Inscrições abertas para os editais de iniciação científica com bolsa na ECA

Os estudantes da ECA interessados em desenvolver projetos de iniciação científica a partir do segundo semestre de 2018 já pode consultar os editais e, a partir do dia 23 de abril, às 8h30, se inscrever em um dos programas com bolsa de estudos disponíveisAs inscrições seguem até o dia 23 de maio, às 12h. 

Os programas de iniciação científica com bolsa são: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), modalidades concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com bolsa no valor de R$ 400,00 e início a partir do dia 1º de agosto de 2018, com duração de 12 meses. Ambos os programas são direcionados a estudantes matriculados em curso de graduação, que não possuam vínculo empregatício e se dediquem somente às atividades acadêmicas e de pesquisa.

A principal diferença entre as duas modalidades é que a primeira, PIBIC, visa desenvolver o pensamento científico dos estudantes de graduação por meio de uma pesquisa básica ou aplicada, por meio de um método científico para produção de conhecimento. E o segundo, PIBITI, tem o objetivo de estimular os estudantes ao desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação, tendo como objeto o desenvolvimento, aperfeiçoamento ou estudo de viabilizar processos, sistemas, serviços e modelos de negócios, preferencialmente com caráter multidisciplinar.

As inscrições deverão ser realizadas pelo orientador no sistema Atena e precisarão conter os seguintes documentos: histórico escolar completo e atualizado do estudante, inclusive se houver reprovações; currículo lattes do aluno e projeto de pesquisa resumido de até 10 páginas. Se o aluno desejar participar do PIBIC com um projeto individual de pesquisa, o documento deverá conter: introdução, objetivo, metodologia, cronograma e referências. Caso o estudante faça parte de um projeto maior desenvolvido por docente, será necessário que o professor defina quais atividades o aluno deverá desenvolver. Caso o estudante opte pelo PIBITI, seu projeto de pesquisa deverá possuir: introdução, objetivo, metodologia, cronograma, resultados e impactos esperados e referências. O estudante selecionado e indicado pelo orientador deve apresentar currículo na plataforma lattes, atualizado no mês de concessão de bolsa, além de possuir bom desempenho acadêmico.  

Entre os compromissos do estudante está a entrega de um relatório parcial aos seis meses de vigência da bolsa e um relatório final, após 12 meses de bolsa, à Comissão de Pesquisa da ECA. Além desse compromisso, é necessário que o bolsista participe do SIICUSP, que ocorre anualmente em três etapas: uma mostra na Semana de Pesquisa da ECA; o Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP, que é organizado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e possui a participação de todos os bolsistas de iniciação científica; e, por fim, uma etapa no exterior, quando dez bolsistas brasileiros selecionados viajam para representar a USP em outras universidades. 


Vinicius Biscaro, aluno do curso de Turismo, falou sobre o seu projeto de iniciação científica no 25º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP). Foto: Bruna Caetano

Experiência na Iniciação Científica

Este ano, Nathália Fragoso, estudante do segundo ano de Relações Públicas, começou a desenvolver uma iniciação científica que faz parte do projeto de pesquisa da professora Margarida Maria Krohling Kunsch, do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), denominado Comunicação pública para a sustentabilidade: ações colaborativas entre o poder público, iniciativa privada e terceiro setor para uma consciência social e a educação ambiental. Segundo a aluna, desenvolver uma pesquisa científica é uma oportunidade única de aprofundar diversos assuntos de interesse dos estudantes.

Ela explica que ao fim do primeiro ano se questionou sobre procurar um estágio ou iniciar a pesquisa científica, optando por essa última. “A iniciação científica eu só posso fazer durante a graduação. É uma oportunidade de acrescentar alguma coisa para o meu currículo”, disse. Para Nathália, o trabalho desenvolvido na iniciação científica pode ser útil tanto na área acadêmica, caso ela deseje fazer uma pós-graduação, como na vida profissional. “Eu acredito que seja uma chance de ver outras formas de atuar como relações públicas e, principalmente, oportunidade de ser cidadã e de conscientizar e pensar num mundo melhor”, completa.

Helena Mega, estudante do quarto ano do curso de jornalismo, também faz iniciação científica, intitulada Ciência, jornalismo e saúde: a judicialização em pauta, voltada para a análise da cobertura que os jornais Folha e Estadão fazem sobre os casos de judicialização da saúde (quando os pacientes recorrem à justiça para ter o direito à saúde garantido ou ampliado), orientada pelo docente André Chaves de Melo, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE). Ela relata que o curso de jornalismo possibilita o contato com pós-graduandos e professores de diferentes institutos da Universidade e essas conversas sempre a inspiraram a desejar vivenciar a área de pesquisa.

Ela explica que o desenvolvimento da pesquisa a ajudou em diversos pontos, entre eles, o fato de ter a pesquisa em seu currículo, o que pode ajudar tanto no caso de fazer uma segunda graduação, assim como se fizer uma pós-graduação. Além disso, Helena comenta que a pesquisa a aproximou mais da graduação. “Vejo que a pesquisa me estimula a estar mais ligada à graduação, e um exemplo disso é que por meio dela li alguns livros da área de comunicação que jamais teria lido para qualquer aula. Também sinto que com a vivência da pesquisa já estou muito mais preparada para fazer o meu TCC”, conclui.