Conselho Universitário aprova mudanças no vestibular para a ECA

Na última reunião do Conselho Universitário, uma série de novidades foram aprovadas para aqueles que desejam ingressar na ECA e pretendem prestar o concurso vestibular 2017/2018. Com as mudanças, aprovadas em 4 de julho, a Escola conta agora com ampliação da oferta de vagas, alterações em cursos e cotas.

Reserva de vagas

Em decisão histórica, o Conselho Universitário aprovou a criação de cotas sociais e raciais na Universidade, para além daquelas provenientes do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que até o ano passado não era adotado por todos os cursos.

A reserva será realizada de forma escalonada: em 2018, 37% das vagas de cada unidade estarão reservadas para alunos oriundos de escolas públicas (EP), contudo, essa proporção deve aumentar para 40% por curso em 2019, 45% por curso e turno em 2020 e, finalmente, 50% em 2021, também por curso e turno. Além disso, haverá uma reserva para alunos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI), que refletirá a parcela desta população no estado de São Paulo, segundo dados do IBGE - atualmente, esse índice é de 37%; esse valor deverá ser aplicado sobre a porcentagem reservada para escolas públicas.

Esse índice deverá ser atingido considerando-se, conjuntamente, o vestibular da Fuvest e o SiSU. Este ano, dentre as vagas oferecidas pela ECA, 94 serão preenchidas através do último sistema, nos cursos de Educomunicação, Audiovisual, Biblioteconomia, Editoração, Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Turismo.

Com a decisão, a Universidade adia definitivamente o prazo para atingir a meta de ter 50% dos ingressantes provenientes de escolas públicas; de 2018, a data final passa para 2021. A USP foi a última das universidades estaduais paulistas a aderir às cotas; a Unicamp tomou essa decisão em maio desse ano, enquanto a Unesp adota a reserva de vagas desde 2013.

Outras novidades

Além da ampliação da reserva de vagas, que incidirá sobre todos os institutos, a ECA é a unidade que apresentou o maior número de mudanças no vestibular após a reunião do Conselho Universitário.

A primeira delas é a reforma curricular promovida ao curso de Relações Públicas, que deixa de ser uma habilitação da área de Comunicação Social para se tornar um bacharelado, mudança pelo qual o curso de Jornalismo passou no último ano. Com a transição, a grade horária se adequará às Diretrizes Curriculares Nacionais do curso, contando com novas disciplinas obrigatórias e cargas mínimas de atividades complementares, como estágios e disciplinas optativas, de modo a integrar teoria e prática de maneira mais efetiva.

Àqueles interessados na habilitação em instrumentos de sopro do bacharelado em Música, outra mudança é a criação de uma nova área de aprofundamento: além dos oito outros instrumentos da área (clarinete, fagote, flauta, oboé, trombone, trompa, trompete e tuba), o aluno ingressante poderá optar pelo clarone no momento da matrícula. Com a nova ênfase, a ECA passa a ser a única universidade da América Latina a oferecer um curso do gênero. Contudo, o ingresso é exclusivamente via Fuvest, já que a Prova de Habilidades Específicas é incompatível com a adoção do SiSU.

Por fim, a última novidade é a ampliação das vagas no bacharelado em Biblioteconomia do período matutino - que passou de 15 para 20 lugares, equiparando-se com o número de vagas oferecidas no período noturno.

Além disso, o Conselho Universitário confirmou a suspensão temporária da Prova de Habilidades Específicas do Curso Superior do Audiovisual, decisão tomada pelo Departamento de Cinema, Rádio e TV (CTR) no final de maio. Com essa alteração no método de ingresso, o departamento pôde aderir ao SiSU e oferecerá 11 vagas pelo sistema.

Com informações do Jornal da USP
Texto: Victória Martins
Foto: Marcos Santos