Corpo:

Projeto completa treze anos de duração e acaba de divulgar novos depoimentos 

 

Marisa Orth, Rosi Campos, Ana Cañas, Marcelo Tas, Vera Holtz. Esses são apenas alguns dos diversos nomes de artistas e comunicadores que já passaram pela ECA. Muitos deles já deram suas impressões sobre seus memoráveis anos de estudos na USP e elas podem ser vistas por meio do projeto Memórias Ecanas

Todo ano, novos depoimentos são produzidos e colocados no ar. A última temporada traz nomes como Ricardo Di Roberto e Flávio de Souza, artistas bastante familiares para aqueles que nasceram nos anos 90 ou um pouco antes. Mais conhecido como Japinha, Ricardo é baterista do CPM 22 e um dos fundadores da banda Hateen. Do tempo em que estudou Turismo na ECA, uma das coisas que mais o marcou foi o Café Acadêmico com o jornalista Álvaro Pereira Jr., que ele admirava e que havia elogiado uma gravação demo do Hateen em sua coluna na Folha de São Paulo. Japinha também destaca lembranças de várias edições do JUCA - das quais participou em diferentes modalidades esportivas -, e de Festecas em que teve a oportunidade de discotecar. 

Roteirista, escritor e ator, Flávio de Souza é um dos criadores dos programas infantis Rá-Tim-Bum, Mundo da Lua e Castelo Rá-Tim-Bum, verdadeiros clássicos da televisão brasileira. No Castelo, além de escrever, Flávio também interpretou Tíbio, o cientista que ao lado de seu irmão gêmeo Perônio (vivido por Henrique Stroeter) fazia experiências para desmistificar objetos e situações do cotidiano. De sua passagem pela ECA em meados dos anos 70, Flávio destaca suas idas constantes à biblioteca, onde devorava filmes e peças de teatro nacionais e estrangeiras. Tímido, transformava os seminários acadêmicos em pequenos espetáculos teatrais para contornar a insegurança de falar em público. A forma inusitada de apresentar os trabalhos da faculdade acabava fazendo sucesso entre os colegas de turma. 

Flávio de Souza, um dos participantes da última temporada do Memórias Ecanas. Foto: Divulgação/ Youtube Memórias Ecanas 

 

O projeto Memórias Ecanas teve início em 2006, no Departamento de Publicidade, Relações Públicas e Turismo (CRP), com a coordenação do professor Paulo Nassar, também líder do Grupo de Estudos de Novas Narrativas (GENN). A produção do projeto abrangeu técnicas das áreas de história, comunicação, antropologia e audiovisual, com o objetivo de pensar a identidade da Escola, dos seus cursos e conteúdos, tudo isso gravado em vídeo e disponibilizado em plataformas digitais. Todo o conteúdo - que hoje conta com mais de 600 depoimentos - é produzido por alunos de Relações Públicas, na disciplina intitulada Novas Narrativas no Contexto da Comunicação e das Relações Públicas.

Um dos intuitos do projeto é aproximar o público das memórias de pessoas que estão atualmente na ECA e também daquelas que já passaram pela escola, sendo elas famosas ou não. Afinal, histórias, ainda mais aquelas pessoais, possuem esse poder. Através delas também há a aproximação com o conhecimento, segundo o professor Nassar: “narrar e ser narrado é um meio de se conhecer, não só a si mesmo, como a seu meio. Pela narrativa o homem se equilibra e resolve suas angústias. Quando olhamos para o reflexo, não enxergamos o objeto real e sim a sua imagem”, afirma.

Assim, ao assistir Memórias Ecanas, o público tem a oportunidade de conhecer histórias de pessoas que estiveram na ECA, compartilhadas com a riqueza que o formato de depoimento carrega por si só. A atriz Marisa Orth, por exemplo, apresenta uma série de lembranças do tempo que estudou na Escola de Arte Dramática (EAD), no começo dos anos 80. Ela conta sobre o episódio em que roubaram seu carro, que foi localizado posteriormente na Faculdade de Psicologia, com os figurinos espalhados pelo caminho, pendurados em árvores. Tudo isso é relatado de maneira espontânea e bem-humorada, como é característico da atriz. 

Em outro episódio, o apresentador Marcelo Tas conta sobre o início de sua vida profissional, quando entrou na vida militar e depois estudou Engenharia na Escola Politécnica. Mas foi na ECA que Tas acabou descobrindo sua vocação de comunicador. 

Recentemente, o idealizador do projeto, professor Paulo Nassar, escreveu com detalhes sobre o Memórias Ecanas e a importância das reflexões sobre narrativas em um ensaio intitulado “Educação Transmídia na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) - Memórias Ecanas : a escola pensando sua identidade”. O texto é um dos capítulos do livro Estudos sobre a Criatividade, da editora Gênio Criador. 

Todos os episódios de Memórias Ecanas podem ser assistidos no canal do YouTube.

 

 

 

Corpo:

Livro recém-lançado conta com artigos de professores do CMU e aborda a convergência entre os dois campos do saber

 

A Filosofia, considerada a mãe das ciências, é caracterizada pela linearidade e a predominância do pensamento racional. A Arte, por sua vez, é vista por muitos como transgressora e heterogênea. Desse ponto de vista, ambas parecem antagônicas, modos distintos de enxergar a realidade a ponto de não convergirem. Entretanto, autores como Friedrich Schlegel e Friedrich Nietzsche contestaram tal noção mostrando que estes campos possuem afinidade entre si.  

Nesse contexto, artigos escritos pelos professores da ECA Mário Videira e Mônica Lucas, do Departamento de Música (CMU), se unem a textos de outros autores no livro Arte e Filosofia, lançado em outubro pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e que agora é disponibilizado gratuitamente na internet. A fim de levantar hipóteses e discussões acerca da comunhão entre Filosofia e Arte, a publicação traz uma série de trabalhos apresentados no evento IV Simpósio Diálogos: Arte e Filosofia, organizado por Ubirajara Rancan de Azevedo Marques, professor de Filosofia na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília. 

Intitulado Arte e Filosofia, o livro reúne as contribuições de dezesseis pesquisadores presentes no evento, somando-as ao pensamento dos autores que antes contestaram a norma, como os citados no início. Desse modo, o objetivo do livro é reconhecer a união desses campos, compreendendo-os como troncos de uma mesma árvore que se entrelaçam. 

 Foto: capa do livro Arte e Filosofia

 

O capítulo da professora Mônica Lucas

A professora Mônica Lucas escreveu o segundo capítulo do livro, intitulado O conceito de invenção musical em Johann Mattheson (1739). A partir de um levantamento histórico, ela investiga como o período da Reforma Luterana produziu fortes reflexões sobre a música e a linguagem, tomando como base terminologias derivadas da retórica e poética clássicas para descrever fenômenos musicais. Baseando-se no escrito Der vollkommene Capellmeister (O mestre-de-capela perfeito, 1739), de Johann Mattheson, ela aprofunda sua análise fundamentada no conceito de invenção melódica do autor, sob a ótica de retórica musical.

O capítulo do professor Mário Videira

O professor Mário Videira escreveu o quarto capítulo do livro, com o título Schiller, Körner e a questão da estética musical, cujo objetivo é “examinar as concepções estéticas referentes à música em textos selecionados de Schiller e Körner”. Para isso, Mário se baseia na obra de Kant, Crítica da Faculdade do Juízo (1790), com o propósito de restabelecer seus principais pontos, bem como a influência no projeto estético de Schiller para, em seguida, fazer a correlação entre Schiller e Körner. Em seguida, o professor busca demonstrar a ideia de que o conceito de “caráter”, estabelecido por Körner, é tributário do pensamento retórico-musical de Mattheson.

O livro completo está disponível para download e pode ser acessado clicando aqui.

Corpo:

O curso é multifacetado, composto por disciplinas de diversas linguagens artísticas

 

A partir do dia 9 de dezembro, estarão abertas as inscrições para o curso de especialização Arte na Educação: Teoria e Prática, promovido pelo Departamento de Música (CMU), com coordenação dos professores Pedro Paulo Salles (CMU) e Rosa Iavelberg, da Faculdade de Educação da USP (FEUSP). As inscrições vão até o dia 9 de fevereiro de 2020 e devem ser feitas somente pelo email pos.eca.arteduc@usp.br. A prova de seleção será realizada no dia 16 de fevereiro de 2020, das 10h às 13h.

Presente nos museus, instituições culturais e projetos sociais, a arte é também componente obrigatório e muito importante no currículo escolar. Assim, trabalhar esta prática requer muita reflexão sobre os modelos contemporâneos de arte, assim como também requer constante aperfeiçoamento de seus profissionais, que estão em vários setores, como educação formal, instituições culturais, ONGs, entre outros. 

O objetivo do curso é o de formar educadores em diversas linguagens da arte, como Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, perpassando as Artes Integradas e considerando que é necessário a educadores e gestores sua atuação profissional atualizada. É importante saber fazer e saber sobre arte com objetivo social e histórico, dominar as orientações didáticas acerca do assunto e ter conhecimentos sobre as relações entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento nas linguagens artísticas e temas afins à arte e educação. 

O curso está composto por disciplinas dentro da arte, como A Linguagem das Mídias Digitais, Acessibilidade e Ensino da Arte na Educação Inclusiva, Dança, Teatro, entre muitas outras. 

Clique aqui para consultar os valores do curso e saber mais sobre bibliografia e documentos para inscrição.

A especialização terá diversas disciplinas integradas, como teatro, música, dança, entre outras. Foto: Mariana Chama

 

 

Corpo:

Chefes dos departamentos, presidentes de comissões e assistentes fizeram uma apresentação da pesquisa desenvolvida na unidade

 

No dia 2 de dezembro, a ECA recebeu a visita do Pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Roberto Accioly Canuto, e da assessora da PRP, professora Ana Paula Tavares Magalhães. Eles participaram de uma reunião com o diretor da ECA, Eduardo Monteiro, e os chefes dos oito departamentos da unidade, além de presidentes de comissões, integrantes da Comissão de Pesquisa da ECA e assistentes de direção da unidade. 

Durante a reunião, o Pró-reitor anunciou a publicação, até o final deste ano, de um novo edital de fomento da PRP, voltado à ciência cidadã. Segundo o docente, este edital abrirá possibilidades de parcerias entre a USP e a sociedade no campo da pesquisa acadêmica. “Pelo que eu observei aqui hoje, vejo muito potencialidade de participação da ECA neste edital”, declarou o Pró-reitor. 

O objetivo do encontro foi apresentar ao Pró-reitor a pesquisa da ECA e expor algumas das demandas da unidade nessa área, que engloba de projetos de iniciação científica a pós-doutoramento. Os chefes dos oito departamentos da ECA e a presidente da Comissão de Pesquisa, Irene Machado, mostraram um breve perfil da pesquisa da unidade em suas áreas de conhecimento. A ECA conta hoje com 39 grupos de pesquisa, seis Núcleos de Apoio à Pesquisa, sete centros de estudo e quatro centros de pesquisa.


Ana Paula Tavares Magalhães, docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e assessora da PRP, e o pró-reitor de pesquisa da USP, Sylvio Roberto Accioly Canuto, em visita à ECA. Foto: Verônica Cristo

O diretor da ECA ressaltou a importância da visita do Pró-reitor no sentido de consolidar uma visão crescente na Universidade de que “a criação e a performance artística são manifestações igualmente relevantes na área de pesquisa”, reforçando o caráter empírico e prático que caracteriza uma parcela da produção acadêmica da ECA. Eduardo Monteiro ressaltou ainda os esforços para a indexação dessa pesquisa para além da publicação de artigos em periódicos.

Segundo Sylvio Canuto, a Pró-reitoria de Pesquisa tem procurado valorizar todas as áreas do conhecimento, com respeito as suas especificidades, citando, por exemplo, o recém-criado Prêmio Excelência para Novas Lideranças, que teve entre os seus vencedores o professor Mário Videira, do Departamento de Música (CMU). Tais iniciativas visam valorizar a pesquisa acadêmica pelo seu impacto e alcance na sociedade. “O impacto científico vai muito além do que meramente a citação de um artigo científico”. Para o docente, não se pode tratar a valorização de um trabalho de pesquisa como uma avaliação de currículo: “não é uma olimpíada curricular”.

Corpo:

Medida tem o objetivo de valorizar a carreira docente na USP

 

Em reunião realizada no dia 27 de novembro, a Congregação da ECA aprovou moção acerca da revisão do teto salarial das Universidades estaduais paulistas, defendendo a sua equiparação ao teto das Universidades federais. 

Leia o texto na íntegra:

 

Moção da Congregação da ECA

No sentido de defender a carreira docente da Universidade de São Paulo, a Congregação da Escola de Comunicações e Artes, reunida em nona sessão ordinária, de 27 de novembro de 2019, solicita ao Conselho Universitário  da USP que:

1) redija uma moção em defesa da equiparação do teto salarial de USP, Unicamp e Unesp ao teto salarial vigente nas Universidades Federais, dando-lhe ampla divulgação;

2) constitua uma comissão de professores notáveis da USP para auxiliar o Reitor a negociar junto ao governo estadual e à Assembleia Legislativa uma solução definitiva para essa diferença abissal entre o teto salarial das universidades paulistas e o das universidades federais.

Por fim, a Congregação da ECA reconhece a legitimidade e o mérito da emenda constitucional 41/2003, que trata da remuneração e dos subsídios de ocupantes de cargos e empregos públicos. No entanto, tendo em vista que, no momento, possam existir impedimentos legais para sua efetivação, o colegiado apoia todas as ações no sentido de viabilizar, sob o ponto de vista jurídico, o seu cumprimento o mais rapidamente possível.     

 

A questão vem sendo debatida há alguns anos pela Reitoria da USP junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em mensagem à comunidade acadêmica, o professor Vahan Agopyan, reitor da USP, relatou as medidas que tem sido tomadas para a revisão do teto salarial das Universidades paulistas.