Docente do CMU relata experiência como jurado em competição internacional de piano

Na última semana, o professor do Departamento de Música (CMU) e diretor da ECA, Eduardo Monteiro, foi jurado de uma das fases da Honens International Piano Competition. O concurso canadense oferece ao vencedor um prêmio de $100,000 dólares e um acompanhamento de carreira por três anos. Os outros três jurados do concurso foram Winston Choi, da Chicago College of Performing Arts, da Roosevelt University; Isolde Lagacé, diretora geral e artística da Arte Musica Foundation, da Montreal Museum of Fine Arts; e o pianista Pedja Muzijevic.

Além do grande prêmio, o professor destacou alguns aspectos da Honens que considera como diferenciais: o método de avaliação dos jurados e o local onde foi feito o julgamento. “Ouvimos 45 gravações – cinco pessoas faltaram no dia da audiência. E escolhemos dez que vão, em agosto, para a semifinal e a final”, explica o professor.


Eduardo Monteiro (primeiro, à direita) foi um dos quatro jurados da Honens International Piano Competition. Foto: Divulgação

Ele afirma que os quatro jurados foram orientados pela produção da competição a não comentar as apresentações enquanto estivessem assistindo e a não demonstrar opiniões ou impressões. Após cinco dias ouvindo todos os competidores, Eduardo conta que cada jurado deu notas e classificou os candidatos. Esse resultado foi entregue a um matemático, que avaliou e apresentou o resultado no dia seguinte. Sete candidatos haviam sido escolhidos pela maioria dos jurados para seguirem para a semifinal.

Depois dessa etapa, eles se reuniram para debater e decidir quem seriam os outros três semifinalistas. “A maneira como eles produzem o resultado é de uma transparência exemplar”, disse o professor, “todo mundo [os jurados] se sentiu absolutamente contemplado”.

Essa etapa do concurso aconteceu no Banff Centre of Arts and Creativity. “É, basicamente, um lugar para as pessoas pensarem”, explica. O local possui programas para artistas de diversas áreas em que oferece espaço e infraestrutura para eles trabalharem em suas obras. Também é sede de muitos congressos e conferências. “É um lugar que funciona com doações e verbas estatais. Se a gente tivesse alguma coisa similar aqui seria maravilhoso”, conclui.