ECA/USP e INTERCOM discutem as contribuições para a comunicação e educação

Falta muito pouco para o início do XXXIX Congresso INTERCOM, que será realizado na Escola de Comunicações e Artes da USP, entre os dias 5 e 9 de setembro. Passadas três décadas desde a última vez em que foi sediado em São Paulo, o evento de 2016 fará parte das comemorações pelos 50 anos de fundação da ECA e retomará um dos temas em que ECA foi pioneira no desenvolvimento de pesquisas: o da relação entre comunicação e educação, tendo criado até mesmo um grupo especialmente para este fim, o Núcleo de Comunicação e Educação (NCE).

Este Congresso,  de grande dimensão que a Escola irá receber, conta com  cerca de 3.500 inscritos, vindos de todas as regiões do país, e mais de 1.800 trabalhos a serem apresentados. O INTERCOM deste ano pretende ampliar as discussões sobre as contribuições que o campo da comunicação/educação pode oferecer a uma sociedade que busca melhorias na qualidade da vida e nas pautas relativas à formação de profissionais para a área, além de debater questões como as inovações tecnológicas na educação e as grandes demandas sociais existentes hoje em dia.

Segundo a diretora da ECA, a professora Margarida Maria Khroling Kunsch, o tema central do Congresso é muito contemporâneo e representa uma grande preocupação no mundo todo, uma vez que as nossas relações e o nosso comportamento estão sendo cada vez mais influenciados pelo constante surgimento de novos meios de comunicação e de obtenção de informação. "É de extrema importância que nós, pesquisadores e profissionais da área, pensemos as melhores maneiras de incorporar esses recursos às nossas vidas e ao nosso trabalho", explica a professora. 

A presidente do INTERCOM, a professora Marialva Barbosa (UFRJ), afirmou que suas expectativas para a realização do Congresso são as melhores possíveis, principalmente tendo acompanhado todo o empenho que a USP tem dedicado à organização do evento. Para ela, a Educação é o único meio de se produzir mudanças políticas e estruturais em uma sociedade, para que ela passe a ser mais justa e igualitária. 

Marialva reforçou, ainda, a relevância da presença de palestrantes estrangeiros no evento, pois isso oferece uma grande oportunidade de pesquisadores brasileiros dialogarem com profissionais das áreas de comunicação e educação do exterior e se inteirarem sobre as práticas que vêm sendo desenvolvidas.

A programação do INTERCOM 2016 inclui ciclos de estudos, grupos de trabalho, oficinas, minicursos, fóruns, seminários, exposições e também uma apresentação musical.

Você pode encontrar a programação completa no site do evento.

 

Texto: Mariana Rosa