Documentário do Celacc aborda temática indígena por meio de entrevistas com ativistas e pesquisadores

Ailton Krenak, um dos mais importantes líderes indígenas do mundo, é um dos entrevistados 

 

A questão indígena é uma das mais antigas no país. É também uma das mais polêmicas, marcada por embates com o agronegócio e outros setores, por vezes com desfechos violentos, como o assassinato de índios e ativistas. O atual governo ajuda a intensificar esse clima de tensão ao desmontar estruturas de fiscalização e apoiar projetos que facilitam a mineração, agricultura e pecuária em terras indígenas. 

Com depoimentos de pesquisadores e ativistas pelos direitos dos povos originários, o documentário Um chamado dos povos indígenas foi produzido por Caroline Zeferino, Kelly Santos, Daniele Amorim e Weldher Rodrigues como um trabalho para a disciplina Mídia e Representações Sociais da Diversidade. Ministrada pelo professor Ricardo Alexinodo Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), a disciplina faz parte do curso de especialização em Mídia, Informação e Cultura do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc).  

O curta-metragem traz um trecho do discurso histórico de Ailton Krenak em defesa da cidadania indígena durante uma sessão da Assembleia Constituinte, em 1987. Primeira manifestação política de um indígena no Parlamento, transmitida ao vivo para todo o Brasil, a fala de Krenak teve um importante papel para a inclusão de um capítulo sobre os direitos dos povos originários na Constituição. Influente liderança indígena, além de ambientalista, filósofo e escritor, Krenak é hoje uma das vozes mais estudadas na Antropologia dos Povos da Floresta, ao lado de David Kopenawa e do Cacique Raoni.

Ailton Krenak durante o histórico discurso na Assembleia Nacional Constituinte, em 1987. Foto: reprodução/Revista Esquinas - Faculdade Cásper Líbero. 

  
Olívio Jekupé é um dos outros entrevistados. Nativo e porta-voz 
da comunidade Krukutu, uma das três aldeias preservadas no extremo sul da cidade de São Paulo, Jekupé estudou Filosofia na USP e é escritor.

Já Andreia Duarte Figueiredo é atriz, educadora, produtora e pesquisadora com foco em Artes Cênicas e Povos Ameríndios. Figueiredo morou cinco anos no Parque do Xingu, no Mato Grosso, uma das maiores e mais conhecidas reservas indígenas do planeta – onde aprofundou suas experiências em processos de formação, criação e prática teatral com os povos originários. 

Acesse o site do Celacc para assistir o documentário na íntegra.