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A Revista Aspas recebe submissões de artigos para a edição de 2018 até o dia 15 de setembro. A publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas tem a missão de divulgar pesquisas em artes cênicas e, no próximo número, os trabalhos devem discutir os bloqueios e imposições no teatro da década de 1960.

De acordo com a chamada da revista, busca-se, com a próxima edição, responder questões sobre como retomar o ritmo do desenvolvimento do teatro e quais foram as alternativas criadas em relação ao teatro profissional após 1968, qual a relação entre a Revolução Cultural chinesa, as manifestações de Berkeley, Paris, Braga e os processos brasileiros da ditadura militar.

Para a submissão, o autor deve ser matriculado em curso de pós-graduação ou possuir o título de mestre ou doutor. Os artigos devem ser inéditos e originais, estar em formato word (.doc), ter entre 16 mil e 24 mil caracteres (com espaço), dentre outras recomendações que podem ser verificadas no site da revista.

Aspas é uma publicação semestral, destinada à publicação de artigos originais e traduzidos, desenhos metodológicos de pesquisa e artigos em formatos que escapam do tradicional da área de artes cênicas. Tem como foco as metodologias de pesquisa e a promoção de jovens pesquisadores.

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A Revista Organicom está com chamada de trabalhos para a sua 28ª edição, cujo tema é a Comunicação para a Paz. Neste dossiê, o objetivo do períodico é apresentar uma relação entre a comunicação para a paz e a violência organizacional, buscando refletir sobre suas convergências, conflitos e possibilidades para a área de relações públicas e comunicação organizacional. O prazo para submissões de trabalhos é até o dia 10 de setembro.

O dossiê é coordenado pela professora Maria Aparecida Ferrari, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), e Raquel Cabral, professora da UNESP. A edição já tem confirmada a participação de autores internacionais ligados aos Estudos de Paz (Peace Studies), tais como: Johan Galtung, Hakan Wiberg, José Manuel Pureza, Xavier Giró, Sandra Fuentes, Alberto Gomes, Wolfgang Dietrich, Eduardo Forero, Irene Comins Mingol, Josefina Alvarez e Érika Ospina.

Publicada semestralmente, a revista Organicom tem por objetivo enriquecer as discussões da área da Comunicação Organizacional e das Relações Públicas, por meio de artigos, depoimentos, resenhas, entrevistas e pesquisas de especialistas nacionais e internacionais.

A revista pode ser acessada no Portal de Revistas da USP.

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Está disponível a Revista Movimento de número 11, produzida pelos alunos do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da ECA. De acordo com o editorial, esta edição se propôs a "radiografar o cinema experimental".

O texto Individualização Apocalíptica, de Lucas Teixeira Simões Mathias, pós-graduando da Anhembi Morumbi, analisa a crescente individualização na série The Walking Dead. Ele parte da premissa de que ocorre um distanciamento entre os sobreviventes do apocalipse, o que gera um crescimento do individualismo, e leva isso para a contemporaneidade.

Cinema alternativo em Porto Alegre e o campo de disputa, de Carlos Eduardo Poerschke Voltz, mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tem como objetivo identificar os cinemas alternativos de Porto Alegre e refletir sobre como estes cinemas disputam espaço e público com cinemas comerciais, que exibem muitos filmes hollywoodianos. Além disso, o autor também apresenta a importância do cinema alternativo como opção de entretenimento.

Fernanda Cobo de Sousa, pós-graduanda na Universidade Federal de São Carlos, analisa a construção formal do episódio San Junipero, da série Black Mirror. O artigo Intermidialidade e impureza em Black Mirror: uma análise de San Junipero investiga o episódio a partir do teórico David Bordwell, para a análise poética, e de Lúcia Nagib, para a discussão sobre a intermidialidade.

Outros textos ainda abordam filmes de Tacita Dean, do diretor Jason Reitman, o seriado Disjointed, entre outros.


Capa do número 11 da Revista Movimento

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A Biblioteca da ECA acaba de lançar o Manual de Normalização complementar às Diretrizes USP para elaboração de Dissertações e Teses. O trabalho é de autoria dos bibliotecários Lilian Viana, Marina Macambyra e Welber Lustosa.

Marina Macambyra explica que, há alguns anos, os alunos passaram a procurar o serviço da Biblioteca para tirar dúvidas em relação a questões de normalização de documentos específicos. “As normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as Diretrizes USP têm muitas orientações e exemplos de referências e de citações, mas têm poucos exemplos e poucas explicações a respeito de filmes, vídeos do Youtube, músicas, partituras”, afirma Marina. Documentos com que o aluno da ECA trabalha frequentemente.

Pensando nisso, além de criar um manual que contempla as referências e citações que não estão claras nas norma ABNT e nas Diretrizes USP, a Biblioteca também produziu um treinamento presencial para normalização.

“A gente fez uma apresentação para ser usada no treinamento presencial e, se a pessoa quiser, pode ver a apresentação que está disponível no site e depois tirar dúvidas com a gente, marcando uma hora”, explica a bibliotecária.

O Manual de Normalização da Biblioteca da ECA: complementar às Diretrizes USP (ABNT) apresenta sugestões para citar vídeos do Youtube, tweets, páginas do Facebook, séries, partituras, entre outros materiais, além de respostas para algumas dúvidas frequentes.

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Em junho deste ano, Francisco Leite, pesquisador do grupo de pesquisa Centro de Comunicação e Ciências Cognitivas (4C), do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), publicou o livro As brasileiras e a publicidade contraintuitiva: enfrentamento do racismo pela midiatização da imagem de mulheres negras.

A publicação narra as experiências de mulheres (brancas e negras) com anúncios contraintuitivos protagonizados por mulheres negras, trazendo também uma compreensão por meio da vivência comunicacional dessas mulheres com relação aos significados que as narrativas publicitárias podem ter para colaborar ou não com a reprodução de estereótipos negativos que já recaem sobre a população negra no Brasil.

Francisco já estuda o tema da publicidade contraintuitiva e suas possibilidades de “produção de sentido para o deslocamento de estereótipos negativos” desde a iniciação científica, produzida quando ele fazia graduação no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), reforçado no mestrado realizado em 2009 e no doutorado em 2015, ambos realizados no Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) da ECA.

Tese de doutorado e a Metodologia Grounded Theory

O livro é resultado da tese de doutorado Experiências de interação de mulheres brasileiras com publicidade contraintuitiva: um estudo em Grounded Theory sobre a midiatização da imagem da mulher negra produzida por Leite com orientação do docente Leandro Leonardo Batista. A tese utilizou a metodologia qualitativa Grounded Theory (Teoria Fundamentada de Dados) que, segundo Leite, “demostrou potencial para nos apoiar a construir de modo rigoroso uma explicação sobre as experiências de interação de indivíduos com anúncios contraintuitivos”. O pesquisador, que foi o primeiro a utilizar essa metodologia na ECA, afirma que o método permite que os pesquisadores possam construir, por meio de base empírica, “uma teoria substantiva que apresente um retrato interpretativo do mundo estudado”.

Ele também explica que esse método exige um recorte definido para utilizar seus procedimentos e técnicas e seu objeto de pesquisa foi considerar as “mulheres brasileiras (brancas e negras) como informantes da pesquisa”. Os anúncios utilizados como meio de contato durante as entrevistas feitas com essas mulheres, possuíam, segundo o autor, mulheres negras em “posições qualificadas” dentro da sociedade. Na interação ocorrida com os anúncios, a pesquisa buscou demonstrar a experiência das brasileiras com os anúncios contraintuitivos, refletindo sobre a compreensão desse procedimento e dos sentidos ocorridos nesse processo comunicacional.

Abordagem dos estereótipos que recaem sobre as mulheres negras

O pesquisador relata que desejou abordar essa temática pois queria ir além da teoria e voltar-se para a prática tentando “compreender empiricamente, nos espaços da recepção, como as pessoas utilizavam e consumiam anúncios contraintuitivos e quais sentidos eram produzidos nessa experiência”. Esforçando-se para que a pesquisa saísse da academia e pudesse circular pela sociedade como um meio de conscientização “e de apoio aos debates e embates sociais (acadêmico, mercado profissional e do grande público) sobre o papel que a comunicação, especialmente, a publicidade como narrativa midiática poderia liderar ao participar dos esforços para a (re)construção de outras expressões e visões sociais em relação às minorias políticas”, comenta.

A escolha por discorrer sobre as mulheres, explica ao autor, deve-se ao fato de que elas são alvo de opressão e estigmatização, principalmente as mulheres negras – colocadas em posição de marginalização e discriminação social. Citando Kimberlé Williams Crenshaw, defensora dos direitos civis americano, o autor comenta que as mulheres negras são alvos de estereótipos, sofrendo preconceito de gênero e raça, fato este que marcam as suas histórias.

Partindo do pressuposto que os estereótipos são transmitidos por meio das interações sociais, podendo ser gerados e reforçados pelos meios de comunicações, é de extrema importância que exista esse tipo de pesquisa para possibilitar “a identificação de oportunidade para o deslocamento de seus conteúdos como propõe a comunicação contraintuitiva”. Segundo o autor, o livro vai além de uma denúncia sobre a persistência do racismo na área publicitária, mas também “apresenta caminhos para a inclusão adequada de negros e negras nos espaços midiáticos e publicitários”.


O pesquisador Francisco Leite (à direita) ao lado do seu orientador de doutorado, o docente Leandro Leonardo Batista (à esquerda). Foto: Facebook