Premiado no Festival de Brasília, curta de mestranda estreia em São Paulo

Rã, escrito e dirigido a quatro mãos, aborda episódio inusitado na vida de uma mãe solteira e suas filhas

Ganhador do prêmio de melhor curta-metragem na última edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, (2019) tem roteiro e direção de Julia Zakia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais (PPGMPA). O filme foi escrito e dirigido em parceria com Ana Flavia Cavalcanti, que também interpreta Val, a protagonista da história. 

O curta acompanha a vida cotidiana de Val e suas duas filhas. Tudo segue normalmente até que uma noite um jovem vizinho, Neném Preto, pede a ela para guardar uma carga exótica no quintal de sua minúscula casa. 

Ana Flávia Cavalcanti em cena de Rã. 

Julia afirma que uma das intenções do filme é criar empatia do público em relação às personagens, que são, em sua maioria, mulheres. O curta é sobre fraternidade e partilha, mas, principalmente, sobre “como mulheres juntas são mais fortes”, complementa. 

Mesmo sabendo da qualidade do filme e do trabalho realizado por toda a equipe, Julia diz que não esperava ganhar o prêmio e sentiu-se muito feliz, gratificada e honrada. 

Julia Zakia e sua filha na premiação do Festival de Brasília (2019). Foto: Thais Mallon

terá sua primeira exibição em São Paulo no dia 5 de fevereiro, às 20h, no Teatro Centro da Terra (Rua Piracuama, 19, Perdizes). O filme faz parte de uma sessão especial dedicada aos curtas-metragens dirigidos por Julia. Além de , serão exibidos O chapéu do meu avô (2004); Tarabatara (2007); Pedra Bruta (2009) e Planeta Fábrica (2019). Após a exibição haverá debate com a diretora. Para mais informações, clique aqui 

 

Carreira dedicada à direção e a fotografia

Formada em Audiovisual com ênfase em Direção e Fotografia pela ECA, Julia trabalha nas duas funções em filmes selecionados para importantes festivais nacionais e internacionais. 

Como fotógrafa, assina a direção de fotografia de diversas séries para a televisão, tendo trabalhado com diretores como Tata Amaral, Juliana Vicente, René Guerra, Sabrina Fidalgo, Kiko Goifman, Hilton Lacerda e Marcelo Caetano, entre outros. 

Dirigiu os curtas O chapéu do meu avô (2004) – resultado de sua pesquisa de Iniciação Científica, A estória da figueira (2005) – seu Trabalho de Conclusão de Curso, Tarabatara (2007), Pedra Bruta (2009), Planeta Fábrica (2019) e (2019). Em 2013, Julia dirigiu seu primeiro longa-metragem, Rio Cigano.

 

Texto: Amanda Ferreira e Franciny Saraiva