Apresentação da ECA abre Semana de Recepção aos Calouros 2017

No dia 6 de março, por volta das 9h, os novos alunos dos oito departamentos que compõem a Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP se reuniram no Teatro Laboratório, auditório do Departamento de Artes Cênicas (CAC), pra o início da Semana de Recepção aos Calouros de 2017. Os ingressantes puderam ouvir professores e funcionários da Escola e conhecer um pouco mais sobre seus cursos.

O professor Eduardo Monteiro, que assumiu recentemente a diretoria da ECA, fez a abertura do evento. Além de dar as boas-vindas aos ingressantes, Monteiro relembrou a tradição da ECA na formação de profissionais expoentes em suas áreas de atuação. Falou ainda sobre a diversidade que se pode observar nos nossos corredores da Escola e aconselhou os estudantes a aproveitar essa estrutura e o convívio rico que a ECA pode oferecer.

“Desejo que vocês se realizem na escolha profissional e comecem, aqui, a construir seu futuro”, disse Eduardo Monteiro, diretor da ECA

Em seguida, subiu ao palco Silvia Laurentiz, presidente da Comissão de Graduação da ECA, que lembrou que, com o ingresso na Universidade, vem a responsabilidade com o conhecimento e a cultura, e, por esse motivo, pediu para que os alunos “não se contentem com o mínimo exigido”, construindo sua formação a partir de seus interesses e usando das oportunidades que a USP traz, como o intercâmbio, o estágio e a matrícula em matérias de outros institutos. Por fim, destacou a importância da secretaria de graduação e sugeriu que os ingressantes se acostumem com o site da ECA, o sistema Júpiter Web e o e-mail da USP.

Apresentação dos cursos

João Musa, professor de fotografia do Departamento de Artes Plásticas (CAP), apontou a responsabilidade do curso em apresentar as diversas linguagens com que os alunos podem trabalhar, criando “formações híbridas e inesperadas” e dando autonomia para que os artistas visuais possam experimentar essas linguagens. Depois, revelou que a cada estudante, cabe a intuição e a percepção de que é o aluno quem faz o curso, já que “é ele quem vai cruzar essas linguagens”.

Em seguida, Andréia Camargo, professora de voz no Departamento de Artes Cênicas (CAC), falou sobre as licenciaturas em artes: nas Artes Visuais, lembrou a questão de pensar a arte segundo uma visão sociocultural; nas Artes Cênicas, levantou a formação do artista-pedagogo, focada na prática teatral, mas sempre considerando o peso da arte na sociedade; na Música, citou a perspectiva de ver a música como potencialmente transformadora dos espaços sonoros e do modus vivendi.

Andréia Camargo: licenciaturas em arte podem participar da formação do indivíduo e transformar o meio social

André Chaves, professor dos cursos de Jornalismo e Editoração, falou sobre o seu departamento, que trabalha com “o universo do conhecimento e a circulação de ideias através dos livros”. Mencionou também o novo currículo de Jornalismo, que inicia em 2017 o curso de bacharelado na área, mudança que já existe em Editoração há aproximadamente cinco anos.

Na sequência, Cibele dos Santos, coordenadora do curso de Biblioteconomia no Departamento de Informação e Cultura (CBD), explicou que a Biblioteconomia é um “serviço de oferecimento da informação, aliado à cultura e à memória”.  Salientou também a importância da área para a seleção e disseminação do conhecimento e para a preservação da informação.

Eliane Tokeshi, professora do Departamento de Música (CMU), retomou a questão da diversidade na ECA, para introduzir o fato de que no próprio departamento, a diversidade é intensa: existem, no CMU, cinco cursos e, na área de instrumentos, por exemplo, são oferecidas outras cinco especialidades. Explicou que mesmo que cada carreira tenha sua especificidade, em algumas disciplinas, alunos de todos os cursos participam juntos.

Já Claudemir Viana, professor na área de Educomunicação, explicou que o curso existe em um intercâmbio entre comunicação e educação, o que potencializa a prática profissional em diversos campos, já que é “transversal a várias áreas de atuação”.

Para Claudemir Viana, o curso de Educomunicação “provém de um atendimento que a Universidade dá a uma demanda que é social e cultural”

Zebba Dal Farra, professor de Artes Cênicas e coordenador do curso de bacharelado, contou que, há cerca de dez anos, o departamento lançou a ideia da formação do artista-pesquisador-pedagogo, mas que até então, o bacharelado tinha uma concepção difusa, que esse ano se renova com um currículo mais estruturado, que permitirá a obtenção do duplo diploma (licenciatura e bacharelado) e que pretende trazer ao aluno uma “experiência mais vinculada de como se faz teatro na cidade”.

Rubens Rewald, professor de roteiro no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) e coordenador do curso de Audiovisual, explicou que a área é, hoje, um campo complexo e bastante amplo, por englobar muitas plataformas. Revelou ainda que, no curso, há um diálogo muito forte entre criação e reflexão e que o mais importante é a presença do aluno “em tempo real” na Universidade. Para o professor, apesar de todas as mudanças no mundo e nos formatos do audiovisual, há algo que permaneceu inalterado: “a importância do coletivo,” contou. “Porque audiovisual se faz junto com o outro. E a experiência coletiva é o que faz a diferença na Universidade”.

Arlindo Ornelas, professor do curso de Publicidade e Propaganda, contou aos calouros que, se para eles aquele era um novo começo, para o curso isso também era verdade posto que cada novo aluno iria colocar sua identidade na Escola.  Ele explicou que o curso tem passado por várias mudanças no sentido de “traduzir a publicidade antiga para as novas linguagens”, de modo a criar a consciência de uma herança publicitária e “construir uma propaganda do futuro baseada naquilo que é do passado”.

Valéria Castro, coordenadora do curso de Relações Públicas, revelou que sua área também passava por um processo de reflexão. Ela explicou aos ingressantes que o curso de RP é voltado à gestão da comunicação em organizações, sejam elas privadas ou públicas, e que, além da formação técnica, pensava na parte ética e humanística da profissão, preocupada em mudar a vida das pessoas de dentro e fora das empresas.

Por fim, o Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP) apresentou dois projetos aos calouros: uma campanha para o Dia Internacional da Mulher, da professora Clotilde Perez, desenvolvido em parceria com a ECA Jr. e o USP Mulheres; e o projeto Memórias Ecanas, coordenado pelo professor Paulo Nassar e produzido há dez anos com o objetivo de resgatar depoimentos de pessoas que fazem parte da memória da Escola.

Cinusp e Biblioteca

Patrícia Moran, diretora do Cinema da USP (CINUSP), explicou o funcionamento do cinema e convidou os alunos a assistir a mostra que está atualmente em cartaz: Novíssimo Cinema Brasileiro, que conta com a exibição de filmes como Aquarius e A Cidade Onde Envelheço e debates com nomes como Beto Brant e Dora Longo Bahia.

Por fim, Cecília Moraes, chefe técnica, e Marina Macambyra, responsável pelo atendimento, falaram sobre a biblioteca da ECA. Lembraram que a biblioteca não é só um lugar para retirar livros, mas também um espaço de aprendizado e de buscar orientação para seus estudos.

Cecília Moraes e Marina Macambyra convidaram todos a participar da visita guiada à Biblioteca da ECA

A Semana de Recepção dos Calouros 2017 é realizada de 6 a 10 de março na ECA e em todos os campi da USP. Na Escola, acontecem mesas-redondas, bate-papo com ex-alunos, oficinas e apresentações dos departamentos.

 

Texto: Victória Martins

Fotos: Eduardo Peñuela