Conheça o “Ongaria”, projeto do curso de Relações Públicas que apresenta Ongs e o mundo do Terceiro Setor

Projeto realiza encontros semanais entre ONGs e estudantes com o intuito de apresentar os trabalhos das organizações e promover uma ponte entre sociedade e universidade

 

As vitrines fazem parte do nosso cotidiano. Uma vez que saímos nas ruas, vê-las é quase um caminho sem volta: há um bombardeio delas, geralmente muito atraentes, com cores vibrantes e elementos dispostos estrategicamente para que possamos ficar encantados com os produtos expostos. Mas, já pensou se pudéssemos ter o mesmo conceito de vitrine com as mais diversas Organizações Não Governamentais (ONGs)? E se por meio disso, soubéssemos mais sobre o trabalho de cada uma delas? Pois bem. Essa vitrine já existe e se chama Ongaria.

A Ongaria surgiu na disciplina “Relações Públicas Comunitárias e Terceiro Setor”, do curso de Relações Públicas, coordenado pela professora Mariângela Furlan Haswani, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP). O projeto conta essencialmente com o apoio dos alunos do segundo ano do curso, que convidam uma organização do Terceiro Setor até a sala de aula para falar sobre seu funcionamento e seus desafios. Em retribuição, eles elaboram um Plano de Comunicação com base nas dificuldades relatadas.

Todos esses encontros têm sido gravados ao longo dos últimos dois anos, e o acúmulo desse material trouxe novas inquietações. Felipe Moreira, aluno responsável pela criação e pela produção do projeto, comenta: “o que fazer a partir desse material audiovisual? Nós chegamos à conclusão de que boa parte das pessoas não se voluntaria, em grande parte, por não conhecer ao certo como atuam essas entidades. Daí, se o Terceiro Setor precisa ser divulgado, qual a melhor forma de se fazer entender pelo audiovisual do que através da animação? Foi assim que agora em 2019 conseguimos desenvolver uma narrativa mais elaborada, que tornasse mais didático o vídeo dos palestrantes, divulgasse o Terceiro Setor e desse mais visibilidade para os projetos de extensão, tripé essencial para a universidade pública, junto de ensino e pesquisa”, comenta.

A Ongaria conta com diversos recursos audiovisuais e uma linguagem descomplicada para se aproximar do público. Acima: registro de quando o projeto recebeu Roberta Cassaniga, cofundadora da ONG Full Forest & Ocean. Foto: reprodução/ Felipe Moreira.

De fato, é notável a desinformação que a sociedade ainda possui sobre a atuação das ONGs, principalmente no atual cenário político, onde elas têm sido alvo de inúmeras notícias falsas sobre seu funcionamento. As ONGs são entidades privadas da sociedade civil, sem fins lucrativos, cujo propósito é defender e promover uma causa política. As causas podem ser diversas, como racismo, meio ambiente, profissionalização de pessoas em situação de rua, direitos indígenas, causa animal, etc. Portanto, as ONGs surgiram para suprir demandas que não eram adequadamente atendidas pelo Estado, e com a relevância das múltiplas atividades que desenvolvem, elas se popularizaram e garantiram um amplo espaço na sociedade. Além disso, as ONGs desempenham papel importante na busca por soluções para tantos desafios sociais existentes em nosso país. 

Diante desse cenário, a Ongaria se apresenta como uma loja que vende ideias de como viver melhor em sociedade. O conceito foi elaborado de forma colaborativa, assim como é todo o desenvolvimento do projeto: dublagens, roteiros e narrações são sempre feitas por mais de uma pessoa. Depois as ideias são compiladas pela equipe de criação e produção, que fica no Laboratório 19 do CRP. “Até uma professora do Coral USP se dispôs a criar e gravar a vinheta para nós. Portanto, todos têm envolvimento no projeto. É só querer participar”, afirma Felipe.

Foi desta maneira que o projeto deu vida à personagem Capivarina, uma capivara bailarina que toma conta sozinha da Ongaria. Dentro da Tevê Anatômica, todos podem se conectar com a USP e conhecer toda semana como funciona uma ONG por dentro. Desta forma, o projeto oferece uma oportunidade para que essas associações se definam e visibilidade para que elas se propaguem. 

Veja os episódios e saiba mais sobre o projeto na página do Facebook.