Amor Igual, projeto desenvolvido no CJE, mostra que família vai muito além de questões de gênero

O que é família para você? Com base nesse questionamento, e em busca de quebrar todos os preconceitos e estigmatizações sobre o assunto, alunos do curso de Jornalismo, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), lançaram o projeto Amor Igual. A iniciativa, que faz parte das disciplinas Jornalismo Online e Projetos em Televisão, tem o intuito de apoiar as famílias homoafetivas e a diversidade.

“Achei a pauta bastante relevante, pois esta questão de famílias com uma formação não convencional precisa ser cada vez mais tratada de uma forma não estigmatizada. As pessoas são pessoas, afinal de contas, antes de serem homens, mulheres, e que dirá a orientação sexual delas...”, diz Daniela Osvald, professora de Jornalismo Online e uma das orientadoras do trabalho.

                                                   Rafael e Marcílio, um dos casais que deram entrevista ao Amor Igual
 

Amor Igual é um projeto multimídia, que consistiu na criação de um site e elaboração de textos, videos e infográficos e mostrar que a vida dessas famílias não é diferente de nenhuma outra. “Foi muito enriquecedor ter a oportunidade de ver que o amor é igual sempre, além de questionar meus próprios preconceitos”, diz Ana Paula Souza, aluna e uma das idealizadoras. “A recepção tem sido muito boa, recebemos muitos likes e um grande engajamento na página em menos de uma semana”, complementa.

O projeto de lei do Estatuto da Família não engloba famílias formadas a partir de casamentos homoafetivos. O enfoque da reportagem Amor Igual  traz informações e narrativas de casais de mesmo sexo importantes sobre esta questão. “Infelizmente o preconceito ainda é grande. Muitas vezes por desconhecimento e repetição de comportamentos aprendidos. Precisamos ter mais empatia pelo outro. Respeitar as escolhas do outro.  Além das informações contidas na reportagem, trazer histórias de vidas de personagem, que se identificam com o tema, humanizam e podem diminuir a intolerância e a falta de respeito”, analisa Mônica de Fátima Rodrigues, uma das docentes responsáveis pela orientação.
 

                
                Carmem e Ana, o cotidiano da vida conjunta em Santos

Valdir Silva, um dos alunos responsáveis pelo trabalho, destacou a riqueza que a experiência o proporcionou. “O que eu tirei de mais enriquecedor foi a comprovação de como o relacionamento dos casais homoafetivos é exatamente igual ao dos héteros… É claro que isso já era uma coisa óbvia, mas ver isso de tão perto, dentro da casa das pessoas, reforçou muito essa igualdade para mim”. Que essa igualdade seja cada vez mais reforçada em nossa sociedade, pois não há mais espaço para o preconceito e a intolerância. Amor Igual demonstra que todas as formas de amor e família merecem máximo respeito. Para ter acesso a todo o conteúdo do projeto acesse o site do Amor Igual.

 

por Felipe Ruiz
fotos: site Amor Igual