Grupo Poéticas Digitais expõe trabalho na Avenida Paulista

O projeto Amoreiras, realizado pelo grupo de pesquisa Poéticas Digitais, organizado pelo prof. Gilberto Prado, instalado na avenida Paulista, tem previsão de permanecer até setembro.
Nesse desenho, (1) representa  o computador central, (2) o microfone que captará os sons do ambiente e (3) as amoreiras
 

 

(Para conferir o vídeo do projeto  clique  aqui) .

Amoreiras consiste em cinco pequenas amoreiras que, com a ajuda de microfones, placas de arduino bluetooth e mecanismos de transmissão, captam os ruídos da cidade (sintomas da poluição) e respondem a eles chacoalhando seus galhos para se livrarem dos resíduos, de forma que quanto mais altos forem os ruídos de buzinas e motores, mais intensos serão os movimentos das árvores.

 
As árvores agem inicialmente de maneira arbitrária e, no decorrer do dia, passam a dialogar entre si através de algoritmos de aprendizado. No decorrer do dia, espera-se que as árvores mais jovens aprendam com as mais experientes e todas entrem em relativa sintonia.
 
Cada uma das amoreiras é dotada de um algoritmo de personalidade distinto, que será trocado pelo de outra randomicamente no final do dia, de maneira que todo processo de aprendizagem recomeça desde o início na manhã seguinte. O objetivo é, pois, que as amoreiras construam ciclos e ritmos emergentes e continuem ainda buscando distintas aproximações entre si.
 
As amoreiras foram escolhidas para o projeto justamente por serem árvores proibidas de serem plantadas nas avenidas das cidades por poluírem o ambiente com seus frutos, que mancham tecidos e atraem passarinhos, e suas folhas, que caem nas ruas e entopem bueiros. Afinal, agora são as árvores que poluem o ambiente? 
 
Professor Gilberto e alunos do Projeto durante o
processo de montagem das amoreiras
 
 
Por: Renata Schmidt