Carta à comunidade ecana

Frente à ocupação do Prédio Central da Escola de Comunicações e Artes por um grupo de alunos, na noite de 18 de maio de 2016, liderados pelo CALC, a Direção da Escola, reunida com os Chefes de Departamentos, vem a público manifestar seu estranhamento pela ocupação do espaço da Escola.

A ECA por meio de sua instância maior que é a Congregação tem se posicionado em acordo ao diálogo constante com professores, alunos e funcionários em todas as suas reivindicações. A Congregação em suas reuniões tem se manifestado em defesa da democracia, do ensino público (apoiou a luta dos estudantes secundaristas contra o fechamento de escolas), da inclusão social por meio das cotas, do fortalecimento da Universidade Pública e gratuita, da permanência estudantil, em defesa das unidades de apoio à permanência, à saúde e à pesquisa, tais como o Hospital Universitário, a creche da USP, a Escola de Aplicação. A Congregação também se posicionou claramente em defesa da carreira do professor e do RDIDP. Todos esses são temas fundamentais e que dão sustentação à qualidade do ensino, pesquisa e extensão e cultura em nossa Universidade.

Por todos esses motivos, não compreendemos o motivo pelo qual a ECA foi ocupada. A ECA é um arauto em defesa da democracia e do diálogo. Nossa posição é pela desocupação do prédio central da ECA.

Também alertamos a comunidade ecana sobre alguns prejuízos dessa ocupação:

- paralisação das defesas e exames de qualificação dos programas de pós-graduação, causando enormes prejuízos aos alunos que têm prazos e compromissos com as agências de fomento;

- não encaminhamento dos processos de estágio de alunos da graduação, inviabilizando a formalização dos mesmos bem como as bolsas;

- fechamento da folha de pagamento de funcionários e professores;

- não continuidade dos processos de intercâmbio internacional, prejudicando os alunos estrangeiros que estão na Universidade e os que estão para chegar no próximo semestre;

- não continuidade do processo de inscrição dos alunos ecanos para os convênios de intercâmbio internacional;

- paralisação das atividades de extensão: cursos, debates, congressos nacionais e internacionais que estão em andamento.

 Por fim, nos posicionamos pela desocupação do Prédio central da ECA.

 

São Paulo, 19 de maio de 2016.

Diretoria da ECA e Chefes de Departamentos.