Docente do CTR realiza curadoria em exposição do Itaú Cultural

Foi inaugurada no dia 15 de março a exposição Véio – a Imaginação da Madeira, com curadoria de Carlos Augusto Calil, docente do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR), e Agnaldo Aricê Farias, docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). A mostra é realizada no Itaú Cultural, próximo à Estação Brigadeiro do Metrô, na capital paulista, e fica em cartaz até o dia 13 de maio.


Véio produz suas obras a partir de pedaços de madeira que encontra na caatinga.

A exposição reúne obras do escultor Cícero Alves dos Santos, conhecido como Véio, nascido no interior do Sergipe em 1947, na cidade de Nossa Senhora da Glória, onde mora até hoje. A mostra apresenta peças de diversas dimensões, desde um palito de fósforo até troncos grandes, e traz, pela primeira vez fora do estado de Sergipe, peças do Museu do Sertão coleção que o artista possui em sua casa e que conversa com a realidade do povo sertanejo. Ocupando três andares do Itaú Cultural, a exposição contará com mais de 250 obras, das quais muitas são inéditas, sendo o projeto expográfico de Adriana Yazbek.


Detalhe da obra Sem Título, da série Os cão do Meu Inferno, s/d. Coleção Diógenes Paixão. Dimensões: 15 x 11 x 5 cm.

A exposição é dividida em três assuntos principais: o assombro, a nação lascada e o Museu do Sertão. Possuindo mais de 250 peças das mais de 17 mil que o artista produziu ao longo de sua  trajetória, Carlos Augusto Calil, em entrevista à Agência Brasil, fala sobre como o processo de criação do escultor está diretamente ligado ao tipo de material utilizado pelo artista, a madeira: “Ele tem essa clareza, que dá vida ao que está morto – ele vê nessa madeira morta, figuras. Ele pega um tronco e pinta, desbasta um pouco, mas mantém a estrutura do tronco. Mas não é mais um tronco, é uma figura que não está no nosso mundo. Está em outra esfera”, disse.


Véio, Sem título, s/d. Coleção Diógenes Paixão. Dimensões: 68,3 x 89 x 42 cm

Calil, que segue os trabalhos desenvolvidos por Véio há alguns anos, destaca também a criatividade do artista. “Ele não se repete. Quando você acha que ele encontrou uma forma, ele muda”, ressalta.

As visitações acontecem de terça a sexta-feira, das 9h às 20h (com permanência até 20h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h, no Itaú Cultural (Avenida Paulista, 149, São Paulo). As obras estão disponíveis no 1° andar, no 1° subsolo e 2° subsolo.

 

Foto: André Seiti / Itaú Cultural
com informações da Agência Brasil