Primeiro Congresso de Ensino da ECA é marcado por rica troca de experiências

O evento possibilitou que as áreas de ensino em Comunicações, Informação e Artes compartilhassem conhecimentos e projetos

 

A busca por inovação não deve se restringir apenas ao empreendedorismo. Repensar o ensino, agregando novas práticas e conhecimentos é também uma oportunidade de inovar, atitude muito importante para as instituições de todos os níveis, desde escolas de educação infantil até universidades públicas. O 1º Congresso de Ensino em Comunicações, Informação e Artes, promovido pela ECA nos dias 16, 17 e 18 de outubro foi um espaço para se discutir novas formas de ensinar.

O professor André Chaves de Melo Silva, criador do Congresso e chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração (CJE), comenta que o evento foi uma iniciativa no sentido de “valorizar o ensino de maneira permanente”. Embora as funções técnicas e administrativas da Comissão de Graduação sejam de essencial importância para o funcionamento da Escola, é preciso também que haja um espaço de proposição de ideias e debates.

 

Professor André coordenando grupo de trabalho que abordou a importância da comunicação para a ciência. Foto: Amanda Ferreira. 

 

Os seis grupos de trabalho permitiram que esses debates fossem extremamente proveitosos. A riqueza dos temas envolvendo as três áreas da Escola – Comunicações, Informação e Artes – possibilitou uma troca de experiências produtiva, que tem potencial de gerar melhorias significativas no ensino de todo o Brasil.

O Congresso não se restringiu a participantes da USP e nem somente ao ensino superior. Foi permitida a inscrição também de professores do ensino básico, assim como de alunos de graduação, pós-graduação e funcionários de diversas instituições. Ao todo, foram 163 trabalhos apresentados e 256 participantes no evento.

Ao agregar o Congresso no plano acadêmico quinquenal da ECA, inovações foram acrescentadas ao projeto como, por exemplo, a participação de pessoas de fora da USP e também o acréscimo do relato de experiência como uma forma de trabalho aceito. Esse relato visa mostrar o funcionamento de uma dinâmica desenvolvida no âmbito do ensino, expondo seus impactos e desafios.

“Tivemos oportunidade de entrar em contato com experiências e pesquisas de pessoas que estão no estágio inicial da carreira até os docentes, sendo que alguns trazem uma bagagem de 50 anos ou mais de atuação no ensino”, comenta o professor.

 

Performance "Incertezas", de Dudu Tsuda e Marcus Bastos. Foto: Amanda Ferreira.

 

A realização do Congresso permitiu que, dentro da própria ECA, os pesquisadores, alunos, funcionários e professores entendessem melhor a dinâmica de cada departamento e área de ensino. Riquezas e conhecimentos que, muitas vezes, não são enxergados no cotidiano, mas que são latentes na Escola.

Para o professor André, esse também foi um ponto interessante do evento, que abriu as portas para possíveis parcerias e projetos coletivos. “Acho que o dado mais positivo do Congresso foi que permitiu a todos os participantes perceberem o quanto temos em comum e o quanto podemos dialogar e desenvolver projetos em parceria.”

 

Conferência de abertura. Foto: Amanda Ferreira.

 

O Congresso de 2019 cumpriu sua meta no sentido de proporcionar muito aprendizado para os envolvidos. Os resultados serão compilados em dois e-books, que contarão com os trabalhos completos e os resumos. Essa é uma ação no sentido de preservar a memória do evento e também permitir consultas aos métodos, resultados e dados obtidos pelos participantes.

“Em breve iniciaremos as discussões visando a organização das próximas edições do Congresso. O objetivo é sempre ampliarmos nossos objetos de análise e metas, o que permitirá agregarmos cada vez mais inovações ao ensino desenvolvido pela ECA e outras instituições, com reflexos positivos para toda a sociedade", comenta o professor André.

 

 

Texto: Maria Eduarda Nogueira

Foto de destaque: Amanda Ferreira