais sofre em períodos de autoritarismo. 

Nesse contexto, prêmios como o Marcantonio Vilaça, já em sua décima quinta edição, são fundamentais para afirmar a importância da arte. A premiação é uma iniciativa da indústria brasileira e é uma das mais tradicionais do Brasil. 

Todo ano, cinco artistas são escolhidos para receber uma bolsa e ter sua produção acompanhada por um crítico ou curador de arte. As obras dos premiados também circulam em exposições itinerantes por todo o país. Até o dia 20 de outubro, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (MAB FAAP) é o escolhido para receber as peças.

Uma das premiadas este ano foi a professora Dora Longo Bahia, do Departamento de Artes Plásticas (CAP). Para participar, é necessário inscrever de seis a oito trabalhos e também um portfólio. “Escolhi os que eu acho que são os trabalhos mais relevantes para a minha produção atual”, comenta a docente. 

A maioria dos trabalhos escolhidos, não só por Dora, tem um viés político. De fato, o contexto atual fez com que esta edição do Marcantonio Vilaça fosse ainda mais engajada. A premiação deste ano também teve um marco histórico: pela primeira vez, a maioria dos artistas premiados é negra: três dos cinco. 

Choque, de Dora Longo Bahia
Ano: 2018
Técnica: tinta acrílica sobre vidro laminado trincado
Dimensão: 250 x 310 cm