Professores da ECA participam do primeiro Festival Internacional de Música em Casa

Evento preencheu lacuna dos tradicionais festivais de inverno e contou com 200 professores do Brasil e do mundo 

 

Há décadas, julho é o mês em que acontecem festivais de música erudita em várias regiões do país. Com a suspensão de aglomerações imposta pela pandemia, essa tradição ficou ameaçada. Foi aí que  Flávio Gabriel, trompetista e professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), teve a ideia de promover um evento online e gratuito, com aulas, concertos e debates para os praticantes e estudiosos da música clássica. 

Realizado de 29 de junho a 3 de julho, o primeiro Festival Internacional de Música em Casa (FIMUCA) superou as expectativas iniciais e recebeu inscrições de 16 mil alunos. O time de professores foi formado com 200 músicos e pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e diversos países da Europa, abrangendo áreas como composição, regência e canto, além dos vários instrumentos que compõem uma orquestra. 

A ECA marcou presença com a participação dos professores Eduardo Monteiro (piano), Ricardo Ballestero (canto) e Alexandre Ficarelli (oboé), todos do Departamento de Música (CMU), e do professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música (PPGMUS) Fabio Presgrave (violoncelo). Diogo Maia, doutorando do PPGMUS, também participou do evento, ministrando aulas de clarinete. O festival contou ainda com diversos professores egressos da ECA e com passagens pela Orquestra de Câmara da Escola (OCAM) e pela Orquestra Sinfônica da USP (Osusp). 

 

logotipo do Festival Internacional de Música em Casa

As lives transmitidas durante o FIMUCA trouxeram apresentações de orquestras sinfônicas de diferentes estados brasileiros, um recital e uma mesa-redonda especial, além de episódios do programa de rádio Música Viva, produzido pela Escola de Música da UFRN. 

O evento também promoveu mesas de debate diárias, que abordaram temas como os desafios das instituições de ensino durante a pandemia, o cenário da ópera no Brasil, gestão cultural, projetos sociais ligados à música e a atividade do músico independente no país. 

Tanto as lives quanto as mesas podem ser vistas na íntegra no site do FIMUCA. Na seção Lounge também é possível conhecer um pouco da produção artística de cada um dos professores que participou do festival.