Pesquisadores debatem políticas acadêmicas de comunicação

No dia 3 de agosto (quarta-feira), o professor Miquel de Moragas, da Universidad Autónoma de Barcelona, abriu a primeira mesa de debates  no 1° Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana (CONFIBERCOM 2011). Os expositores da mesa, coordenada por Luís Albornoz, da CONFIBERCOM, falaram sobre políticas científicas de comunicação em diferentes países da Ibero-América.

Martins discute as comunidades científicas ibero-americanas 
 
Miquel tratou principalmente da transdisciplinaridade da política científica e da lógica de cooperação entre países dentro desse campo. Moisés Lemos Martins, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM), fez uma análise das comunidades científicas através de documentos e textos que tratam do assunto no ambiente ibero-americano.
 
A professora da Universidad Mayor, do Chile, Lúcia Castellon, traçou um perfil das políticas de ciência, tecnologia e comunicação no país. Segundo ela, a grande maioria dos projetos de pesquisa no Chile é financiada por iniciativas do Estado.
 
Para falar sobre o caso brasileiro, José Luiz Aidar, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apresentou um pequeno histórico do ensino de comunicação no Brasil. Aidar citou também a situação e os problemas atuais dos profissionais da área no país.
 
Fechando a mesa, Norval Baitello, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), falou sobre os projetos de incentivo à pesquisa e estudo da comunicação no Estado. De acordo com ele, a produção científica de São Paulo está quantitativamente próxima de um país como a Espanha, destacando-se entre as outras regiões do Brasil.
 
 
Sistemas de Avaliação
 
A terceira mesa de debate do Fórum teve como tema os sistemas de avaliação da atividade científica na área da comunicação. O debate foi mediado pela professora Maria Immacolata Vassallo de Lopes, professora do Departamento de Comunicações e Artes (CCA),  e integrante da comissão organizadora do CONFIBERCOM 2011.
 
Os convidados da mesa apresentaram os sistemas de avaliação da atividade científica presentes em seus países. Maria Helena Weber, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, explicou como se dá a avaliação de um curso de pós-graduação no Brasil. Para ela, a avaliação é um processo contínuo de comparação que deve driblar a subjetividade.
 
Raul Fuentes, representante do Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología (Conacyt), apresentou sucintamente os mecanismos de avaliação acadêmica da atividade científica do México. Para Gustavo Cimadevilla, professor da Universidad Nacional de Rio Cuarto, na Argentina, e membro da Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación (ALAIC), há uma “cultura de cinismo” em seu país, que não ajuda no crescimento da ciência e tecnologia.
 
O professor Emili Prado, da Universitat Autónoma de Barcelona, foi o último a expor. Em sua opinião, “nós devemos nos submeter aos processos de avaliação, pois é através deles que se estabelecem os critérios e são estes que nos liberam da arbitrariedade”. 
 
Por Leonardo Maran e Thaís Helena Amaral