Impacto de algoritmos em redes sociais é tema de um dos ensaios da nova edição da Revista Organicom

LinkedIn, Facebook, Instagram, Twitter... Esses são nomes muito familiares nos dias de hoje. É muito frequente nos depararmos com eles e com a escuta sobre eles, seja no trabalho, seja no meio de transporte, ou ainda, nas conversas informais. Você viu o post que ela fez?, Eu vi o perfil dele no LinkedIn e temos colegas em comum, Vou te adicionar ou, ainda, Põe pra vender no grupo do Face são algumas das muitas frases que escutamos em nosso cotidiano. Com a ascensão de redes sociais, é praticamente impensável voltarmos na era não muito distante quando imaginávamos que comprar e vender coisas pela internet, compartilhar gostos, notícias e tantas outras coisas, eram sim, pertencentes a um futuro um pouco mais distante. Mas, a velocidade com que a tecnologia foi avançando fez com que esse futuro viesse a nós de uma forma mais rápida do que pensávamos. 

É sobre esse tema e também sobre estratégias em relações públicas digitais que Carolina Franzon Terra, pesquisadora e pós-doutoranda da ECA, trata em seu ensaio Relações públicas digitais como alternativa aos algoritmos das plataformas de mídias sociais, que está disponível no último número da Revista Organicom. Carolina detalha o funcionamento dos algoritmos das principais redes sociais e como usar as relações públicas digitais para driblá-los já que “as plataformas digitais personalizam e dirigem de tal modo o conteúdo apresentado ao usuário, por meio de seus algoritmos, que este enxerga apenas aquilo que lhe agrada, de modo que evita o contato com visões contrárias ou distintas da sua”, comenta. Assim, a autora faz um estudo de estratégias que algumas marcas utilizaram, como a Salon Line, que utilizou em 2018 a imagem do influenciador digital Felipe Neto  como transmissor de informações e conteúdos da marca.


Felipe Neto foi um dos influenciadores digitais que fizeram parceria com a marca Salon Line. Foto: Reprodução/YouTube

Um outro ponto levantado por Terra é a utilização de fãs e clientes que são assíduos e fiéis das marcas, como forma de divulgadores e formadores de opinião, em troca de vantagens, descontos e parcerias, com seus “recebidos”, termo utilizado atualmente, principalmente em relação ao Instagram, para designar a prática de muitos influenciadores que recebem produtos gratuitamente para divulgar uma marca, por meio dos posts ou dos chamados stories em seus perfis. Muda-se portanto, as relações e os meios de divulgar uma imagem ou empresa: nos dias de hoje, os antigos consumidores acabam se tornando fãs e parceiros das marcas e propagam, tanto pelo lado positivo como pelo negativo, a opinião sobre produtos e sobre empresas. Para a autora, são formas modernas de relações públicas digitais que transformam os modos de consumo na contemporaneidade.

Além desse estudo, a última edição da revista traz artigos e estudos voltados para a comunicação organizacional sob o ponto de vista latino-americano. 

 

Sobre a Revista Organicom

Lançada em 2004, a Organicom é uma publicação semestral produzida pelo Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP). Tem  como  missão  reunir  os  grandes  temas  contemporâneos  de  comunicação  organizacional  e  de  relações públicas estudados e, ao mesmo tempo, tornar-se um instrumento interativo com o mercado e a sociedade, democratizando os novos conhecimentos gerados na Universidade e contribuindo para o debate técnico-científico de temas dessas áreas. A edição está disponível gratuitamente no Portal de Revistas da USP.