Selo SESC publica dossiê sobre professor aposentado da ECA, Willy Corrêa de Oliveira

A revista digital do Selo Sesc, Zumbido, está publicando uma série de artigos produzidos pela compositora, pesquisadora e mestranda em Ciência da Informação pela ECA, Regina Porto, sobre as produções de Willy Corrêa de Oliveira, grande compositor pernambucano. De 19 de julho a 23 de agosto, serão seis artigos publicados, todas as sextas-feiras. 

Willy foi docente do Departamento de Música (CMU), a convite de seu ex-professor, Olivier Toni, fundador do departamento. Lecionou disciplinas teóricas e composição de 1970 até sua aposentadoria, em 2003. 

Em 1962, ao voltar ao Brasil após uma temporada de estudos na Europa, o compositor cria juntamente com Gilberto Mendes o Festival Música Nova, com o objetivo de divulgar a música contemporânea brasileira e mundial. Nos anos 1980, Willy Corrêa abandona a composição de vanguarda e se engaja na luta contra a ditadura e na militância socialista. Sem abandonar a música, ele passa a compor hinos, canções de luta e músicas utilitárias para os eventos das Comunidades Eclesiais de Base. Após 1989, com a queda do Muro de Berlim, volta à música erudita, mas timidamente, sem intenção de exibir as composições. 

Sua relação com a “mistura inflamável” de arte, política e religião, nas palavras de Regina Porto, é o que faz com que ela se interesse pelo universo do pernambucano. 

"Artista sem pares. Pensador de estirpe. Músico central — e fora do eixo. Gênio? Louco? A publicação deste manuscrito, engavetado por mais de uma década, recupera a trajetória desviante do ultramarxista Willy Corrêa de Oliveira, compositor que fez história na música erudita brasileira, abriu combate contra o chamado sistema, deu tchau às vanguardas de estimação e cavou a própria bonança em vida — não sem antes infernizar meio mundo, dentro e fora da academia, a começar pela USP", descreve a autora. 

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Ilustração: Alexandre do Amaral