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Evento acontece em novembro, com atividades acadêmicas e lúdicas sobre cultura de jogos e gamificação. Inscrições abrem em 12 de outubro e visam público que inclui estudantes de Ensino Médio

 

Em um contexto de transformação digital e social, estudantes, pesquisadores e empreendedores se aliam para construir um mundo melhor. O evento Sampa Play Week, coordenado pelo prof. Gilson Schwartz, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), traz a possibilidade de integração e defesa dos direitos humanos através da cultura lúdica de jogos durante nove dias de atividades.

A programação é integrada ao 7º Festival Games For Change América Latina, fruto da ONG Games for Change de Nova Iorque, que também realiza o evento nos Estados Unidos. O Sampa Play Week acontece de 28 de novembro a 7 de dezembro, em várias unidades da USP, com destaque para a ECA. O público-alvo não se restringe à Universidade. Estudantes de escolas de Ensino Médio e Técnico também estão convidados a participar. Além disso, o evento será acessível para pessoas com deficiência.

Um dos principais destaques do evento é o 6º Fórum Acadêmico de Estudos Lúdicos (FAEL), que acontece no CTR nos dias 28, 29 e 30, organizado pela Rede Brasileira de Estudos Lúdicos (REBEL). O fórum trará a apresentação de trabalhos acadêmicos na área de jogos digitais e sociais, ficção, entretenimento e humor. Além disso, haverá uma exposição de produtos lúdicos selecionados pela comissão organizadora. 

Sampa Play Week é um evento inovador que integra o propósito da ONG Games For Change. Foto: Divulgação

Haverá também o lançamento do jogo de tabuleiro Purposyum, desenvolvido pela Cidade do Conhecimento da USP em parceria com a Etec Parque da Juventude. O jogo trabalha de forma lúdica a promoção da justiça entre países. Ele foi selecionado pela Unesco como um dos dez melhores jogos sobre o tema, e será distribuído em escolas do mundo todo.

Acontecem ainda seminários, palestras e oficinas no Núcleo de Tecnologias para Arquitetura e Urbanismo (NUTAU) que discute tecnologias e gamificação em arquitetura; jogos e simulações no Instituto de Relações Internacionais (IRI) e o Pets Play, jogo em que as atividades de cães e gatos serão monitoradas por veterinários, com o intuito de promover a ética e os direitos dos animais.

A grande novidade da Sampa Play Week é o lançamento da plataforma UAIFAI, que realiza o investimento em negócios de impacto social através das moedas virtuais. No evento, ela será a plataforma que fará a mediação de participantes interessados em comparecer à atividade final, o Game Jam. Quanto mais o visitante participar da programação da Sampa Play Week, mais moedas criativas ele acumulará, entrando em um ranking que definirá os concorrentes do Game Jam. O Game Jam será um espaço para desenvolver ideias de games, em que as melhores propostas ganharão prêmios e possíveis investidores.

A Sampa Play Week conta com o apoio da Secretaria Municipal de Pessoas com Deficiência de São Paulo e integra o calendário da SP Negócios, assim como a São Paulo Fashion Week e a São Paulo Tech Week.

Os interessados em participar podem se inscrever neste link. Para mais informações, clique aqui.

 

Serviço:

Sampa Play Week

Data: 28 de novembro a 7 de dezembro

Horário: das 9h às 19h

Local: Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) - Prédio 4

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No programa Diversidade em Ciência desta semana, Ricardo Alexino Ferreira entrevista doutorando do PPGMPA sobre temas como homoafetividade e gênero no cinema

 

O cinema, assim como outras manifestações artísticas, nem sempre foi aberto às perspectivas da diversidade. E para dar voz a essa discussão, o professor Ricardo Alexino Ferreira, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), entrevista no Diversidade em Ciência desta semana Marcos Leandro Kurtinaitis Fernandes, doutorando em Meios e Processos Audiovisuais. O programa vai ao ar no sábado, dia 12 de outubro, às 14 horas, na Rádio USP.

O entrevistado já foi coordenador do setor de Audiovisual do Museu da Imagem e Som, de São Paulo (MIS-SP); programador da Cinemateca Brasileira; coordenador de Programação e Publicações do Cinusp, órgão da Pró-reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo (PRCEU) e membro do Núcleo dos Direitos da USP. Nessa entrevista, Marcos abordará temas como a homoafetividade, gênero e etnicidade no cinema durante a história.

Diversidade em Ciência é gravado no CCA e vai ao ar todas as segunda-feiras às 13h, terças às 2 horas da manhã e sábados às 14 horas. É um programa de divulgação científica voltado para as ciências humanas e conta com a coordenação do professor Ricardo Alexino Ferreira e operação de áudio de João Carlos Megale.

A Rádio USP-FM pode ser sintonizada em 93,7 MHz/SP ou acessada no site do Jornal da USP.

Foto: Arquivo pessoal do entrevistado / site Vermelho Filmes

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Projeto desenvolvido por professor de Biblioteconomia mostra que é preciso incentivar as crianças a tomarem gosto pela leitura para ter bons resultados a longo prazo

 

Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, em 2016, mostra que o brasileiro lê, em média, 2,43 livros por ano. Uma média baixa, em comparação, por exemplo, aos franceses, que atingem a marca de 21 livros anualmente. 

As razões para esse fenômeno são muitas, mas uma delas pode ser a dificuldade de tomar gosto pela leitura desde a infância. Considerando o contexto atual, em que diversas telas competem pela atenção da criança, essa missão se torna mais difícil ainda. 

Nesse sentido, iniciativas como o livro infantil Biblioteca: um lugar mágico se tornam promissoras em um país que luta para formar gerações de leitores. A obra, lançada no Portal de Livros Abertos da USP, é parte do projeto de pesquisa do professor Francisco Paletta, do Departamento de Informação e Cultura (CBD), desenvolvido com apoio da Fapesp. 

O projeto Busca, recuperação e organização da informação e do conhecimento na web de dados procura entender como o usuário lida com as informações na internet. “Eu tenho avaliado várias faixas etárias para tentar entender o comportamento do usuário em relação ao livro”, comenta Paletta. Durante a pesquisa, que está em andamento, o professor viu a necessidade de olhar também a criança como usuário. 

A ideia de começar pelas menores faixas etárias parte do princípio de que uma criança que aprende a gostar de livros saberá como melhor conservá-los ao longo da vida. O livro foi pensado para mostrar de forma didática e divertida a importância dessa conservação. Para isso, houve a ajuda do professor Waldomiro Vergueiro, também do CBD. “Numa conversa com o professor, a gente decidiu que ia ser em formato de história em quadrinhos, tentando transformar a ida da criança na biblioteca em uma aventura”, conta Paletta. 

Ao longo da história, o livro procura ter um viés pedagógico. As crianças na história participam de uma oficina de restauro de um livro que está em péssimas condições. “O objetivo é mostrar para a criança que o livro precisa de cuidado”. 

Foto: Pixabay

 

Expansão do projeto

O livro foi lançado digitalmente, mas o professor conta que o objetivo é ter cópias impressas para trabalhar com crianças em escolas e bibliotecas públicas, promovendo atividades tais como as que os personagens do livro vivenciam. Isso faz parte do projeto Livro e Leitura, que almeja espalhar o gosto pela leitura entre as crianças brasileiras. 

Em 2020, será lançado o segundo livro da coleção, com enfoque no livro digital e no uso da internet durante a infância. Francisco Paletta colabora com o instituto americano Better Internet for Kids, que luta por uma rede mais segura para as crianças.

O projeto terá ainda uma pulblicação final, de caráter acadêmico, relacionada diretamente ao projeto Fapesp, que lida com a preservação e conservação da informação digital.

“A ideia agora é encontrar professores e alunos que estejam interessados no projeto e inseri-los em um grande projeto de extensão”, comenta o professor Paletta. Os alunos não têm que ser necessariamente do CBD para atuarem como multiplicadores do projeto. 

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Foram avaliados mais de 11 mil cursos, com classificações de três a cinco estrelas

 

A ECA oferece um total de 12 cursos, incluindo licenciaturas, bacharelados e também habilitações em diversos instrumentos musicais. Desde sua fundação, em 1966, a Escola sempre foi pioneira, trazendo cursos novos e também inovando em carreiras já consolidadas. 

Biblioteconomia e Publicidade e Propaganda são dois exemplos de cursos de excelência, agora também reconhecidos pelo Guia da Faculdade, do jornal O Estado de São Paulo, feito em parceria com a Quero Educação. Os dois cursos de graduação receberam cinco estrelas, classificação máxima no ranking das instituições. 

Ao todo, foram 11.921 cursos de ensino superior de todo o país avaliados por mais de seis mil professores universitários. Entre os critérios de avaliação, estão o projeto pedagógico, o corpo docente e a infraestrutura. 

Entre todas as instituições de ensino superior avaliadas, a USP obteve o maior número de cursos 5 estrelas, ficando em primeiro lugar no ranking

Para conferir o guia completo, clique aqui

Foto: Mariana Chama

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Publicação, que será lançada no dia 14 de outubro em formato digital, faz parte de coleção que discute temas contemporâneos como pós-verdade, inteligência artificial e crise do jornalismo

 

Existe democracia sem verdade factual? Esse é o título e a pergunta que guia o novo livro do professor Eugênio Bucci. Analisando o impacto da desinformação sobre o debate público, o docente estabelece um diálogo com o pensamento de Hannah Arendt para pensar como as fake news estão afetando o modus operandi da política e da democracia. 

Docente dos cursos de Biblioteconomia e Jornalismo, Bucci também fala da atual situação da imprensa e das bibliotecas que, como instituições importantes para a política e para a circulação de ideias, estão sob constante ameaça. 

O livro faz parte da coleção Interrogações, que traz textos também de Dora Kaufman, Rogério Christofoletti, Lucia Santaella e Adriano Messias. A coleção discute pós-verdade, crise do jornalismo, inteligência artificial e a própria condição humana, com o objetivo de alimentar um diálogo e uma reflexão sobre estas questões contemporâneas. 

Haverá lançamento da coletânea no dia 14 de outubro, na Casa Semio (Rua Vanderlei, 290), às 19h30. A entrada é gratuita e não é necessária inscrição prévia. 

O livro pode ser adquirido pela Amazon e pela Google Play, em formato digital. 

Foto: Marcos Santos