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O Departamento de Música (CMU) lança no dia 26 de abril um novo grupo de estudo, o POEM - Poéticas Orientais em Música. Organizado por André Ribeiro (compositor e orientalista), Cintia Harumi (arte-educadora e etnomusicóloga), Júlio Stabelini (antropólogo), o POEM é um coletivo multidisciplinar de pesquisa formado por pesquisadores em arte, música e orientalidades na cultura urbana.

O grupo surge da iniciativa de abrir novas frentes de pesquisa sonora sob o signo do Oriente e busca traçar o mapa das influências orientais e seus traços afirmativos na cultura musical brasileira. Visa também compreender o processo da recepção brasileira às culturas orientais nos territórios da expressão e arte, além de envolver diversas disciplinas em conjunto com a música: antropologia, etnomusicologia, estudos pós-coloniais e literatura.

Com encontros quinzenais, o grupo funcionará como coletivo de pesquisa, ao reunir pesquisadores de orientalidades interessados em difundir seus projetos e beneficiar de uma cultura multidisciplinar.

Para mais informações e inscrições, acesse o site do grupo ou entre em contato pelo e-mail do pesquisador André Ribeiro. 


O músico André Ribeiro é um dos organizadores do grupo. Foto: Site do grupo POEM

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Nosso país atualmente passa por uma série de modificações relacionadas aos cortes de recursos destinados à cultura. Há também modificações relacionadas à arte e a maneira como a sociedade a tem consumido. Em meio a tantas dificuldades e mudanças, grupos de estudo e pesquisa vêm resistindo às mudanças. É o caso do grupo Arte & Fotografia, com orientação do professor Tadeu Chiarelli, que está completando 15 anos ininterruptos de existência.

O grupo de estudos, que é vinculado ao Departamento de Artes Plásticas (CAP), teve início em 2004 e desde então promove encontros semanais de três horas entre pesquisadores, quando são estudados textos de metodologia em história da arte, textos específicos sobre história da fotografia e fotografia contemporânea. Também são organizados seminários internos sobre os projetos de pesquisa dos membros do grupo, que é composto por estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Eventualmente, também são convidadas pessoas de fora do grupo para discutirem seus trabalhos. Além disso, o número de participantes varia de acordo com o semestre. Atualmente, o grupo é composto por sete membros, no entanto, já passaram por lá integrantes que hoje são professores universitários em outros estados (Maranhão e Ceará, por exemplo), também pesquisadores que trabalham no exterior, além de agentes culturais em instituições de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Em quinze anos, o grupo de estudos Arte & Fotografia realizou colóquios, seminários e oito edições do Boletim Grupo de Arte & Fotografia. Foto: Reprodução/Geartfoto

Líder do grupo, Tadeu Chiarelli já foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 2015 e 2017, e diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC), entre 1996 e 2000. Para o docente, nos últimos tempos tivemos muitas mudanças na arte, principalmente na fotografia: “penso que nos últimos quinze anos o universo da fotografia foi muito modificado pelo advento da fotografia digital e pelo uso do smartphones. Hoje existe uma outra fotografia que tomou conta absoluta de todas as relações. Por outro lado, é para sublinhar igualmente o interesse por parte de museus e colecionadores em relação à fotografia. Essas questões trazem novos problemas para aqueles que estudam as artes visuais. E esses problemas, por sua vez, estão sempre presentes nas discussões e leituras do grupo de estudos”, conta.

A arte também vem ao encontro da educação, pois por meio dela é possível ter acesso a cultura de um país e promover reflexões sobre muitos problemas sociais. Sobre isso, Tadeu afirma que hoje ela acaba por se tornar um dos raros espaços no país para um debate crítico. “Para mim, o ensino, a produção e a divulgação da arte são alguns dos poucos caminhos para que a sociedade consiga transformar o real de maneira plena e com consequências positivas para essa mesma sociedade.”

Sobre o fato de um grupo de estudos conseguir existir por tantos anos, em meio a crises recorrentes na  área da cultura, Tadeu comenta: “uma das minhas maiores realizações como docente e pesquisador da USP é poder manter esse núcleo de estudo e debate sobre arte, contribuindo para a formação de jovens intelectuais e artistas, tornando-os profissionalmente mais capazes de desenvolverem suas habilidades de maneira crítica e consequente.”

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Parte integrante do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, coordenado pelo docente Gilson Schwartz, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), surgiu o projeto Iconomia, acrônimo para Incubadora de Conteúdos em Novas Mídias e Infra-estruturas Audiovisuais. Contemplado pelo edital de empreendedorismo da Pró-Reitoria de Graduação, InovaGrad, o Iconomia desenvolve uma plataforma de economia criativa de criptomoedas destinadas ao investimento de produção e troca nos campos artísticos, criativos, sociais e sustentáveis, além de já possuir uma coluna de podcasts de mesmo nome na Rádio USP.

A futura plataforma Iconomia caminha para promover a emissão, conversão e circulação de moedas criativas, que se desprendem do conceito padrão das criptomoedas (de apenas gerar capital) para trazer um significado disruptivo e inovador: provocar investimento digital em práticas construtivas e cidadãs para a sociedade que envolvam talentos, criações artísticas, jogos, sustentabilidade, impacto social, compartilhamento e, sobretudo, criatividade.

Segundo Schwartz, é “uma ação completa e complexa da Universidade no campo do empreendedorismo 'iconômico'", no qual cinco dimensões aparecem integradas: inovação, socialização, criatividade, sustentabilidade e solidariedade. "Esses são os eixos de valor, digamos assim, da narrativa teórico-metodológica, crítica e ativista da 'iconomia', espelhada numa 'Cidade do Conhecimento' com mídias e infra-estruturas audiovisuais”, completa. 


Seminário da Unctad em Genebra, onde o projeto de moedas criativas foi apresentado ao público

Graças ao InovaGrad, será implementada a rede UAIFAI – acrônimo para Universidade Aberta à Imaginação, à Fantasia e às Artes da Invenção, com o apoio dos bolsistas Eduardo Pacheco (Faculdade de Direito), Christian Alexsander (do curso de Artes Cênicas da ECA) e Gilson Miranda Júnior (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). É uma rede que produz mídias, conteúdos, infra-estruturas audiovisuais com jogos de sociedade, eventos, games, podcasts e projetos já planejados até 2021.

Em breve, o grupo abrirá espaço para associação na chamada Galeria de Arte Dramática, Jogos e Experiências Transmidiáticas (GADJET) e na Incubadora Fantástica (IF), um ambiente projetado unicamente para abrigar criações, virtudes, habilidades, ideias e invenções que colaborem com o conceito de um horizonte mais sustentável e criativo, para que também se conectem com as perspectivas do Iconomia.

A ideia do grupo é, principalmente, ressignificar o mundo das moedas virtuais para algo mais positivo à sociedade. O docente acredita que dominar as criptomoedas é condição para que a humanidade esteja no controle do universo algorítmico, automotivo e digital. “Toda moeda é parte de um jogo, cabe à sociedade reinventar as regras do jogo para motivar formas menos cruéis de competição e mais sustentáveis de colaboração, solidariedade e compartilhamento", explica Schwartz.


Chris Alexsander, aluno do curso de artes cênicas e bolsista InovaGrad

 

Fotos: acervo do projeto

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A Com-Arte, editora-laboratório do curso de Editoração da ECA, mantém a Coleção Primeira Impressão, que se propõe a publicar livros inéditos de crônicas, contos, novela ou romance de autores estreantes que pertençam à comunidade USP: alunos, professores e funcionários técnico-administrativos.

Neste ano, os interessados devem encaminhar os originais de suas obras inéditas por e-mail, até o próximo dia 25 de abril, em arquivos Word (não serão aceitos arquivos em .pdf ou outro programa), com o texto formatado no tipo Times New Roman, corpo 12, texto justificado, espaçamento de 1,50 cm entre as linhas de texto, entrada de parágrafo de 1,25 cm, com margens superiores e inferiores de 2,50 cm, e margens esquerda e direita de 3,00 cm. Os originais não podem exceder a extensão de 200 páginas, na configuração requerida. Os arquivos que não estiverem no padrão estabelecido serão desclassificados.

No corpo do e-mail de inscrição deverá constar nome completo do autor, título e gênero da obra, instituição em que estuda ou trabalha, número de telefone para contato e endereço de e-mail.

Por razões técnicas, serão acolhidos só os dez primeiros originais inscritos, por ordem cronológica de recebimento, que, por sua vez, serão submetidos ao voto dos alunos da disciplina Critérios de Seleção: Prosa de Ficção, disciplina obrigatória do curso de Editoração. Os pareceres serão pautados segundo critérios da teoria e da crítica literária aprendidos durante a disciplina. 

Todos os autores receberão um parecer editorial sobre a obra inscrita. As obras que receberem parecer favorável poderão ser publicadas em livros da Com-Arte, na Coleção Primeira Impressão.

 

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A Diretoria da ECA divulgou hoje, dia 16, o resultado da eleição para o novo representante docente e respectivo suplente junto ao Conselho Técnico Administrativo (CTA) da ECA. 

Foi eleita a chapa formada pelo professor Mário Rodrigues Videira Junior (titular) e pela professora Adriana Lopes da Cunha Moreira (suplente), ambos do Departamento de Música (CMU).

A chapa terá um mandato de 17 de abril a 16 de abril de 2021.

Para mais informações, consulte a página da Assistência Acadêmica.