Professores e pesquisadores da ECA refletem em diversas mídias sobre os 70 anos da TV no Brasil

Por meio de reportagens e entrevistas, conhecimento produzido na Escola ajuda a compreender papel desempenhado pela televisão e perspectivas trazidas pela era do streaming

 

No dia 18 de setembro de 1950 aconteceu a primeira transmissão televisiva no Brasil. Realizada apenas dois anos depois da estreia da TV norte-americana, a empreitada tinha à frente o empresário Assis Chateaubriand, que além de patrocinar a criação da TV Tupi providenciou 200 aparelhos para que houvesse espectadores no momento da inauguração. 

Ao longo das últimas décadas, a televisão foi fundamental para a construção do imaginário brasileiro, não sem controvérsias políticas e culturais. Hoje, ela enfrenta o desafio de manter sua importância e atualidade diante da perda de público para a internet e as plataformas de streaming. 

Diversos professores e pesquisadores da ECA contribuíram para a reflexão sobre a história, o papel e as perspectivas da televisão em matérias e entrevistas veiculadas por diferentes mídias nas últimas semanas. Confira na lista a seguir: 

 

70 anos na semana que vem (O Estado de São Paulo) 

Na seção Opinião, o professor Eugênio Bucci, do Departamento de Informação e Cultura (CBD), se antecipa às matérias especiais e retrospectivas para chamar atenção a detalhes que talvez passem batido na festa, e que ainda hoje definem o papel da televisão brasileira: “Como é possível que um país com tantos atrasos sociais e civilizatórios tenha erguido uma televisão tão avançada e tão bem-sucedida? A melhor resposta era: justamente por isso, tudo o que você vê de ultramoderno na televisão brasileira corresponde ao que há de mais arcaico na sociedade que a gerou." Leia o artigo completo

 

TV brasileira completa 70 anos celebrando o presente e mirando o futuro (Gaúcha Zero Hora)

A reportagem traz um breve panorama histórico da televisão no Brasil, ancorada em entrevistas com especialistas, incluindo Eugênio Bucci (CBD), organizador do livro TV Aos 50 – Criticando a Televisão Brasileira no seu Cinquentenário. O docente comenta o papel unificador desempenhado pelo meio de comunicação no país e a importância das novelas, do jornalismo e da música popular para a TV, além de refletir sobre as perspectivas trazidas pelos serviços de streaming. Além de citar o livro , com organização de Eugênio Bucci (CBD). Acesse aqui.

 

Por que Pantanal foi tão importante em 1990 – e o que esperar do remake (Uol) 

Na onda de notícias sobre o remake, em 2021, da clássica novela Pantanal, a professora Esther Hamburger, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), comenta o impacto causado pela produção original, veiculada pela extinta Rede Manchete em 1990. Ambientada no interior do Centro-Oeste brasileiro, a novela desafiou a hegemonia das representações de um Brasil urbano e moderno. Leia aqui

Foto em preto e branco da atriz mirim Sônia Dorce e câmera Walter Tasca

A atriz-mirim Sonia Maria Dorce e o câmera Walter Tasca, na TV Tupi, em 1950. É dela a primeira imagem televisionada no Brasil: vestida como indígena, ela saudou a inauguração do canal. Foto: acervo Pró-TV.

 

Os 70 anos da TV no Brasil: política, realismo e narrativa da nação (Jornal da USP)

Nessa reportagem especial, vários docentes da ECA comentam a TV sob diferentes ângulos: Eugênio Bucci (CBD), analisa os aspectos políticos da TV no Brasil, sobretudo o papel que desempenhou ao longo da ditadura militar. A professora Rosana de Lima Soares, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), comenta a ascensão dos reality shows e das “narrativas híbridas” nas últimas décadas. Maria Immacolata Vassallo de Lopes, docente do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), reflete sobre a contribuição das telenovelas para a construção do imaginário nacional e Clotilde Perez, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) fala sobre a história da TV brasileira e sua importância. 

 

Sete décadas do Brasil na telinha: 70 anos da TV no país (Metrópoles) 

Neta matéria, o professor Almir Almas, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), aponta os principais marcos tecnológicos da trajetória da televisão brasileira, responsáveis por revolucionar também sua linguagem, como os adventos da gravação em videotape, da transmissão via satélite e da TV em cores. 

 

Os 70 Anos da TV Brasileira (Programa Opinião Minas) 

Em entrevista concedida ao programa da Rede Minas, o professor Eugênio Bucci (CBD) aborda como a televisão se tornou “o centro da identidade do Brasil” e comenta a importância da televisão pública, citando exemplos de diversos países. Veja na íntegra

 

Como a linguagem evoluiu ao longo de 70 anos da TV no Brasil (O Globo)

Quando surgiu, a TV copiou formatos populares da programação radiofônica, como os programas de variedades. Ao longo das décadas, o meio desenvolveu uma linguagem mais própria, como mostram a professora Sandra Reimão, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e o pesquisador em teledramaturgia Mauro Alencar, mestre e doutor pela ECA. Confira a matéria

 

Não Vi na TV (Uol) 

O especial do Uol investiga os principais desafios para a televisão se manter relevante junto ao público jovem, que prefere consumir informação, entretenimento e cultura via plataformas digitais. Segundo a pesquisadora Deisy Feitosa, doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM), um fator que distancia o jovem da televisão é a falta de representatividade. Já o professor Almir Almas, do CTR, comenta as transformações mais recentes da linguagem televisiva, como a multiplicação de telas que a levou para computadores e celulares, e a crescente influência das redes sociais sobre a programação. Saiba mais neste link

 

A TV ainda impera como principal veículo de massa em casas sem acesso à banda larga (Rádio CBN)

Em entrevista à emissora de rádio, a professora Esther Hamburger (CTR) fala sobre a história da televisão e seu papel social, da primeira transmissão à atualidade. Ela também lamenta a inexistência de políticas públicas para preservar a memória da televisão do país e a atual crise da Cinemateca Brasileira, detentora do acervo da TV Tupi. Ouça aqui

 

Atriz Cristiana Oliveira como a personagem Juma Marruá em cena da novela PantanalA atriz Cristiana Oliveira como a personagem Juma Marruá em cena da novela Pantanal (1990). Grande sucesso de público, a produção retratou um Brasil diferente do país urbano e moderno até então hegemônico na teledramaturgia. Foto: divulgação/ Folha de São Paulo.

 

Clássicos da TV: Nos 70 anos da televisão no Brasil, especialistas escolhem programas e novelas que marcaram a história (G1) 

Dentre especialistas de diversas instituições, a professora Esther Hamburger (CTR) destaca as novelas Beto Rockfeller, Guerra dos Sexos, Roque Santeiro, Vale Tudo, Avenida Brasil, Pantanal e O Rebu. Veiculadas em diferentes momentos históricos do país, essas produções foram importantes marcos do gênero, influenciando transformações em sua estética e seu conteúdo. Leia a matéria na íntegra

 

O Brasil Que Passa Nas Novelas de TV (Uol)

Esther Hamburger (CTR) comenta o papel das novelas na modernização dos hábitos de consumo e comportamento no Brasil, além das transformações na representação dos conflitos políticos e sociais do país ao longo das últimas décadas. Confira neste link.

 

Divisão entre assunto de homem e mulher está superada, diz diretor da Globo (Uol) 

Em matéria que analisa as transformações nos perfis dos tradicionais programas femininos, Maria Cristina Mungioli, docente do CCA, destaca as mudanças na abordagem dos temas, visando o alcance de um público amplo, composto não apenas por mulheres. Acesse aqui

 

Como as novelas retratam o povo brasileiro? (Uol) 

Esta reportagem que investiga a evolução da narrativa das novelas e o impacto de seus estereótipos na representação do país traz reflexões de diversos especialistas. Um deles é a professora Maria Immacolata, do CCA: “a telenovela no Brasil se tornou um dos elementos mais distintivos e aquele que, possivelmente, melhor caracteriza hoje uma narrativa da nação”.