Diversidade cultural e unidade ibero-americana são temas do segundo painel da CONFIBERCOM

O segundo painel do 1º Congresso Mundial  de Comunicação Ibero-Americana -CONFIBERCOM 2011, apresentado nesta terça-feira, às 9h, explorou os aspectos da diversidade cultural ibero-americana. Com a participação de Ana Maria Amado, Ana Cabrera, José Márcio Barros, Margarita Ledo, Luís Humberto Marcos e da professora Maria Dora Mourão, o painel apresentou diversas pesquisas realizadas em países como Argentina, Portugal, Espanha, México e Brasil.

Amado, da Universidade de Buenos Aires, iniciou as atividades falando sobre a integração cultural e a política de representação que sua pesquisa verificou na Argentina. Duas tendências são apontadas pela pesquisadora, o paternalismo cultural e a intenção crítica. Da Universidade Nova de Lisboa, Cabrera substituiu Isabel Ferin ao explorar a pesquisa sobre a hegemonia de modelos econômicos, políticos e culturais e a disputa protagonizada pelos países emergentes nesse processo.

Márcio Barros, do Observatório da Diversidade, questionou a unidade ibero-americana. O pesquisador vê um espaço de integração, mas tem dúvidas sobre a existência de uma comunidade de compartilhamento. “É preciso superar isolamentos e trabalhar elos, os pontos de convergência”, diz Barros. No Brasil, o pesquisador verifica uma baixa presença do diálogo intercultural e uma desarticulação entre cultura, comunicação, educação, saúde e desenvolvimento urbano.

Citando a pesquisa da UNESCO, Margarita Ledo, da Universidade de Santiago de Compostela, falou sobre os povos indígenas, sobre a suposta unidade linguística que a comunidade ibero-americana tem (quando as línguas indígenas são desconsideradas) e sobre direitos culturais. 

O painel foi encerrado com a apresentação da pesquisa de Mário Neves, da Universidade de Havana, pela professora Dora Mourão (o pesquisador não recebeu visto das autoridades norte-americanas para comparecer ao Congresso) e com o comentário de Luís Humberto Marcos. O pesquisador do Instituto Superior da Maia finalizou as discussões com o questionamento: “Como romper o círculo vicioso entre as constituições democráticas e as práticas discriminatórias? A prática demora a chegar nessa mesma convergência”.


 

Por Mayara Teixeira