INTERCOM 2016: Profissão Repórter, dez anos

Na noite da última quinta feira 8/9, o auditório deu espaço para  mais um evento da INTERCOM 2016. A mesa Profissão Repórter: dez anos. Para debate, sob a mediação da professora Iluska Coutinho  (UFJF), estavam o editor-executivo do programa Caio Cavechini, Janaina Pirola, a editora-chefe, e Eliane Scarvodelli, repórter,  do jornalístico.


(esq. p/ dir.) Caio Cavechini, Eliane Scarvodelli, Iluska Coutinho e Janaina Pirola

Como fazer reportagens? Como manter um programa no ar? Como escolher a pauta certa? Quais as dificuldades? Essas perguntas foram o roteiro da conversa, para falar sobre os dez anos do Profissão Repórter.

Nascido por meio de uma inquietação de Caco Barcelos, o Profissão Repórter tem como finalidade mostrar o protagonismo do jornalismo ao fazer a matéria, mas não tirando o foco do factual, do que é notícia. O programa teve início no ano de 2006, como um quadro do Fantástico. Ganhando edições especiais fora do dominical em 2007. Apenas em 2008, o jornalístico se tornou fixo e independente na grade da Rede Globo.

“A gente foge da reportagem que não dá para mostrar como é que está acontecendo". Janaina fala sobre os desafios de ser editora-chefe e de como é feita a escolha  das matérias que vão ao ar. É um trabalho minucioso. Nas reuniões de pauta do programa, muitas ideias são mostradas. E temos de saber escolher quais rendem bons frutos.

Caio Cavechini, que já foi repórter do jornalístico, conta como é produzir uma reportagem para o programa. Fala das dificuldades. Como condição de tempo, pessoas que não querem ser entrevistadas, problemas na edição e afins. Segundo Caio “existem algumas cicatrizes emocionais deixadas pela matéria”.  Além disso, ele mostrou um de seus trabalhos no Profissão Repórter: uma reportagem sobre a cidade de Dom Cavati (MG), que chegou a ter um eleição empatada (https://globoplay.globo.com/v/2180255/). 

Um erro pode ser transformado em uma boa matéria. Foi essa a pauta de Eliane Scarvodelli para o debate. A repórter fala de um de seus melhores trabalhos para o programa. Quando, em 2008, estava em um hospital, para uma matéria, ele flagrou uma mãe brigando com o seu filho. Eliane tomou o partido do garoto. Mas se surpreendeu com a história da mãe. Disso, a jornalista fez uma matéria sobre o garoto, que tinha a Síndrome de Adams-Oliver.  Eliane finaliza: “Primeiro sou pessoa; depois, repórter.”

Caio, Janaína e Eliane ainda responderam perguntas da plateia. Por fim, sortearam três livros para os presentes no evento.

Texto: Murilo Silberman (FIAM)
Fotos: Eduardo Peñuela e Marisa Bento