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No dia 13 de novembro, foi inaugurado no Espaço das Artes (antigo Museu de Arte Contemporânea) na Cidade Universitária, o Mural da Escuta, iniciativa das Pró-Reitorias de Graduação e de Cultura e Extensão Universitária, em parceria com a ECA e a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) que pretende ampliar o diálogo da Universidade de São Paulo com a cultura urbana, que já é presente no dia-a-dia de toda a cidade.

O projeto é o pontapé para o Primeiro Seminário de Arte Urbana, que ocorrerá em abril de 2018 e será composto de diversas intervenções artísticas a partir do lançamento de um edital voltado para a comunidade universitária em dezembro, além de uma projeção na lateral do atual MAC, no Parque do Ibirapuera.


Muros do Espaço das Artes recebem intervenção artística. Foto: Bruna Caetano

O mural, idealizado por Daniel Melim em colaboração com as artistas Simone Siss e Laura Guimarães, promove uma reflexão acerca da mulher, e dialoga com temas como a importância da valorização da voz feminina no mundo e na Universidade, além da exploração do estereótipo feminino na publicidade.

Através da técnica do estêncil, o grafite representa também o protagonismo feminino por meio de poemas, microtextos e faixas verticais de diferentes alturas e cores que retratam os índices de violências sofridas por mulheres no ambiente universitário. Além disso, máscaras simbolizam a discriminação que a mulher está sujeita em diferentes lugares e a sua luta pela conquista dos espaços.

Com informações do Jornal da USP
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Integrar e debater a produção científica de mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação (PPGCOM) é o objetivo do Conexão Pós: diálogos e intersecções na pesquisa discente, que substitui a tradicional Jornada Discente, realizada anualmente na ECA. O evento acontece nos dias 7 e 8 de dezembro. As inscrições para o evento foram prorrogadas e o prazo para submissão de trabalhos seguem até o dia 20 de novembro.

A iniciativa, promovida pelos pós-graduandos da ECA, busca dar visibilidade aos estudos desenvolvidos pelos próprios alunos. Pretende também identificar pontos convergentes entre as pesquisas, de modo a contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, além de estimular o diálogo com outros programas de pós-graduação do Brasil. Conexão Pós terá ainda a presença de professores convidados para debaterem a pesquisa em comunicação no Brasil, além de conversas com recém-doutores do PPGCOM, que irão falar de suas trajetórias e do posicionamento atual na esfera acadêmica.

“A visão mais comum relacionada ao processo de pesquisa científica é que ele costuma ser solitário, já que a dedicação ao próprio trabalho dificulta o encontro entre mestrandos e doutorandos após o cumprimento dos créditos das disciplinas e da qualificação. Trata-se de uma característica geral dos pesquisadores em formação, que é amplificada, dada a dimensão da nossa pós-graduação, que é uma das maiores do país. Tenho certeza de que esse evento vai fortalecer os laços entre nossos estudantes, consolidando, inclusive, uma comissão discente permanente do programa”, afirma a professora Roseli Figaro, coordenadora do programa.

A participação no evento é obrigatória para os bolsistas e demais estudantes já qualificados, que deverão submeter resumos expandidos sobre seus projetos para avaliação de uma comissão de professores. Para confirmar presença, basta encaminhar uma mensagem para o e-mail do evento. A descrição de como será a participação do pesquisador deve constar na linha de assunto e em letras maiúsculas. Para ouvinte, o interessado deve escrever participação ouvinte. No caso de envio de trabalho, deve incluir submissão.

Os projetos inscritos serão distribuídos para apresentação de acordo com as seguintes linhas de pesquisa: Teorias e Epistemologia da Comunicação; Comunicação, Educação, Cultura e Cidadania; Comunicação Multimídia, Cibercultura e Estudos dos Meios; Comunicação, Narrativas e Audiovisual; e Consumo e Comunicação Organizacional.

“Os discentes acabam não conhecendo o trabalho de seus pares e tampouco compartilham os caminhos epistemológicos, teóricos e metodológicos da produção acadêmica. O encontro entre sujeitos pesquisadores retoma a perspectiva de produção científica coletiva, forjando maior comprometimento com o avanço do desenvolvimento e autonomia do campo da comunicação, bem como possibilita, em certo grau, uma visão do conjunto da produção científica dos mestrandos e doutorandos do PPGCOM/ECA-USP”, afirma Roseli Figaro.

 

 

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As professoras Andreia Nhur e Helena Bastos, do Departamento de Artes Cênicas (CAC), foram vencedoras do Prêmio Denilto Gomes 2017, da Cooperativa Paulista de Dança (CPD). Em sua quinta edição, o prêmio foi criado com o propósito de reconhecer o artista da dança e ampliar as ações da própria CPD. O resultado foi divulgado ontem no site da entidade e a entrega da premiação acontece no dia 6 de dezembro, no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo.

Andreia Nhur foi premiada na categoria Melhor Intérprete de Dança, pelo espetáculo Peças Fáceis, do Grupo Pró-Posição. Na peça, Nhur contracena com a mãe, a bailarina e coreógrafa Janice Vieira, e juntas recriam no palco peças musicais em uma ciranda de memórias familiares e culturais para se ouvir e dançar. Denominado pelas artistas de “plataforma sonorocoreográfica”, Peças Fáceis traz minuetos de Bach e Petzold executados em violão e pandeiro por Andreia e com castanholas e acordeom por Janice, em momentos solos e conjuntos. 


Andréia Nhur venceu na categoria Intérprete, pelo trabalho em Peças Fáceis

Graduada em dança pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com mestrado de doutorado em semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-USP), Andreia Nhur é professora do CAC desde 2013, atuando nas disciplinas Poéticas do Corpo e da Voz e Poéticas do Gesto e da Palavra.

Helena Bastos venceu na categoria Criação em Dança, com a peça Nufricar, desenvolvida com o Grupo Musicanoar. Contemplado na 20ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança, Nufricar move-se na perspectiva de entender a temporalidade nos corpos e, dessa maneira, perceber como o corpo lida com as vivências quando se dispõe a recordar. O espetáculo foi criado pela docente e pelo coreógrafo Raul Rachou, que são acompanhados pelo músico Tomás Bastos. 


Helena Bastos e o grupo Musicanoar venceram na categoria Criação em Dança

Professora da ECA desde 2003, Helena Bastos é atualmente coordenadora do curso de graduação em Artes Cênicas. Desde 2006, coordena o grupo de pesquisa Laboratório de Dramaturgia do Corpo (LADCOR), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da ECA.

Fotos: Divulgação/TUSP

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Alexandre Barbosa, professor do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), recebeu, esta semana, o título de Professor Imprensa, cedida anualmente pela equipe da Revista e do Portal Imprensa. O prêmio reconheceu o docente como o melhor coordenador de jornal-laboratório da região Sudeste, por sua orientação no Jornal do Campus, disciplina laboratorial ministrada aos alunos do quarto e quinto semestres do curso de Jornalismo.

O Professor Imprensa é uma iniciativa pensada para homenagear os professores mais inspiradores dos cursos de Comunicação de todo o país. Em 2017, na sua terceira edição, o prêmio expandiu as categorias e reconheceu um profissional por região nas áreas Professor Universitário, Coordenador de Jornal-Laboratório e Orientador de TCC, além de diversos eventos promovidos pelas escolas de comunicação, após um período de votação popular.

Alexandre comenta que não imaginava receber a indicação e o prêmio, porque “não pensava que, ao virar professor na USP, conseguiria desenvolver uma relação tão boa com os alunos ou que meu trabalho seria tão bem visto por eles”. “Foi uma sensação de reconhecimento grande, que só me dá combustível para continuar ensinando com dedicação, carinho e atenção, que é o que os alunos merecem,” afirma.

O docente conta que, mais do que isso, a homenagem é um reconhecimento ao próprio Jornal do Campus e de todo o potencial que o veículo tem, mostrando “como ele de fato é um produto vigoroso e uma ideia que tem que ser defendida o tempo todo” e que “apesar de uma crise institucional, ainda vale a pena apostarmos em um ensino de jornalismo com qualidade”, disse. “É um prêmio de toda a equipe do JC”.

Alexandre é graduado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, mestre e doutor em Jornalismo e Ciências da Comunicação pela ECA e especialista em Jornalismo Internacional pela PUC-SP. Desenvolve pesquisas sobre América Latina, jornalismo, comunicação comunitária, história e educação e, além de professor na ECA, dá aulas na Faculdade Paulus de Comunicação (Fapcom).

 
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João Anzanello Carrascoza, docente do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), lançou no último dia 9 de novembro, na Livraria da Vila, o livro Catálogo de PerdasA obra de contos é escrito em primeira pessoa e narra, sob diversas perspectivas, histórias de perdas – a maioria relacionada à morte de alguém, seja um filho, amigo, pai ou mãe, mas também pode ser perdas de amor, fé, confiança, oportunidades. O trabalho é inspirado no acervo do Museum of Broken Relationships (Museu dos Relacionamentos Rompidos) de Zagreb, a capital da Croácia, onde o autor esteve em 2014, e conta com fotografias de Juliana Monteiro Carrascoza.

Nos últimos anos, Carrascoza vem publicando coletâneas de contos e romances, além de obras para crianças e jovens, que, recentemente, lhe renderam uma indicação ao Prêmio Jabuti 2017, na categoria Contos e Crônicas, com o livro Diário das Coincidências, da Companhia das Letras. Na ECA, é professor da disciplina Redação Publicitária.


Novo livro de João Anzanello Carrascoza traz 40 pequenos contos em que os personagens narram perdas marcantes.
Fotos: Raquel Matsushita