Docente da ECA é reeleita presidente da Associação Internacional de Críticos de Arte

Lisbeth Rebollo Gonçalves, do Departamento de Comunicações e Artes, é a primeira brasileira a ocupar a presidência da instituição; primeiro mandato teve início em 2017

 

A docente Lisbeth Rebollo Gonçalves, do Departamento de Comunicações e Artes (CCA), foi reeleita para a presidência da Associação Internacional de Críticos de Arte (Aica), instituição que, entre outros objetivos, busca contribuir para a compreensão das artes visuais em todas as culturas e defende a liberdade de expressão e de pensamento. Pesquisadora, crítica de arte e curadora, Lisbeth foi em 2017 a primeira brasileira a assumir a presidência da entidade, que reúne 5 mil críticos de 95 países.  

Em entrevista ao Jornal da USP, a professora fala sobre sua reeleição e a importância da Aica, surgida em 1948, após a Segunda Guerra Mundial, em meio a um contexto sociopolítico de  transformações com impactos importantes também para a crítica e a história da arte. Filha do pintor Francisco Rebolo, fundador do Grupo Santa Helena, Lisbeth também comenta sua carreira e a proximidade com a arte desde a infância. “Crescer num ambiente de arte é um privilégio. Desde pequena pude conviver com artistas, críticos, escritores, poetas. Hoje compreendo que foi uma experiência de imersão constante no mundo da arte”.

Lisbeth graduou-se no curso de Ciências Socias da USP em 1967 e no mestrado e doutorado seguiu uma área até então inusitada, a sociologia da arte. Em 1990, ingressa na Aica por incentivo de Esther Emílio Carlos, então presidente da Associação, e em 2000 é eleita presidente da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Em 2005 e 2007 sucede os críticos Mário Pedrosa e Mário Barata na organização de congressos da Aica, abordando temas como a institucionalização da arte contemporânea, o papel de museus, galerias e bienais e o mercado de arte.  

Na entrevista, Lisbeth comenta também o espaço que a arte brasileira vem conquistando mundialmente. “Isso se dá seja por sua vitalidade, seja pelo fenômeno da globalização que cria e consolida um circuito internacional, através de bienais e feiras de arte, galerias e museus, gerando um sistema como nunca tinha sido visto antes”.

Sobre a arte contemporânea, em especial no contexto da pandemia de covid-19, Lisbeth se mostra otimista. “A arte sempre foi um espaço de liberdade e de resistência, reveladora do que acontece no mundo. Por isso mesmo, muitas vezes, é objeto de repressão. Na arte que chamamos de contemporânea, em meio à diversidade que a caracteriza, e justamente por ser um espaço libertário, encontramos esse ativismo, atitudes críticas diante da realidade social. Assim foi nos anos 60 e 70 e ainda é agora.”

Quer saber mais? Leia na íntegra a entrevista de Lisbeth Rebollo para o jornal da USP.

 

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens