Nova edição da revista Anagrama aborda jornalismo para surdos e crianças

O MidiAto Grupo de estudos de Linguagem: Práticas Midiáticas publicou a edição volume 2, número 2 da revista Anagrama. A publicação tem como objetivo abrigar produções com foco nas mídias e na comunicação social em nível de graduação.

No artigo As crianças não podem saber de nada: crianças periféricas e o consumo de notícias, a estudante Andressa Ribeiro Sales, do Centro Universitário FIAM-FAAM, tentou compreender como se dá o consumo de notícias na internet por crianças de 10 a 12 anos. Por meio de entrevistas, ela chegou a conclusão de que crianças da periferia consomem notícias primeiramente pela televisão e não pela rede.

Com o estudo Narrativas jornalísticas para o povo surdo: experiências, análise e efetividade da comunicação, Diogo de Souza Medeiros e Iraci Helena de Oliveira Falavina, da Universidade Federal de Santa Catarina, verificam que, para uma boa comunicação entre as culturas ouvinte e surda, deve-se priorizar as narrativas gráficas nas produções visuais jornalísticas.

Já Camila da Silva Fernandes, que estudou na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), analisa o Bolsa Família como ferramenta de empoderamento ou como reforço da submissão feminina em seis fotos de mulheres beneficiárias do programa. Este é o trabalho Retratos fotojornalísticos de beneficiários do programa Bolsa Família: lugares de sujeição e resistência.

Alguns temas ainda abordados na revista são a construção de personagens femininas no cinema clássico mexicano, reflexões sobre tatuagens e a nudez feminina em Game of Thrones, entre outros.


Imagem analisada no artigo Retratos fotojornalísticos de beneficiários do programa Bolsa Família: lugares de sujeição e resistência. Foto: André Felipe/FolhaPress