PPGAV promove encontros quinzenais "ENTRETELAS"

O Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, da Escola de Comunicações e Artes da USP, promove a partir do dia 23 de setembro, das 19h30 às 21 horas, uma série de encontros quinzenais, intitulado ENTRETELAS, reunindo doutores em artes visuais recém-formados pela USP, com os atuais alunos e alunas que estão desenvolvendo suas pesquisas de doutorado.

A série de encontros é uma iniciativa que procura promover o diálogo entre diferentes pesquisadores do campo das artes visuais, evidenciando vínculos e ressonâncias entre as mais diferentes abordagens das práticas artísticas, da teoria, da história e da crítica de arte.

A série quinzenal será transmitida ao vivo pelo youtube e estará aberta a todos os interessados, com a possibilidade de participação do público nos debates que se darão na sequência das apresentações. Aos participantes será oferecido um certificado.

Primeiro encontro (23 de setembro 2020)

A doutora em artes visuais convidada para o primeiro encontro é Fabrícia Cabral de Lira Jordão, autora da tese “As atuações e contribuições institucionais de artistas e intelectuais no campo das artes visuais durante o período da redemocratização brasileira (1974-1989)”, trabalho orientado pela professora Dária Jaremtchuk.

A pesquisa foi fundamentada na hipótese de que ao longo do período de redemocratização no Brasil foi desenvolvido um novo tipo de ativismo artístico, o ativismo institucional. Ele teria impactado o processo de reformulação institucional e das políticas públicas, voltadas para as artes visuais, diferenciando-se das estratégias de ativismo comumente associadas ao período da ditadura militar, o frentismo – quando um grupo de artistas se une para problematizar e/ou se opor a uma dada situação – e o ativismo da obra, quando o trabalho artístico é indissociável de seu vínculo com o político. Desse modo, essa estratégia de intervenção artística está diretamente conectada a três questões: a relação das artes visuais com o estado autoritário, pós-1974; o processo de institucionalização das artes visuais ao longo da redemocratização e o desenvolvimento de um horizonte de inteligibilidade para arte contemporânea no Brasil.

Para este encontro Fabrícia Cabral terá como interlocutora a artista Cássia Aranha, que atualmente realiza sua pesquisa de doutorado intitulada “Cartografia da violência”, sob orientação da professora Dora Longo Bahia, que explora a conexão entre os conceitos de lugares de memória e de violência do Estado. Resulta em uma análise teórica e uma prática que utiliza, além de mídias locativas, a cibercartografia. Pretende estabelecer uma vivência e potencializar a reflexão sobre os sistemas de opressão e dominação que violam os direitos humanos, como o aprisionamento e a destruição do espaço e do corpo, que foi o caso das violações ocorridas durante o regime militar no Brasil e que reverberam na contemporaneidade.

A mediação do encontro será de Dora Longo Bahia, professora e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais. Os trabalhos técnicos são de Ronaldo Calixto. Design gráfico de Filipe Barrocas. Produção e concepção: professores Dora Longo Bahia, Mario Ramiro e Sumaya Mattar juntamente com os doutorandos Cassia Aranha, Filipe Barrocas, Leandro de Oliva Costa Penha e Ronaldo Calixto.


Serviço:

Programa: ENTRETELAS: encontros quinzenais da pós-graduação em artes visuais da ECA/USP

Agenda: Programa quinzenal, sempre às quartas-feiras, das 19h30 às 21 horas.

• Programação (de 23/09 a 02/12/2020):
 

23/09: Fabricia Cabral de Lira Jordão, Cassia Aranha e Dora Longo Bahia conversam a partir da pesquisa: “As atuações e contribuições institucionais de artistas e intelectuais no campo das artes visuais durante o período da redemocratização brasileira (1974-1989)”.

07/10: Thiago Gil de Oliveira Virava e Ronaldo Calixto conversam a partir da pesquisa “Um boxeur na arena: Oswald de Andrade e as artes visuais no Brasil (1915-1945)”.

21/10: Claudia Rodrigues-Ponga e Filipe Barrocas conversam a partir da pesquisa “Pequeno tratado sobre arte e magia”.

04/11: Sandra Carezzato de Souza e Leandro de Oliva Costa Penha conversam a partir da pesquisa “O lugar onde as dunas falam”.

18/11: Cauê Augusto Maia Baptista e Cássia Aranha conversam a partir da pesquisa “Cada caminho é um risco. O livro de artista como tradução da intervenção poética no espaço público”.

02/12: Gustavo de Moura Valença Motta e Milena Durante debatem a partir da pesquisa "Discursos de contrainformação. Coletivos de artistas e curadores-autores no Brasil (2000-2015)".

• Canal do youtube:  https://youtu.be/IT0Bf8zIv8s

Para maiores informações escreva para: ppg.av@usp.br (com Daniela Abbade)