Iniciações científicas da ECA mostram diferentes formas de fazer pesquisa na graduação

A iniciação científica expande a oportunidade para ingressar no mundo acadêmico, além de que pode ser uma porta aberta para realizar intercâmbios. São algumas das conclusões de quatro estudantes de graduação da ECA que, em entrevista ao Laboratório Agência de Comunicação, falam sobre seus projetos de iniciação científica, a importância da pesquisa para a sua formação e ainda dão dicas para os estudantes que queiram ingressar na área.  

Alex Amaral e João Pernambuco

Alex Amaral, aluno do bacharelado em violão junto ao Departamento de Música (CMU) baseou sua iniciação científica na obra do compositor João Pernambuco. Em Violão: análise técnica sobre a obra de João Pernambuco, o estudante buscou colaborar com o aspecto técnico do violão, como auxílio para aqueles que o estudam, seja grafando partituras, seja ampliando a interpretação. O orientador do estudo é o professor Edelton Gloeden.

Para o jovem, o maior desafio de um pesquisador em música é a questão bibliográfica: "é um trabalho de música popular brasileira, poucas pessoas pesquisam e escrevem sobre o assunto”, comparando com a vasta bibliografia de música clássica e barroca. Após a experiência, Alex dá dicas para quem deseja realizar uma iniciação científica: ter em mente o que se quer pesquisar e praticar a observação de professores, para no futuro, identificar um possível orientador.

 

 

Isabela Arice e a didática em Relações Públicas

Do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), Isabela Arice realiza sua iniciação científica com orientação da professora Maria Aparecida Ferrari, no tema Didática dentro do curso de Relações Públicas, o mesmo curso da aluna. O trabalho consiste em entrevistar coordenadores do curso de várias faculdades no Brasil sobre as práticas de ensino que utilizam.

“Eu adoro fazer pesquisas, sou apaixonada por pesquisas (...) aqui dentro da ECA tem muito o que estudar, com muitos professores bons para te orientar”, diz Isabela. A aluna comenta que o melhor momento para realizar a iniciação científica são nos primeiros anos de curso, após esse período, os graduandos costumam focar em estágios e a vontade da iniciação fica em segundo plano. 

 

 

Lúcia Nogueira e Steve Reich

Estudante de composição no CMU, Lúcia Nogueira pesquisou sobre a Música como comportamento lúdico, nas obras It’s Gonna Rain (1965) e 2x5 (2009) do compositor minimalista Steve Reich, sob a orientação do professor Silvio Ferraz Mello Filho. A pesquisadora explica que tinha o objetivo de compreender o processo composicional de Reich, além dos conceitos e a técnica que ele utiliza, para aplicá-los em peças musicais atuais, incluindo as suas próprias composições. Outra motivação para o estudo foi a possibilidade de dar mais visibilidade ao trabalho de um compositor ainda pouco conhecido.

Lúcia diz que, no CMU, é grande o incentivo em realizar iniciação científica atualmente, ampliando a possibilidade de conseguir uma bolsa de mestrado no futuro. 

 

Rafael Carvalho e as criptomoedas

Aluno de Publicidade e Propaganda no CRP, Rafael Carvalho realiza sua iniciação científica orientado pelo docente Massimo Di Felice, juntamente ao grupo de pesquisa Atopos. Sua pesquisa consiste em  analisar como as criptomoedas podem impactar novas formas de fazer política, novos jeitos de viver e alterar as transações econômicas.

“As matérias da ECA são bem interdisciplinares (...) na minha pesquisa, estou vendo coisas de economia, esse aspecto multi curricular é interessante, proporciona pesquisas muito ricas e adaptáveis”, comenta Rafael. Para o aluno, a pesquisa é muito importante para compreender o futuro, principalmente com as novas tecnologias de vida que ainda precisam ser mais estudadas.

O estudante aponta que para conseguir uma bolsa remunerada dos órgãos FAPESP ou CNPq para realizar a iniciação científica, é necessário obter uma média alta na graduação e deixa isso como dica aos interessados. Além disso, lembra que também é possível realizar projetos designados pelos orientadores.

 

Texto: Letícia Passarinho
Captação de imagens: Pedro Baima
Edição: Edinaldo Rodrigues de Arruda