ECA Jr. promove a quarta edição da feira de recrutamento para comunicadores

Nos dias 28 e 29 de agosto, aconteceu a quarta edição da Matraca, organizada pela Agência de Comunicação ECA Júnior, empresa dos alunos de Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Turismo da ECA. O evento, que ocorreu no Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP, é uma feira de recrutamento para comunicadores que conta com estandes de recrutamento, palestras, lounges e workshops.

Neste ano, além da inscrição, os participantes doaram 1kg de alimento não perecível para entrar na feira. Gustavo Mata, Relações Públicas da ECA Jr., conta que, no primeiro dia da Matraca, pelo menos 100kg foram recebidos. A doação será encaminhada para a Casa 1, centro de acolhimento de pessoas LGBTs em situação de risco.

Empresas como Blinks, Content House, Mind Miners, Nestlé e RMA Comunicação estiveram presentes com estandes, conhecendo e pegando o contato de quem estava lá. “Uma pessoa conseguiu estágio aqui, durante a feira”, afirma Gustavo. Ele também comentou sobre o caso de uma pessoa que conseguiu emprego através da Matraca em 2016 e, no ano seguinte, participou do evento como expositora.

Caso semelhante ao de Laura Sant’Ana, estudante de Relações Públicas da ECA. A aluna do quarto ano fez parte da organização da feira em 2016. No ano seguinte, participou do evento como aluna e conheceu um pouco mais do Facebook, que estava com um stand. “Eu conversei com um estagiário da época e foi muito legal porque você se sente mais próxima da empresa, de ela estar ali, conversar com você e te mostrar o que está acontecendo”, conta Laura.

Ela afirma que foi por causa dessa proximidade com o Facebook que decidiu participar do processo seletivo. “A Matraca teve muita importância por isso: nela, a gente consegue se aproximar muito das empresas e entender, não só o mercado, mas os produtos em si”.

Em 2018, ela voltou à Matraca e palestrou com mais duas funcionárias do Facebook. Elas explicaram o trabalho, falaram sobre os valores da empresa e responderam às dúvidas de quem estava presente. “É muito legal estar do outro lado. Ano passado eu estava no Matraca como aluna e, esse ano, como empresa”, conclui.

Apesar de ser organizada pela ECA Jr., a Matraca não é voltada somente para os alunos de comunicação da ECA. Pedro Henrique de Mello Ramos, estudante da Faculdade Cásper Líbero, participou e considerou o evento “impecável” e “excelente” em uma publicação. “Não me refiro só ao cuidadoso planejamento geral, mas à sinergia que ali habitava: na atenção genuína que a organização tivera com o bem-estar dos participantes, o tratar gentil com que as empresas receberam xs que caminhavam pelos estandes e as discussões generosas que nos permitiram viver pela realidade de quem estava ali."

Dificuldades e importância

“O mais difícil na realização é mostrar a importância de um evento desses para as empresas, porque a Matraca é a primeira feira de recrutamento de comunicadores do Brasil”, comenta Gustavo. Muitas empresas, principalmente agências, não veem efetividade em investir porque nunca viram ou participaram de uma feira de recrutamento, de acordo com os organizadores.

No entanto, o feedback tem sido positivo. Já no primeiro dia as empresas presentes elogiaram a organização e afirmaram que o fluxo de pessoas é bom. “Várias já se mostraram abertas a voltarem no próximo ano e várias estão vindo pela terceira, quarta vez”, cita o estudante.

Valéria de Siqueira Castro Lopes, professora e supervisora acadêmica de estágios do curso de Relações Públicas da ECA, fala que eventos como esse têm grande importância “porque amplia o espaço de oferta de vagas e, de certa forma, facilita o acesso por parte da USP”.

Ela também acredita que as atividades oferecidas, como os workshops e as palestras, são positivas para os alunos. “Os cursos da Escola não visam só a formação acadêmica. O projeto pedagógico visa contemplar também uma formação profissional”, expõe.

Além disso, essa aproximação com o mercado permite que os estudantes façam uma leitura crítica do que acontece e do que deveria acontecer, de acordo com Valéria. “Dá para avaliar positivamente esse tipo de programação, tanto no aspecto de ampliar conhecimento, quanto de fazer uma leitura crítica daquilo que o mercado está praticando”.

Texto: Mirella Coelho
Fotos: Melissa Tsuzuki/ ECA Jr.