Alunos do CRP criam identidade visual para Associação dos Dirigentes Municipais de Cultura

Programação visual e Arte publicitária são as disciplinas do curso de Publicidade e Propaganda ministradas pelo professor Dorinho Bastos, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP). Ao longo de dois semestres, os alunos de publicidade aprendem sobre marca e, em seguida, sobre campanha publicitária. Neste semestre, em Arte Publicitária, os alunos deviam criar uma identidade visual para uma marca real.

“Nos dois semestres, são sempre verdadeiros os trabalhos. Eu não invento trabalho”, esclarece o docente. “Como a disciplina é muito conhecida, eu sou muito procurado, dentro da USP e fora da USP”. A campanha de recepção aos calouros, por exemplo, é feita há 20 anos pelos alunos; também já desenvolveram campanhas de direitos humanos e de violência contra a mulher. “E esse trabalho quem levou para a disciplina foi o Luiz Milanesi.”

Luiz Milanesi é docente do Departamento de Informação e Cultura (CBD) e dá apoio à Associação dos Dirigentes Municipais de Cultura (Adimc). Ele procurou o Dorinho e explicou o projeto. “É um cliente interessante porque o objetivo dele é que os secretários de cultura troquem informações, que seja um espaço em que eles vão manter um diálogo. É uma coisa nova, isso que é legal”, conta o professor Dorinho.

Na última quarta-feira, 20 de junho, as turmas da manhã e da noite apresentaram suas propostas de campanha para o cliente.


Dia de apresentações das identidades visuais desenvolvidas pelos alunos para a Adimc. Foto: Divulgação

Paula Yumi, estudante da turma da manhã, contou a sua experiência na disciplina. Na primeira metade do semestre, os alunos são divididos em grupos para criar uma agência de publicidade. Para isso eles devem escolher um nome, os valores, montar a identidade visual e um guia de como fazer o trabalho seguinte, do cliente Adimc.

“Como era um grupo só de mulheres, diferente dos outros que eram mistos, a gente acabou usando um princípio que tivesse em comum entre elas”, conta Paula sobre a sua agência. Após um brainstorm, elas chegaram a palavra Artemisia: “é uma planta medicinal muito conhecida por ser a planta das mulheres, por ajudar em cólicas, dores de cabeça, parto, e por ter o nome da Ártemis, a deusa da caça que representa a força feminina dentre os deuses da mitologia grega”.

A partir desse nome, decidiram criar a identidade visual. Paula comenta que uma amiga fez o logo da Artemisia. “É sempre uma questão de inspiração e referência”, e a amiga usou o símbolo de um A, de Artemisia. “A gente se inspirou muito na deusa da caça como elemento secundário. E as cores foram um preto para dar mais seriedade, com um tom de vermelho e branco”, conclui.


Logo da Agência Artemisia

Vanessa Souza, da turma da noite e da Agência d.code, acrescenta a experiência desafiadora proporcionada pela matéria. “Foi a nossa primeira matéria de criação no semestre”, além de o cliente ser real e os alunos da manhã e da noite trabalharem juntos.

Para criarem as próprias agências, Vanessa explica que os estudantes acabam tendo contato com suas aptidões, pois cada um devia ter seu cargo nas empresas-modelo. “Isso é muito legal”, comenta, “faz descobrir sobre o mercado publicitário e o que a cada um quer fazer”.


Novo logo da Adimc, desenvolvido pela Agência Jataí

Neste desafio, a Adimc escolheu o logo desenvolvido pela Agência Jataí, cujo nome se refere a abelha brasileira jataí. “Foi uma forma de expressar um trabalho coletivo, que funciona de forma harmônica”, explica Matheus Veloso, “e a expressão 'jataí' é divertida e lúdica”.

Para desenvolver o logo da Adimc, o aluno conta que o grupo quis expressar, em uma forma não direta, mas artística, as ideias de diversidade, de união e de fluxo da Adimc. “Pensamos em um círculo, uma volta completa. Podemos fazer uma analogia com o nosso país. Podemos perceber também uma ideia de digital e, com as cores, a gente pega uma digital multicolorida que expressa diversidade.”

Matheus acredita que a identidade visual criada pela Jataí foi escolhida não só pela beleza, mas por ser muito adequado ao cliente. “Traz o conceito deles de forma sutil. Conseguimos nos adequar bastante à proposta que a gente recebeu”, conclui.

 

Texto: Mirella Cordeiro