Revista Significação chega ao seu 51º número com dossiê sobre História e Audiovisual

O Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais acaba de publicar o número 51, volume 46, da revista Significação. Neste volume, a revista traz o dossiê História e Audiovisual, organizado pelo professor Eduardo Morettin, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão (CTR) e por Mônica Almeida Kornis, integrantes do grupo de pesquisa História e Audiovisual.

Nesta edição, a revista traça um paralelo entre história e temas atuais, que encontram-se em discussão atualmente em nosso país. Segundo o professor Eduardo Morettin, “os artigos  que compõem o dossiê priorizaram em  sua análise documentários e reportagens televisivas a partir de um amplo leque teórico, sinal da diversidade que hoje abarca os estudos acerca das relações entre história, cinema e televisão.”

A revista está dividida em três partes, com artigos, dossiê e resenhas. A primeira parte é dedicada aos textos voltados para a reflexão sobre cinema e televisão, como o artigo Las fronteras de la publicidad televisada en la era de conexión, de Adriana Pierre Coca e Alexandre Tadeu dos Santos, com um tema voltado à internet e modos de produção de publicidade. Há também a resenha de Ricardo Duarte Filho, Onde andará a bicha melancólica?, na qual o autor discute a melancolia queer como forma de geração de novas possibilidades criadoras e de vida, bem como o impacto desse sentimento dentro do campo estético cinematográfico.

Já as resenhas possuem comentários críticos sobre os livros Revolution in the Terra do Sol: the Cold War in Brazil (2018), de Sarah Sarzynski, e Pantallas transnacionales: el cine argentino y mexicano del período clásico (2017), livro organizado Ana Laura Lusnich, Alicia Aisemberg e Andrea Cuaerteloro.

Uma reflexão sobre a cobertura do atentado ao jornal francês Charlie Hebdo é parte integrante desta edição da revista. Ana Paula Goulart Ribeiro e Igor Sacramento, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comparam em artigo as coberturas dos programas Jornal Nacional (da TV Globo) e Le 20 Heures (do canal TF1) sobre o atentado em 7 de janeiro de 2015, a partir das diferentes formas de performance dos repórteres em duas culturas televisivas distintas.

Outro artigo do dossiê é a análise de Marcela Furtado, da ECA, O Movimento Feminino pela Anistia em reportagens da Rede Globo Minas, no qual a autora investiga cinco reportagens feitas pela Rede Globo Minas em Belo Horizonte (BH) entre os anos de 1977 e 1979. A análise foi feita a partir do acervo da emissora presente no Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte. Essa abordagem é um recorte da pesquisa BH em movimento – Registros audiovisuais do período da ditadura na capital de Minas, que busca localizar e analisar reportagens televisivas realizadas entre 1968 e 1983 na cidade que façam referência a pessoas ou eventos ligados ao período militar.

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