Ministério da Educação repensa o curso de Relações Públicas

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A partir de segunda-feira, dia 28 de junho, a Comissão de Especialistas para Atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Relações Públicas tem 150 dias para repensar o currículo do curso. Dois professores da ECA foram nomeados para esta comissão, ambos do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP): Margarida Kunsch, que a presidirá, e Paulo Nassar, que irá como representante da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.  

 

Essa comissão foi constituída pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação para revisar as diretrizes curriculares nacionais para o curso de bacharelado em Relações Públicas (RP).
Na segunda-feira, os professores especialistas – Margarida Kunsch, Cláudia Peixoto de Moura, Esnél José Fagundes, Marcio Simeone Henriques, Maria Aparecida Viviani Ferraz, Paulo Nassar e Ricardo Ferreira Freitas – se reunirão em Brasília para a instalação da comissão, a primeira em nove anos. “A primeira expectativa é de muito trabalho”, diz Kunsch. Cada especialista trará um levantamento da situação curricular em sua área.
 
A última reformulação das diretrizes do curso de RP ocorreu em 2001. Desde então, muita coisa mudou e sentiu-se uma necessidade de revê-las e reformular o curso. “Precisamos pensar no conteúdo, no perfil do profissional que queremos formar. (...) O objetivo é discutir a real situação do curso de RP no Brasil e discutir propostas para a melhoria”, diz a professora da ECA. Ela entende que o curso deve ser mais dinâmico, mas diz que ainda é cedo para conclusões.
 
Nesses 90 dias de trabalho, serão realizadas três audiências públicas, uma no centro-oeste, outra no sul-sudeste e ainda no nordeste, para abrir o diálogo com a comunidade: professores, profissionais, pesquisadores e estudantes. É importante ouvir o que dizem sobre as Relações Públicas e a Comunicação Organizacional.
 
Depois de ouvir e montar um diagnóstico, será redigido um relatório propositivo, com sugestões para mudança. Para ser acatado pelo MEC, esse relatório ainda deve passar por instâncias superiores – o Conselho Nacional de Educação.
 
(Por Karin Salomão)