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A exposição Anatomias de Abril, de Claudio Mubarac, docente do Departamento de Artes Plásticas (CAP), está em cartaz até o dia 28 de abril na FACE Gabinete de Arte, em Pinheiros. Seu mais recente trabalho pode ser visto de terça a sexta-feira, das 11h às 19h e, aos sábados, das 11h às 15h. A curadoria da exposição é de Ana Gonçalves Magalhães, professora do Museu de Arte Contemporânea da USP.

De acordo com o artista, o título do conjunto é um jogo semântico. A origem de “abril” remete a aprillis, que significa “aquilo que germina, aquilo que nasce”, e também ao nome etrusco antigo de Vênus, deusa da beleza e do amor. 


Claudio Mubarac. Sem título, sem data. Aquarela sobre papel. 70 x 100 cm. Foto: João Musa

O artista também aborda a anatomia do corpo humano em suas obras. Ele explica que o interesse por anatomia começou no fim dos anos 80, após sofrer um acidente. “Nessa época, eu fazia muitos retratos e comecei a ter curiosidade de nos entender por dentro. Comecei a vasculhar uma série de livros antigos e atuais de medicina. Daí começou uma coisa que nunca mais parou”, conta.


Claudio Mubarac. Sem título, sem data. Gravura em metal. 53 x 50 cm. Foto: Jorge Bastos

Na exposição, encontram-se trabalhos de Mubarac dos últimos três anos na forma de aquarelas, gravuras e telas. Nas gravuras, ele usou papeis com diferentes fibras, texturas e tons para dar forma a desenhos únicos.

Exposição Anatomias de Abril fica em cartaz até o dia 28 em galeria no bairro de Pinheiros. Foto: Divulgação/FACE Gabinete de Arte

Claudio Mubarac é doutor em artes pela ECA e orientador junto ao Programa de Pós-graduação em Artes Visuais, na área de Poéticas Visuais. Seu trabalho de pesquisa concentra-se nas áreas de gravura, desenho, história da arte, pintura e história dos processos de impressão.

Serviço:
Exposição Anatomias de Abril
Data: até 28 de abril
Horário: de terça a sexta-feira, das 11h às 19h, e aos sábados, das 11h às 15h
Local: FACE Gabinete de Arte (R. Cunha Gago, 208, Pinheiros, São Paulo)

Corpo:

Na última semana, Massimo di Felice, docente do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), apresentou um manifesto de cidadania digital em evento na Itália. O manifesto é resultado de uma pesquisa realizada pelo docente, em 2016, por meio do Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e tem a participação de pesquisadores e centros de pesquisa de quatro países – Brasil, Portugal, Itália e França.

Entre os objetivos do manifesto está a capacidade de demonstrar os novos tipos de interações sociais  e conectivas existentes naquele período, além de “identificar a ecologia das interações dos movimentos sociais nas redes no ano de 2016”, explica o docente.

Ainda segundo o professor, o manifesto será publicado no Brasil em um próximo evento que o docente participar, no entanto, ele já está disponível para leitura na internet. O manifesto é dividido em quatro documentos: Da sociedade para as redes conectivas; Dos parlamentos às plataformas digitais; Do sujeito político à pessoa digital e Educando para a cidadania digital.


Docente do CRP, Massimo di Felice publica manifesto de cidadania digital em parceria com pesquisadores e centros de pesquisas de quatro países. Foto: Mara Mércia/LabFoto

A primeira parte do documento afirma que o social não é somente constituído por humanos, mas também por algoritmos, data base, florestas, entre outros, que começam a participar e a influenciar as ações humanas. O texto pontua que, como seres, não vivemos apenas em nações, países ou cidades, mas por meio de diferentes modos de conexão, toda a biosfera.

A segunda parte cita que “dentro das ecologias transorgânicas, agir sozinho é impossível”, citando que todas as escolhas resultam de interações de maior complexidade, trocando informações e dados entre “entidades de natureza diferentes”. Exemplifica que a forma da democracia ocidental, organizada em parlamentos humanos, é rodeada por plataformas e redes que expandem de forma colaborativa e conectiva o potencial das ações dos indivíduos devido ao acesso de dados e participação colaborativa nas redes. Afirma também que a democracia política limita a participação dos cidadãos a somente escolher os seus representantes em determinados períodos de tempo, no entanto, a cidadania digital tem a capacidade de modificar a participação desses, através de um processo compartilhado, baseado na troca frequente de informações.

A terceira parte diz que a cidadania digital substitui o sujeito político aristotélico para o infoviduo, “rede inteligente complexa, nem sujeito nem objeto, mas forma conectiva, aberta e mutante”. Por fim, a quarta parte versa sobre o fato do conhecimento estar se tornando inseparável das redes, deixando claro a necessidade de conhecer os direitos, privilégios, regulamentos e obrigações existentes nas interações de redes. O texto afima ainda que é um dever da sociedade e de instituições educacionais públicas e privadas educar para a cidadania digital pois, segundo Felice, é de extrema importância “formar o cidadão e provocar a reflexão sobre a forma de democracia atual”, conclui.

Corpo:

A Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom) e o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE) recebem, até o dia 10 de julho, artigos acadêmicos para a apresentação no II Congresso Internacional de Comunicação e Educação que acontece conjuntamente com o VIII Encontro Brasileiro de Educomunicação entre os dias 12 a 14 de novembro na ECA.

O interessado deve inscrever aqui o resumo do trabalho, que deverá conter, no máximo, 2.800 caracteres, com a seguinte estrutura: introdução e objetivos; método; resultados; conclusões; e palavras-chave: até 3 palavras. Os trabalhos podem ser redigidos em português ou espanhol; não é necessário apresentar referências bibliográficas na inscrição dos resumos, também não podendo usar artifícios gráficos (negritos, maiúsculas, itálico etc.). Além disso, não é possível a troca de arquivos após o “envio final” do resumo do trabalho. Podem ser submetidos até dois trabalhos por autor principal.

É necessário que os trabalhos estejam relacionados com a temática principal do evento, podendo ser sobre: trajetória – caminhos da educomunicação e/ou educação midiática e as políticas públicas; transformação social educomunicação e/ou mídia-educação no contexto de políticas de diversidade, inclusão e equidade; formação a formação de profissionais de educomunicação em mídia-educação; meio ambiente avanços da relação entre comunicação/educação no contexto da educação ambiental e o desenvolvimento sustentável; protagonismo juvenil a participação de crianças e jovens enquanto protagonistas dos processos de mídia-educação e educomunicação; e pesquisa o estado da arte em pesquisas científicas voltadas para a relação entre comunicação e educação.

O congresso é coordenado por Ismar de Oliveira Soares, professor sênior do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), e Claudemir Edson Viana, também docente do CCA.


Em novembro, a ECA será sede da segunda edição do Congresso Internacional de Comunicação e Educação

Corpo:

Os estudantes da ECA interessados em desenvolver projetos de iniciação científica a partir do segundo semestre de 2018 já pode consultar os editais e, a partir do dia 23 de abril, às 8h30, se inscrever em um dos programas com bolsa de estudos disponíveisAs inscrições seguem até o dia 23 de maio, às 12h. 

Os programas de iniciação científica com bolsa são: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), modalidades concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com bolsa no valor de R$ 400,00 e início a partir do dia 1º de agosto de 2018, com duração de 12 meses. Ambos os programas são direcionados a estudantes matriculados em curso de graduação, que não possuam vínculo empregatício e se dediquem somente às atividades acadêmicas e de pesquisa.

A principal diferença entre as duas modalidades é que a primeira, PIBIC, visa desenvolver o pensamento científico dos estudantes de graduação por meio de uma pesquisa básica ou aplicada, por meio de um método científico para produção de conhecimento. E o segundo, PIBITI, tem o objetivo de estimular os estudantes ao desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação, tendo como objeto o desenvolvimento, aperfeiçoamento ou estudo de viabilizar processos, sistemas, serviços e modelos de negócios, preferencialmente com caráter multidisciplinar.

As inscrições deverão ser realizadas pelo orientador no sistema Atena e precisarão conter os seguintes documentos: histórico escolar completo e atualizado do estudante, inclusive se houver reprovações; currículo lattes do aluno e projeto de pesquisa resumido de até 10 páginas. Se o aluno desejar participar do PIBIC com um projeto individual de pesquisa, o documento deverá conter: introdução, objetivo, metodologia, cronograma e referências. Caso o estudante faça parte de um projeto maior desenvolvido por docente, será necessário que o professor defina quais atividades o aluno deverá desenvolver. Caso o estudante opte pelo PIBITI, seu projeto de pesquisa deverá possuir: introdução, objetivo, metodologia, cronograma, resultados e impactos esperados e referências. O estudante selecionado e indicado pelo orientador deve apresentar currículo na plataforma lattes, atualizado no mês de concessão de bolsa, além de possuir bom desempenho acadêmico.  

Entre os compromissos do estudante está a entrega de um relatório parcial aos seis meses de vigência da bolsa e um relatório final, após 12 meses de bolsa, à Comissão de Pesquisa da ECA. Além desse compromisso, é necessário que o bolsista participe do SIICUSP, que ocorre anualmente em três etapas: uma mostra na Semana de Pesquisa da ECA; o Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP, que é organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e possui a participação de todos os bolsistas de iniciação científica; e, por fim, uma etapa no exterior, quando dez bolsistas brasileiros selecionados viajam para representar a USP em outras universidades. 


Vinicius Biscaro, aluno do curso de Turismo, falou sobre o seu projeto de iniciação científica no 25º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP). Foto: Bruna Caetano

Experiência na Iniciação Científica

Este ano, Nathália Fragoso, estudante do segundo ano de Relações Públicas, começou a desenvolver uma iniciação científica que faz parte do projeto de pesquisa da professora Margarida Maria Krohling Kunsch, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), denominado Comunicação pública para a sustentabilidade: ações colaborativas entre o poder público, iniciativa privada e terceiro setor para uma consciência social e a educação ambiental. Segundo a aluna, desenvolver uma pesquisa científica é uma oportunidade única de aprofundar diversos assuntos de interesse dos estudantes.

Ela explica que ao fim do primeiro ano se questionou sobre procurar um estágio ou iniciar a pesquisa científica, optando por essa última. “A iniciação científica eu só posso fazer durante a graduação. É uma oportunidade de acrescentar alguma coisa para o meu currículo”, disse. Para Nathália, o trabalho desenvolvido na iniciação científica pode ser útil tanto na área acadêmica, caso ela deseje fazer uma pós-graduação, como na vida profissional. “Eu acredito que seja uma chance de ver outras formas de atuar como relações públicas e, principalmente, oportunidade de ser cidadã e de conscientizar e pensar num mundo melhor”, completa.

Helena Mega, estudante do quarto ano do curso de jornalismo, também faz iniciação científica, intitulada A cobertura que os jornais Folha e Estadão fazem sobre os casos de judicialização da saúde (quando os pacientes recorrem à justiça para ter o direito à saúde garantido ou ampliado), orientada pelo docente André Chaves de Melo, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE). Ela relata que o curso de jornalismo possibilita o contato com pós-graduandos e professores de diferentes institutos da Universidade e essas conversas sempre a inspiraram a desejar vivenciar a área de pesquisa.

Ela explica que o desenvolvimento da pesquisa a ajudou em diversos pontos, entre eles, o fato de ter a pesquisa em seu currículo, o que pode ajudar tanto no caso de fazer uma segunda graduação, assim como se fizer uma pós-graduação. Além disso, Helena comenta que a pesquisa a aproximou mais da graduação. “Vejo que a pesquisa me estimula a estar mais ligada à graduação, e um exemplo disso é que por meio dela li alguns livros da área de comunicação que jamais teria lido para qualquer aula. Também sinto que com a vivência da pesquisa já estou muito mais preparada para fazer o meu TCC”, conclui.

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A Revista Música está com inscrições abertas, até o dia 1º de agosto, para concurso que escolherá a logomarca do periódico. Qualquer pessoa pode participar, basta enviar a proposta para o e-mail da revista juntamente com os dados pessoais (nome, RG e contato).

O logo deve estar em formato digital .eps ou .png, com resolução de 300 dpi e não precisa se adequar às configurações e cores atuais da revista. O vencedor terá seu logo em destaque no site da revista, em todas as publicações, a partir de agosto de 2018 e também poderá ser utilizado como favicon (ícone associado a um site ou página da internet que aparecem junto aos marcadores, na barra de endereços do navegador). Se o participante preferir, pode enviar uma imagem diferente para o favicon. O nome do autor será divulgado no site, na página da Revista Música no Facebook e em todas as edições do periódico. Não há premiação em dinheiro.

Fundada em 1990, a Revista Música é uma publicação semestral do Programa de Pós-graduação em Música da ECA. Publica artigos originais de pesquisa científica, além de traduções, entrevistas e resenhas de livros recentes.