PPGCOM indica melhor tese e dissertação de 2017 para o Prêmio Compós

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Comunicação (PPGCOM) divulgou os melhores trabalhos acadêmicos de 2017 que representarão o programa no Prêmio Compós de Teses e Dissertações, da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. O resultado será divulgado no Encontro Nacional da Compós que será realizado em junho deste ano na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Os trabalhos indicados e as menções honrosas recebem homenagem no dia 9 de março durante a aula inaugural do programa.

Entre obras escolhidas para a representar o PPGCOM na categoria de melhor dissertação está o trabalho Memes na Internet: entrelaçamentos entre educomunicação, cibercultura e a “zoeira” de estudantes na redes sociais, de Douglas de Oliveira Calixto, que foi orientado por Adilson Odair Citelli, docente do Departamento de Comunicações e Artes (CCA). A dissertação investiga, a partir de uma pesquisa de campo, a relação de alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Julio Marcondes Salgado com os memes da internet.

Em estudo qualitativo acerca das funções dos memes, uma expressão narrativa muito presente na internet, o pesquisador discute os sentidos dados pelos alunos a esse novo produto cultural. Também como parte dos resultados, o autor propõe gêneros e subgêneros para apresentar e categorizar de qual modo os memes se compõem como linguagem, resumindo as mudanças na sociedade e, consequentemente, ocasionando possíveis mudanças no meio comunicacional escolar.


Da esquerda para a direita: Douglas de Oliveira Calixto, escolhido pela melhor dissertação de mestrado, e os professores Luiz Alberto de Farias e Adilson Citelli, este último o orientador do trabalho

O programa também disponibilizou menção honrosa para dissertação de mestrado denominada Signo da diversidade: narrativa e compreensão jornalística como pessoas LGBT, de autoria de Gean Oliveira Gonçalves, orientado pela docente Cremilda Celeste de Araujo Medina, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE). A dissertação discorre sobre a função do jornalista em criar formas de compreensão com o próximo, principalmente com a comunidade LGBT. O autor faz uma análise cultural da narrativa de três livros-reportagens escritos por jornalistas brasileiras em diálogo com as autoras e autores de gênero e sexualidade, dando ênfase às ideias da teoria queer.

Como melhor tese foi selecionado o trabalho A alteridade na ficção seriada e na grande reportagem. Um estudo sobre as estratégias de representação do outro na narrativa televisional brasileira, de José Augusto Mendes Lobato, sob orientação da docente Mayra Rodrigues Gomes, do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE). A tese tem como objetivo identificar e analisar os meios usados na representação da singularidade nas narrativas televisivas do país, usando como objeto de estudo “os gêneros jornalísticos e de ficção seriada, nos formatos de grande reportagem e telenovela”.

O autor fez uso de teóricos das ciências da linguagem, de estudos culturais e nas áreas do jornalismo e da ficção, bem como teóricos da área de narrativa, imagem e linguagem visual como, por exemplo, T. Todorov, S. Hall, K. Woodward, M. Foucault, V. Flusser, M. Gomes e E. Bucci. Como resultado, o autor identificou estratégias que servem como “marcos estruturantes das narrativas de alteridade aplicadas ao jornalismo e à ficção seriada na TV, reiterando as funções de reconfiguração e disciplinarização da experiência operadas neste espaço de representação”.


Da esquerda para a direita: as professoras Mayra Rodrigues e Maria Cristina Castilho Costa e José Augusto Mendes Lobato, escolhido com a melhor tese de doutorado

 A menção honrosa foi dada ao trabalho Mulheres adultas em situação de rua e a mídia: histórias de vida, práticas profissionais com a população de rua e representações jornalísticas, escrito por Suzana Rozendo Bortoli, com orientação de Alice Mitika Koshiyama. O trabalho é um estudo sobre mulheres adultas em situação de rua, os profissionais que cuidam delas e a cobertura jornalística realizada sobre o tema a partir de relatos feitos pelas mulheres que vivem essa realidade na cidade do Rio de Janeiro. Além de expor teorias sobre o jornalismo, notícias e jornalistas, a pesquisadora analisou notícias publicadas em dois veículos jornalísticos do Rio de Janeiro que abordam a situação de moradores de rua. Entre os resultados da pesquisa, está o fato da maioria das mulheres em condição de rua não terem acesso suficiente aos meios de comunicação de modo que conseguissem avaliar as notícias jornalísticas. 

Fotos: Vanessa de Souza