Professor do CRP lança, na Itália, livro sobre net-ativismo

O professor Massimo di Felice, docente do Departamento de Relações Públicas, Propaganda e Turismo (CRP), lança no próximo dia 4 de julho, em Roma, seu mais novo livro: Net-attivismo: Dall´azione sociale all´atto connettivo (Net-Ativismo: da ação social ao ato conectivo, em português). O lançamento contará com a presença dos renomados estudiosos Derrick de Kerckhove, da Universidade de Toronto, do sociólogo e escritor Alberto Abruzzese, e dos professores Mario Pireddu e Tito Vagni, ambos da Libera Università di Lingue e Comunicazione (IULM), de Milão. O livro sairá nos próximos meses na França, Portugal e no Brasil.

'Net-attivismo' é o resultado de um projeto de pesquisa empreendido por vários anos, em diferentes países e contextos acadêmicos. Do Brasil a outros países da América Latina, da Tunísia ao Marrocos, de Portugal à França e à Itália, junto a equipes diferentes e diferentes interlocutores, “pude aprofundar a emergência de novas formas de interação – para além das políticas e conflitualidades próprias da modernidade ocidental – que encontravam a sua origem, seu lugar e sua forma de atuação nas interações com os dados e nas conexões das redes digitais”, explica o professor na apresentação da edição italiana.

 'Net-attivismo: Dall´azione sociale all´atto connettivo' chega ao Brasil no segundo semestre. Foto: Massimo di Felice

A obra pretende lançar um olhar para além da ideia social e sociológica das interações exclusivamente humanas, substituindo a ideia de ação antropomórfica pela ideia de ato conectivo, ou seja, de um tipo de interação ecológica e conectiva, não mais sujeito-cêtrica e tecno-cêntrica, identificando e propondo, ao mesmo tempo, algumas características das formas-rede de tal peculiar tipo de condição habitativa.

Trata-se do segundo volume de uma trilogia que nasceu com o estudo das formas comunicativas do habitar, ou seja, da análise das relações entre tecnologias de comunicação, território, ambiente e pessoas, cujos resultados foram publicados em vários países, na obra Paisagens pós-urbanas: o fim da experiência urbana e as formas comunicativas do habitar. O terceiro volume da série será dedicado à análise das novas declinações digitais do comum, ainda em escritura.