Professor do CBD promove pesquisa de experiência com usuários de bibliotecas

Os modos como o usuário têm conhecimento das informações se modificou muito nas últimas décadas. Isso influenciou muito em como as unidades de informações (museus, bibliotecas, arquivos, por exemplo), que são consideradas formas clássicas de acesso, compartilham as informações com os usuários em meio ao acesso à internet. Para Francisco Paletta, "esses dispositivos de informação, passam a competir com o mundo da internet; é uma janela que se abre para o usuário e permite a ele acessar a informação em tempo real em qualquer parte do mundo”, pontua. 


Imagem: Reprodução

Francisco Paletta é docente do Departamento de Informação e Cultura (CBD), ministra a disciplina de Estudos de Usuários da Informação no curso de Biblioteconomia e está realizando um estudo sobre o comportamento dos usuários nas bibliotecas de algumas faculdades da USP. Neste momento, a pesquisa está ocorrendo dentro de bibliotecas da USP como na ECA, no Instituto de Psicologia (IP), na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, entre outras. O objetivo do trabalho é entender qual o perfil do usuário da informação na era digital, “seu processo de busca, apropriação e uso da informação por meio do acesso à internet” e sua vivência dentro da biblioteca.

O estudo visa melhorar os serviços fornecidos dentro das bibliotecas, "a partir do melhor entendimento de como que o usuário se apropria da informação para a tomada de decisão", explica do docente. A pesquisa procura ainda investivar "quais são os benefícios que nós devemos prover e oferecer, por exemplo, na biblioteca da ECA, para que o usuário possa valorar os serviços que estão lá disponível”, conta. Por fim, o estudo permitirá ainda forma de entender como o usuário valoriza o ambiente de uma biblioteca tradicional e como a própria biblioteca disponibiliza a informação digital e a “informação analógica”, na forma de livros, arquivos ou documentos.

Segundo Paletta, a ideia é expandir o projeto para outras bibliotecas dentro e fora da USP. Qualquer biblioteca pode se candidatar a participar da pesquisa de experiência do usuário.