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Em entrevista ao portal O povo, Eugênio Bucci, docente do Departamento de Informação e Cultura (CBD) da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), aborda a importância da checagem de informações pela imprensa antes da publicação, evitando a ocorrência de FakeNews, falsas notícias, e atendendo à demanda da sociedade por informações confiáveis.

O primeiro questionamento da entrevista é referente à visão de Bucci a respeito da propagação de notícias falsas nas redes sociais. Para o docente, é preciso entender o conceito por trás do termo fake news, pois notícias falsas existem desde o surgimento da “imprensa convencional”. A principal questão são imprecisões, distorções e erros nas informações que são publicadas pela imprensa. Bucci conclui dizendo que todos nós estamos em meio a notícias fraudulentas que visam “fraudar os processos decisórios da democracia” e são diferentes de erros jornalísticos que, quando ocorrem em uma redação jornalística de qualidade, essa busca corrigi-los. 

Eugênio Bucci debate sobre o conceito de fake news. Foto: Marcos Santos

Quando questionado sobre o ensaio de um autor alemão que atribui o fato da fake news ter surgido por conta do neoliberalismo, o docente explica que não tem conhecimento do ensaio, mas que é claro que a divulgação de notícias fraudulentas é um indício de desajustes da atual sociedade: “Teríamos várias lentes diferentes para olhar para isso. Mas, sem dúvida, é um sintoma de desajustes, contradições, iniquidades da sociedade contemporânea. É um sintoma de esgotamento de certas fórmulas da democracia. Ou seja, há uma crise da democracia claramente desnudada pelo sintoma das notícias fraudulentas”, conclui.

Bucci também aborda a questão da ética do profissional de jornalismo, bem como das empresas de comunicação, explicando que mesmo com a necessidade do jornalismo de ser independente de interesses comerciais, no atual contexto da maioria das empresas brasileiras, isso não é possível: “Se nós queremos ter uma grande imprensa; se quisermos uma imprensa que seja valorizada pela totalidade da sociedade, nós precisamos enfrentar esses temas”, afirma.

Por fim, o docente afirma que o jornalismo está caminhando para algo melhor, apesar dos problemas e dificuldades. É preciso que haja um ambiente onde a democracia progrida para que a imprensa também caminhe para uma melhor qualidade de seus trabalhos. A sociedade vai demandar mais da imprensa e essa terá que checar os fatos antes de publicá-los. “Então, se vencer a liberdade, se vencer a democracia, do Estado de Direito; se vencerem as causas da inclusão, da justiça social, nós, por um caminho ou outro encontraremos soluções para que a imprensa seja melhor. Ela terá de ser”, conclui.

A entrevista completa pode ser acessada aqui.

 

Facebook apoia projetos contra fake news

No dia 5 de janeiro, o Facebook anunciou o apoio a dois projetos contra a divulgação de notícias falsas no Brasil. O primeiro projeto trata-se de um robô online, de inteligência artificial, chamado Fátima, que orientará o usuário ao trafegar e assimilar as informações disponíveis na internet. 

O segundo projeto, nomeado “Vaza, falsiane”, será um curso online disponibilizado gratuitamente aos usuários do Facebook, ministrado pelos jornalistas Leonardo Sakamoto (PUC-SP), Rodrigo Ratier (Faculdade Casper Líbero) e Ivan Paganotti, doutorando em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

O curso pretende explicar aos usuários da rede como reconhecer notícias potencialmente falsas por meio de vídeos, testes e memes colhidos do Facebook e outras redes sociais. Segundo Ivan Paganotti, um dos idealizadores do “Vaza, falsiane”, o projeto foi pensado para juntar os conhecimentos acadêmicos dos criadores a fim de torná-los disponíveis ao público em geral através de um “material acessível e didático”. Para Paganotti, o projeto pretende “mostrar o que é a fake news e as consequências que ela pode provocar”, possibilitando aos usuários diferenciarem a veracidade das informações.

Ambos os projetos serão aplicados somente aos usuários brasileiros e estarão disponíveis em junho deste ano.

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A Revista Alterjor, publicação do Grupo de Pesquisas Alterjor do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), lançou uma nova edição — volume 1, número 17.

A edição conta com a seção denominada Memória, na qual Valquíria Aparecida Passos Keneipp, doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), apresenta uma entrevista exclusiva feita com Eduardo Coutinho, cineasta e documentarista brasileiro falecido em 2014.

O Especial, escrito por Eliza Bachega Casadei, traz como tema A mulher brasileira na Revista Paris Match de 1949 a 2010. A seção de artigos apresenta dez textos, abordando o jornalismo esportivo, por Marcelo Cardoso, a linha editorial do jornalismo brasileiro, por Patricia Sheila Monteiro, os perfis das vozes presentes nas revistas semanais brasileiras, por Mara Rovida e Ana Beatriz Felicio, entre outros. Completa a edição a entrevista sobre jornalismo olímpico internacional e a imprensa espanhola, por Carlos Tavares Jr. 

A Revista Alterjor é uma publicação semestral, desenvolvida pelo Grupo de Pesquisas Alterjor (ECA-USP) voltada para o jornalismo popular e alternativo, com o objetivo de provocar a reflexão no leitor sobre a viabilização da democratização da comunicação para todos os componentes da sociedade. O grupo Alterjor integra professores, pesquisadores, profissionais e estudantes de graduação e pós-graduação que detêm interesse em desenvolver estudos e pesquisas na área de jornalismo popular e alternativo. A revista pode ser acessada pelo Portal de Revistas da USP.

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No mês de fevereiro começam as inscrições para os cursos de difusão da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Entre eles estão os cursos de trombone, fagote, ateliê de artes para crianças, percussão contemporânea e vivência com a arte. Abaixo segue a relação completa dos cursos fornecidos e a disponibilidade de vagas:

Curso de Fagote (8 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Curso de Oboé (5 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Curso de Órgão (6 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Curso de Trombone (3 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Curso de Trompa (2 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Curso de Trompete (8 vagas)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Percussão Contemporânea: Aspectos técnicos e interpretativos (1 vaga)

Inscrições: somente online.

Período de inscrição: 01/02/2018 até 10/02/2018

Prática Orquestral I (80 vagas)

Inscrições: através do preenchimento de ficha de inscrição presencial.

Período de inscrição: 15/01/2018 até 15/02/2018 das 9h às 16h

Vivências com a arte para jovens e adolescentes (25 vagas)

Inscrições: através do preenchimento de ficha de inscrição presencial.

Período de inscrição: 20/02/2018 até 20/03/2018 das 9h30 às 16h30

Ateliê de artes para crianças (20 vagas)

Inscrições: através do preenchimento de ficha de inscrição presencial.

Período de inscrição: 20/02/2018 até 20/03/2018 das 9h30 às 16h30

Os cursos de Percussão Contemporânea: Aspectos técnicos e interpretativos, Prática Orquestral I e de instrumentos possuem diferentes critérios de seleção que podem ser conferidos aqui. Já os que necessitam de inscrição online, devem ser feitos através do Sistema Apolo no menu à esquerda na opção "Inscrições On-line" dentro do período de inscrições.

Corpo:

A Direção da ECA recebe até o dia 24 de janeiro inscrições para o processo seletivo para a contratação de professor temporário, com jornada de 12h semanais, junto ao Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP).

 

Edital Nº 01/2018/ECA refere-se à contratação de um docente temporário para ministrar as disciplinas CRP-0385: Teoria das Organizações e CRP-0388: Identidade Corporativa e Cultura Organizacional.

 

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, por meio de requerimento dirigido ao diretor da ECA e acompanhado de documento de identificação (RG, RNE ou passaporte), CPF (para candidatos brasileiros) e prova de que o candidato é portador do titulo de Doutor ou Mestre, outorgado ou reconhecido pela USP ou de validade nacional.

 

O processo de seleção será composto por Prova Escrita (peso 2) e Prova Didática (peso 3). A contratação será por prazo determinado e entra em vigor a partir da data do exercício até 31 de dezembro de 2018, com possibilidade de prorrogações, desde que a soma dos períodos não ultrapasse o prazo de dois anos.

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A edição número 68 da Revista do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) homenageia Sábato Magaldi (1927-2016), que foi docente da disciplina de História do Teatro na Escola de Arte Dramática (EAD) e ministrou aulas sobre teatro brasileiro no Departamento de Artes Cênicas (CAC). A publicação traz um breve dossiê com o perfil do intelectual, seguido de uma entrevista com a escritora Edla van Steen, esposa de Magaldi, e uma reprodução de uma carta de Mário de Andrade endereçada ao crítico e professor, redigida em 1944.

Nascido em Belo Horizonte, mudou-se para São Paulo na década de 1950 onde foi responsável pela seção teatral do Suplemento Literário do jornal O Estado de São Paulo e comentarista de teatro do Jornal da Tarde desde a sua criação, em 1966. Em 1983, defende sua livre-docência na ECA com a tese Nelson Rodrigues: Dramaturgia e Encenações. Magaldi publicou mais de 20 livros, entre eles, Depois do espetáculo, Amor ao Teatro: Sábato Magaldi e Panorama do Teatro Brasileiro, sendo responsável por organizar as obras de Nelson Rodrigues, de quem era amigo pessoal. Em 1994, o crítico foi eleito para ocupar a cadeira número 24 da Academia Brasileira de Letras, que já fora ocupada por Manuel Bandeira.


Nova edição da revista do IEB traz dossiê sobre o crítico de teatro e professor da ECA Sábato Magaldi, falecido em 2016. Foto: Mauro Bellesa/IEA

A Revista do IEB homenageia o docente com um dossiê que aborda a carreira de Sábato Magaldi. Em artigo intitulado Sábato Magaldi Vivo, João Roberto Faria, docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e Marcos Antônio de Moraes, do IEB, discorrem acerca dos trabalhos e da importância do trabalho do crítico para o teatro brasileiro. “Consciencioso, [Sábato Magaldi] construiu uma obra crítica indispensável, que se lê com prazer, pois escrita com clareza e conhecimento profundo do teatro universal e brasileiro", escrevem os docentes. "Além do preparo intelectual, outra característica de Sábato pode ser lembrada: a honestidade com que desempenhou seu papel de crítico teatral”, conclui o artigo.

Em seguida, tem-se o texto Sábato por Edla, por Edla van Steen, viúva de Sábato e responsável por compilar diversos escritos que o autor publicava em jornais e transformá-los em livros. Em entrevista para Faria e Moraes, ela fala sobre o início no jornalismo, seus trabalhos e críticas, e ainda sobre a contribuição do professor para o teatro brasileiro. Por fim, em Mário, Sábato, o docente Marco Antonio de Moraes discorre sobre a relação de amizade entre Sábato Magaldi e o escritor Mário de Andrade. Ao final do texto, é reproduzida uma carta que o modernista enviou ao crítico em 1944.

A edição também conta com artigos sobre a obra artística de Tom Zé nos anos 1970, um estudo sobre o escritor João Cabral de Melo Neto e a poeta norte-americana Marianne Moore, um artigo sobre os dilemas do modernismo brasileiro a partir do estudo de cartas escritas por Carlos Drummond de Andrade, Mário de Andrade e Manuel Bandeira nos anos de 1920, e resenhas sobre obras de Lima Barreto e Graciliano Ramos, entre outros.

A edição pode ser lida integralmente no Portal de Revistas da USP.